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domingo, 5 de janeiro de 2014

Finish Series Challenge 2014



Eu tento, a sério que eu bem tento... mas depois existem casos em que simplesmente não consigo resistir. O que quero com isto dizer é que vou abrir uma excepção (a única!) e participar em mais um desafio para o ano de 2014, e isto só porque, vistas bem as coisas, o propósito do desafio enquadra-se, na perfeição, em algumas das perspectivas que tenho planeadas para este novo ano. Assim, e graças à Jen do Cuidado com o Dálmata que me deu a conhecer este challenge, vou arriscar e tentar o nível 3: Doped—7 to 9 series, e ver o que acontece. Algumas escolhas estão já feitas, mas confesso que podem muito bem sofrer algumas alterações ao longo do ano. Por isso, aqui fica a lista do que espero vir a terminar em 2014, em termos de séries/trilogias:

  • Unearthly, Cynthia Hand
  • Gemma Doyle, Libba Bray
  • Paranormalcy, Kiersten White
  • Hunger Games, Suzanne Collins
  • Soul Screamers, Rachel Vincent
  • Divergent, Veronica Roth
  • The Chemical Garden, Lauren DeStefano
  • The Selection, Kiera Cass
  • Starcrossed, Josephine Angelini
  • Darkness Before Dawn, J. A. London

Na maioria dos casos falta-me ler o último volume, mas depois tenho uma ou outra situação mais complicada em que faltam dois ou mais livros. A ver como isto corre... 


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

New Author Challenge 2014



Mais um ano que começa, mais um challenge que imponho a mim mesma. Já há dois anos tinha experimentado este New Author Challenge e lembro-me de ter ficado deveras impressionada com a quantidade—e qualidade—de autores novos que descobri graças ao desafio. Assim, em 2014, para além do ‘normal’ GoodReads Reading Challenge, e do já divulgado Dystopia Reading Challenge, vou ainda juntar-me a este, ao New Author Challenge 2014.

O objectivo deste desafio é bastante simples: não importa quantos livros um dado autor escreveu, o que importa é que esse seja um autor novo para o leitor desafiado. Existem três patamares: 15, 25 e 50; e como estou algo renitente em atirar-me ao segundo, vou ficar-me pelo primeiro, 15 autores novos, até porque quero mesmo terminar algumas séries/trilogias. Mas se a coisa correr bem... estou disposta a aumentar o número de livros.

1. Aimée Carter | Pawn
2. Tahereh Mafi | Shatter Me 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Dystopia Reading Challenge 2014


Sign-ups: Blog of Erised

Eu bem tento meter na cabeça que não vou ter muito tempo para ler (principalmente na primeira metade do ano), e menos tempo ainda para me dedicar a desafios, durante o ano de 2014, mas vá-se lá saber o porquê do meu masoquismo, decidi inscrever-me neste... outra vez!
Vou novamente apostar no nível 2, Rebel (7 to 12 books) mas estou confiante, desta vez a sério, de que conseguirei ultrapassar este número. Alguns dos livros que tenciono ler, e daí ter escolhido este nível, são:
  • ·       Blood-Kissed Sky & After Daybreak, J. A. London
  • ·       The Elite & The One, Kiera Cass
  • ·       Sever, Lauren DeStefano
  • ·       Allegiant, Veronica Roth
  • ·       Enders, Lissa Price
  • ·       Sob o Céu que Não Existe, Veronica Rossi
  • ·       Shatter Me, Tahereh Mafi
  • ·       All These Things I’ve Done, Gabrielle Zevin
Não sei se irei, de facto, cumprir este plano ou se extraviarei por outros mundos (o que é muito provável que aconteça), mas vou fazer um esforço por me dedicar mais a este género que tanto, mas tanto gosto. =)

Let the readings begin!

1. Aimée Carter | Pawn
2. Tahereh Mafi | Shatter Me


Desafios 2013: wrap up


Primeira coisa a escrever: *shame on me*!

É que até em desafios 2013 foi fraquito. Mas, once again, não posso dizer que esteja inteiramente surpreendida, ainda que esta última metade do ano tenha sido algo... inesperada, digamos assim. E mesmo não vendo grandes melhoras para 2014, que será, cada vez mais, apertado no que diz respeito a tempo livre para leituras, vou inscrever-me em, pelo menos, três desafios que, espero, conseguir, desta vez, cumprir. Mas antes disso, vamos ao wrap up  do que não foi atingido.


É que não li nem 1 dos 4 a que me propus. -.-‘ Mas, também, tendo em conta o número de leituras que consegui folhear este ano (opinadas), confesso que tive de ser um pouco mais selecta no que queria ler, e, por isso, acabei por ir para géneros mais familiares. Este não será um desafio para 2014.


Tinha proposto alcançar o nível Rebel, que corresponde a ler entre 7 a 12 livros durante o ano, mas não consegui. Ao invés, devorei 6 livros, ficando-me pelo nível Recruit. Não foi tão mau como estava à espera, mas quero que no próximo ano corra melhor, até porque tenho algumas distopias que quero muito, muito ler.
Aqui li:

Darkness Before Dawn, J. A. London
The Selection, Kiera Cass
Delírio, Lauren DeStefano
Insurgente, Veronica Roth
Crossed, Ally Condie
Destinos Interrompidos, Lissa Price

Pelo menos, em 2014, atingirei o mesmo nível deste ano, já que estou a contar ler as continuações/últimos livros destes 6 que aqui estão. Um dos objectivos do próximo ano será mesmo isso, concluir trilogias e séries, para então me puder dedicar, inteiramente, a novos mundos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 14: Livro Comovente

Pessoalmente, estou a crer que todo o livro que deixa marca no seu leitor é, de uma forma ou de outra, um livro comovente. Ao longo de vários anos de leitura, já tive a sorte de me deparar com livros profundamente comoventes, livros que me deixaram com um aperto no coração após terminados ou que me fizeram rolar lágrima atrás de lágrima durante uma extensão interminável de páginas. Esse é o verdadeiro poder da literatura, para mim. O mexer com as pessoas, abrir-lhes os olhos e o coração e fazê-los pensar em coisas, assuntos, pessoas, acontecimentos que até então lhes tinha passado despercebidos.

Para esta categoria elejo No Seu Mundo, de Jodi Picoult. Este foi o único livro que li da autora, embora tenha na estante Ilusão Perfeita (que quero muito ler) e ainda me recordo do impressionismo e realismo que a autora conferiu a um assunto que, a muitos de nós, passa ao lado. No Seu Mundo conta a história de um jovem rapaz, Jacob Hunter, que sofre do síndrome de Asperger e que mesmo sendo incrivelmente inteligente e brilhante, vê-se constantemente preso no seu próprio mundo, preso às regras e às normas, às rotinas e às cores... Foi incrível ler este livro, não existe palavra que melhor o descreva. Nunca antes tinha “presenciado” o sofrimento de uma mãe nem o intelecto de um rapaz tão espantosamente dotado mas que, pela infelicidade do destino, não tem forma de comunicar com o exterior. E é essa comunicação interna que revoltará o leitor ao longo das páginas, comovendo-o e deixando-o, por diversas vezes, à beira das lágrimas. É que em No Seu Mundo não só não vemos a perspectiva de Jacob, como também temos acesso à vida íntima e pessoal da sua mãe e do seu irmão, e da forma como cada um ama o outro... e isso sim é verdadeiramente especial. Pois não é só a escrita da autora que nos transporta para um realidade adversa, são as pessoas que ela escolhe e as histórias que ela conta. Um livro que vale a pena, pela gigantesca lição de vida que alberga.

45 Dias de Desafios Literários - Dia 13: Sequela que nunca devia ter sido impressa


Outra categoria complicada...
Gosto muito de sagas e por isso é-me complicado escolher uma cuja sequela nunca deveria de ter sido escrita pelo simples facto de, embora as adorar, nem último instância, não estar ao corrente de assim tantas. Das que conheço e que sigo com alguma regularidade – ou segui – penso que a mais obvia é mesmo a Saga Luz e Escuridão.

Crepúsculo foi interessante, uma obra que, pela forma como foi escrita e pelo tema que aborda, de certo modo, veio revolucionar e influenciar toda uma camada jovem actual. Contudo, e mesmo não o achando, em posterior análise, um livro por aí além, até que se safa. Lua Nova foi o meu preferido dos três – e digo três porque não terminei Amanhecer – mas daí para a frente as coisas começam a perder grande parte da sua qualidade e inovação. Assim... Creio que Crepúsculo e Lua Nova poderiam ter sido escritos de forma a funcionarem unicamente acompanhados um do outro, excluindo, consequentemente, Eclipse e Amanhecer, que elejo como as duas sequelas que nunca deveriam de ter sido impressas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 12: Saga Favorita

Eleger unicamente uma saga é-me impossível, principalmente por estarmos numa altura literária em que o que mais há por aí espalhado é isso mesmo – sagas. Assim, vou reduzir as inúmeras hipóteses e séries de que gosto para somente duas – nada mau, não acham?

Adorei todo este conjunto de livros. Um dos primeiros universos – se não mesmo o primeiro – verdadeiramente mágicos que li e que acompanhou grande parte da minha adolescência. Cresci com Harry Potter e comecei a amar a literatura com Harry Potter... pelo que sou incapaz de encontrar as palavras certas para descrever o quão influenciada fui por tão brilhante série retirada de uma ainda mais brilhante mente criativa. É-me impossível não agradecer a J.K. Rowling pelo escape e pelo mundo que me permitiu desfrutar – assim como a muitos outros milhares de jovens – e é por tudo isto e muito mais que nomeio esta série como uma das minhas favoritas.
Acrescento ainda que o meu livro favorito é, sem dúvida, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

A segunda é a série Mercy Thompson, da autora Patricia Briggs. Além de serem livros incrivelmente bem escritos pelo seu tom adulto e intelectual, Mercy Thompson é uma protagonista forte e de merecida reputação. Apaixonei-me pela sua força e destreza e é, também, pela forma criativa com que a autora consegue conduzir toda uma trama envolvente das mais diversas espécies sobrenaturais sem cair no comum ou no cliché, que encontro nesta série um grande favoritismo e apreciação da minha parte. Embora só estejam, actualmente, três volumes publicados em Portugal, Mercy Thompson Series conta já com 6 livros publicados no seu idioma original. Para quem não conhece e gosta do género de fantasia, esta é uma série que não vai querer deixar passar ao lado.
Dos três, o que mais gostei foi Vínculo de Sangue.

domingo, 31 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 11: Livro que não conseguiste acabar

Não tenho muitos livros que tenha deixado pelo caminho... páginas intermináveis de tortura que abandonei num abrir e fechar de olhos, pelo que se torna algo difícil lembrar com precisão os livros que, efectivamente, ficaram para trás. Ainda assim, o primeiro título que me ocorreu foi Amanhecer, de Stephenie Meyer.

 Não sei sob que efeito alucinógeno estava a autora quando decidiu escrever Amanhecer mas não tenho dúvidas de que devia de ser uma coisa em grande! Completamente ridículo, por vezes sem qualquer nexo ou fluxo construtivo, Amanhecer foi, para mim, uma enorme desilusão – tão grande que nem o terminei! Pessoalmente, acho que Stephenie Meyer quis apressar as coisas (embora o gigantesco tamanho do livro) e oferecer a possibilidade de um final feliz a toda a gente... por isso é que até Jacob, personagem que andou a antagonizar com Edward durante três longos livros, conseguiu encontrar a sua companheira numa personagem de si só pouco reconfortante. Por mim, tudo tinha terminado com Eclipse. Sempre seria melhor do que ir por caminhos estupidamente incompreendidos e descabidos onde o único pormenor que ainda confere alguma alegria à história é o humor sarcástico de Rosalie.
Mil e um perdões a quem adorou e/ou adora esta saga mas, como se sabe, ainda bem que todos somos intitulados a uma opinião.

sábado, 30 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 10: Livro mais curto que já leste

Não tenho por hábito ler livros de contos nem pequenas histórias pelo que o “curto” pode não ser tão curto assim. Provavelmente já li livros mais pequenos do que estes que vou mencionar de seguida mas, por agora, não me consigo recordar de mais nenhum. Assim... Aqui ficam eles!

O mais pequeno que encontrei arrumado na estante e que, efectivamente, já li foi Claridade, de Alyson Nöel. Não sendo, pessoalmente, uma autora brilhante nem totalmente capaz de me tirar o sono com as suas histórias, apaixonei-me por este pequeno pedaço de ternura ao encontrar uma personagem já minha conhecida em conjunto com toda uma inocência e pureza por ela retratadas. Mesmo não sendo uma obra-prima, Riley Bloom foi uma personagem que adorei explorar. Este livro conta com 144 páginas de texto. 


Segue-se Senhora Vingança, de Fernando Ribeiro. Também da 1001 Mundos e um dos primeiros volumes da nova aposta da editora, colecção Mitos Urbanos, este foi um livro que, no seu todo, não me agradou nem desagradou. Embora pequeno – tanto em tamanho como em formato -, somente com 150 páginas, é um livro com muitos conceitos explorados e desabafos íntimos transmitidos em forma de narrativa ficcional. Achei este livro demasiado descritivo e longe de retratar qualquer mito urbano mas, para quem goste do tipo de escrita do autor, não será uma má opção. 


Finalmente, nomeio Magia ao Vento, de Christine Feeham, com 157 páginas. Ainda que pequeno, este é um livro introdutório agradável e de leitura extremamente rápida. Adorei as irmãs Drake e o local onde toda a acção de passa, Sea Haven. Há quem não tenha achado este livro nada de especial mas, numa perspectiva unicamente pessoal, vi em Christine Feeham um grande potencial e, nesta série, muitos surpresas ainda por mostrar. Fico ansiosamente à espera da continuação!

45 Dias de Desafios Literários - Dia 9: Livro mais longo que já leste

O livro mais longo que li foi, sem sombra de dúvida, O Nome do Vento, do autor Patrick Rothfuss. Com mais de 900 páginas, este foi um dos calhamaços que mais prazer me deu folhear e o qual, rapidamente, subiu, em grande escala, na minha lista de preferências. Adorei a história, as personagens, a estrutura, a linguagem... tudo! Porém, grande parte do seu tamanho deve-se às grandes margens da página e ao tipo e tamanho de letra escolhido pelo que, mesmo assim e apesar de seu tamanho, lê-se incrivelmente bem!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 8: Livro tão mau que consegue ser bom

Pode ser uma perspectiva algo inocente e ingénua mas... não creio que existam maus livros, quanto mais tão maus que conseguem ser bons. Existem sim gostos diferentes e géneros preferidos, pormenores que passam despercebidos ou que são descobertos por alguém mais atento e tipos de escrita, de abordagem, de personagens, de trama que agradam mais a uns e menos a outros. Livros maus? Nunca li. Li livros menos bons, que não me cativaram, de que não gostei assim tanto, que poria facilmente de lado, etc., contudo, e em toda a leitura que faço, seja ela qual for, tento sempre encontrar alguma qualidade em detrimento dos aspectos negativos. Penso nestes últimos, claro, e normalmente sou influenciada por eles mas, no fim de contas, faço sempre um esforço por retirar algo de positiva da leitura se não, não passaria de uma total e completa perda de tempo. Por isso... vou eleger um livro e uma série que, embora tenha gostado por este ou aquele motivo, não ache, no seu todo, assim nada de grande aparato. Posso até ter gostado deles na altura em que os li mas, tendo em vista o futuro e posteriores devaneios literários, não existem dúvidas de que ocuparão (se já não ocupam) lugares de menor destaque. E falo de: Hex Hall, de Rachel Hawkins e da Saga Luz e Escuridão, de Stephenie Meyer e cujo último volume, Amanhecer, nem sequer consegui terminar (ainda!).

Escolhi Hex Hall porque, ainda que seja uma leitura extremamente divertida e que me agradou pela sua leveza e descontracção, não deixa de ter um enredo bastante inferior em comparação com outros livros do género. Além de que achei tudo um pouco apressado, sem dar grande ênfase à parte mística que deveria de ser o mote principal do desenvolver da narrativa, sem grandes explicações ou informações perceptíveis e com uma linguagem um tanto ou quanto juvenil demais – aqueles “Iá” levaram-me à loucura! Mesmo assim, e como disse anteriormente, foi um livro que percorri num instante e que me fez soltar umas quantas gargalhadas... - vêem? Cá está o ponto positivo. 

A Saga Luz e Escuridão insere-se nesta categoria por ter gerado toda uma comunidade de fãs incontornáveis e excessivos, para além do suposto “mudou toda uma geração!” para a qualidade que efectivamente detém. Sim, quando li Crepúsculo fiquei automaticamente vinculada a uma história sedutora sobre um amor proibido entre uma humana com problemas emocionais e de auto-estima e um vampiro centenário desacreditado da sua condição sobrenatural e que só quer ser feliz... Pois. O problema é que, se formos a analisar esta saga como deve de ser, tudo se cinge somente a isso. Não tenho dúvidas de que cortaria muitos momentos demasiado introspectivos e repetitivos encontrados ao longo dos livros e que, muito provavelmente, alteraria um ou outro mas, no todo, e, novamente, embora tenha sido uma saga cujo primeiro e segundo volumes até me suscitaram um certo e algo elevado interesse, levando-me, inclusive, a seguir as adaptações cinematográficas, não creio que estejamos perante um conjunto de livros assim tão intelectual e literariamente superiores. Eclipse começa já a ser um pouco saturante e Amanhecer... bem, acho que nem vale a pena entrar por aí – demasiado ridículo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 7: Livro que te desiludiu


Ao longo de todos estes anos ligada aos livros... já me deparei com uma boa mão cheia deles que me deixaram ora desiludida ora espantada pela pouca ou/e má qualidade que apresentaram. E quando li que teria de seleccionar somente um livro para este dia 7 de espectacular desafio literário... o primeiro que me veio à cabeça foi Prazeres Inconfessos, de Laurell K. Hamilton

Li esta obra muito recentemente e embora aprecie bastante a escrita da autora, Prazeres Inconfessos foi uma narrativa que não só me desiludiu como ficou incrivelmente aquém de O Beijo das Sombras que também li este ano. Não sei se foi por a capa dar a impressão de um género muito específico de abordagem literária e por o conteúdo mostrar algo completamente diferente, se pelo próprio desenrolar da história. Fiquei desagradada com a ausência de um romance iminente e com uma certa confusão descritiva que, por vezes, me forçou a voltar atrás na leitura. Não gostei, igualmente, da fraca revisão oferecida a um livro tão prometedor... Todas as gralhas não só me irritaram como, chegou a uma altura, que me tiraram do sério. Fora isso, continua a ser um livro interessante... uma perspectiva um pouco diferente daquela a que estamos acostumados a ver no que diz respeito aos seres nocturnos sugadores de sangue, porém, não me preencheu, de todo, as medidas e foi por isso que o escolhi para esta categoria.

45 Dias de Desafios Literários - Dia 6: Livro que leste mais vezes

Livro que li mais vezes... Pode parecer estranho dizer isto mas nunca li o mesmo livro duas vezes. Já insisti a leitura em várias narrativas, colocando de lado e voltando a pegar-lhes mais tarde; já desisti de uns quantos mas reler uma obra, nunca me aconteceu. Penso que, por haver tantas histórias interessantes e chamativas espalhadas pelo mercado literário, ainda não senti aquela necessidade de voltar a experienciar um livro de que tenha gostado particularmente. Tenho vários que prometi reler um dia, outros que adoraria relembrar, mas, por enquanto, não vejo tal a acontecer...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 5: Livro que levarias para uma ilha deserta

Para uma ilha deserta levaria... Julieta, de Anne Fortier.

Como não sou grande fã nem de praia nem do calor, teria de encontrar uma bela de uma palmeira onde confortavelmente me recostar, na sombra, a ler umas belas páginas de um romance que me possibilitasse viajar para outros locais. Escolhi Julieta porque, efectivamente, é um livro que proporciona exactamente esse teletransporte para uma Siena ora moderna, ora medieval.
Tendo sido uma obra que me arrebatou por completo, Julieta retrata, de forma exímia e numa perspectiva inovadora e emocionante, a história de Romeu e Julieta e a forma como as suas descendências sobrevivem no presente. Será através de um segredo secular e muito ansiado e procurado que Julie viverá a experiência da sua vida e que, para o leitor, providenciará uma leitura empolgante, revolucionária e de tirar o fôlego.
Sendo igualmente um livro com algumas páginas, não tenho dúvida de que seria um excelente entretenimento numa ilha deserta sem grande coisa que se fazer. 

domingo, 24 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 4: Livro Sobrevalorizado

Infelizmente, creio existirem demasiados livros sobrevalorizados, actualmente, a circular pelo mercado. Principalmente, livros que, numa primeira perspectiva, achei muito bons e inovadores e deliciosos mas que, após uma segunda, terceira, quarta observação, e por aí fora, a opinião já não se encontrar intacta. Para o dia de hoje, escolhi Marcada, de P.C. Cast e Kristin Cast.

Lembro-me da primeira vez que peguei neste livro. Fiquei visivelmente agradada com a capa e foi o que me levou a comprá-lo. Isso e o facto de retratar vampiros, uma espécie sobrenatural que, desde Anne Rice, sempre mantive muito perto do coração. No entanto, Marcada foi a desilusão completa. A protagonista não tem força suficiente para aguentar o seguimento da narrativa, além de ser desastrosamente infantil, e a trama em si também não foi capaz de oferecer nada verdadeiramente especial, diferente e inovador. Apesar de me ter ficado por este primeiro volume, já tomei conhecimento de que não há muito a desenvolver nos seguintes livros e, por isso, será uma série que deixarei de parte até momentos mais propícios de leitura (tudo porque não sou capaz de deixar uma saga a meio). Sei que há muitos seguidores de P.C. Cast e Kristin Cast um pouco por aí e a esses peço somente que não levem a mal a minha escolha de livro sobrevalorizado. Até porque, efectivamente, o acho sobrevalorizado e em demasia! Concordem ou não... é a minha opinião. Mas estou aberta a ouvir/ler a vossa.

45 Dias de Desafios Literários - Dia 3: Livro Subvalorizado

Esta é outras das categorias que não é nada fácil. E porquê? Por que é preciso um imenso sentido de reflexão de modo a encontrar-se “aquele” livro que julgamos ser definitivamente subvalorizado. A minha escolha recai em A Casa do Sono, de Jonathan Coe.
Não é por ser um dos meus livros favoritos de todos os tempos que escolho este título mas sim por ter tido um impacto gigantesco em mim ao ponto de não ter conseguido ler o que quer que fosse durante uns quantos dias. Só conseguia pensar na história, nos personagens ricos e excêntricos, na escrita simples e muito fluida e na estrondosa recta final.

Julgo estar perante um livro – e autor – subestimado por raramente ter ouvido ou lido, no passado e no presente, qualquer referência a ele. Muito poucas são as pessoas que conhecem este magnífico escritor e ainda menos são aquelas que se deixam aventurar em páginas complexas e decididamente complicadas. A Casa do Sono não é um livro fácil... mas também creio que os verdadeiramente bons livros não o são. E este é, sem sombra de dúvida, um livro excelente e que recomendo a qualquer pessoa numa idade já adulta de modo a que possa compreender o real sentido das palavras de Coe. Quase que é um apelo à leitura deste livro – talvez o seja mesmo – mas não se deixem levar pela intricada narrativa. As personagens são soberbas e aprendi imenso com elas – aprendi a encarar os sacrifícios de outra forma e a lutar por aquilo que realmente quero mas, melhor que isso, encontrei um refúgio fora do comum onde ninguém é perfeito... onde todos apresentam vícios, manias e defeitos próprios do ser humano.
Este é um livro real sobre coisas reais, um livro que merece muito mais valor e atenção do que aquela que tem vindo a receber... e qualquer pessoa que o folheei vai perceber isso. 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 1: Livro Favorito

É com muito gosto (e algum debate necessário) que também o Pedacinho Literário se vai juntar ao desafio 45 Days Book Challenge, passível de ser encontrado um pouco por toda a blogosfera. Porém, deixo dois blogues que tenho vindo a acompanhar, nesta temática, e que têm apresentado resultados muito interessantes: a p7, do Bookeater/Booklover e a Rita, do A Magia dos Livros. Assim, e durante 45 dias, será postado o autor, livro ou personagem literária de eleição, para cada desafio, do Pedacinho Literário.
Vamos então começar!

É-me complicado escolher somente um livro, até porque não creio ter um que seja “o” preferido. Por isso, decidi escolher quatro obras de que gosto muito e com as quais a vontade de as reler nunca diminui ou desaparece. 

Para fantasia, o meu género literário preferido, deixo O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss. Este foi um livro que me arrebatou por completo! Adorei Kvothe e a sua personalidade complexa, intrigante e quase desprovida de emoções claras a objectivas e a forma como o autor estruturou a narrativa, que se passa em três meros dias de um relato de vida estrondoso. Aguardo, com muita ansiedade, a publicação de O Medo do Homem Sábio, cuja primeira parte vai ser lançada já em Setembro. Fica a sugestão... 


Numa vertente mais cómica e de ficção, escolho Quando Sopr@ o Vento Norte, de Daniel Glattauer. Li este livro muito recentemente (este ano, até) e fiquei deslumbrada com a veracidade, realidade e ironia da situação relatada. Foi uma obra que simplesmente devorei e com a qual me diverti imenso, soltando inúmeras gargalhadas.


No romance puro, ROSAS, de Leila Meacham deixou-me boquiaberta. Embora tenha ficado algo relutante com o tamanho do livro e também por retratar uma época um pouco mais tradicionalista e rigorosa, logo ao fim dos primeiros capítulos já estava de tal maneira embrenhada na história que não havia forma de a largar. As personagens são deliciosas e o romance envolvente, para não dizer algo revoltante e triste. Um livro que todo o amante de literatura romântica deveria de ler. Adorei.



Para finalizar, fica A Casa do Sono, de Jonathan Coe. Este é um livro pouco conhecido e um autor que passa despercebido (não entendo porquê uma vez que os seus livros são realmente muito, muito bons). A leitura de A Casa do Sono deve de ter sido das poucas experiências de puro espanto e ânsia que me impediram de dormir e que indubitavelmente senti. É um livro intrincado, perturbador e algo difícil mas que absorve o leitor do princípio ao fim.
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