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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Entre as Páginas de... #18

... A Filha da Madrasta, de Jennifer Donnelly

 
Desde que soube da publicação deste livro que andava com a pulga atrás da orelha para lhe pegar. Ora, quem nunca ponderou sobre o destino das meias-irmãs de Cinderella após esta ter o seu “e viveram felizes para sempre”?
Escusado será dizer que fiquei perdidamente apaixonada pela premissa desta obra, e embora este seja o primeiro romance da autora que tenho em mãos, sei já, com todas as certezas, de que não será o único. A sua prosa é absolutamente deliciosa e em mim tem já uma fã mais do que entusiasmada por descobrir que mais têm as suas palavras por desvendar.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

O Festival Bang! está de volta em 2020!


A 3ª edição do Festival Bang! já tem data e com os dois convidados de honra confirmados para este evento cultural realizado pela Saída de Emergência e a Coleção Bang!, acreditem em mim quando vos digo que vão querer assegurar o vosso bilhete o quanto antes!

A realizar-se a 28 de março, das 11h ás 21h, no Fórum Lisboa, o Festival Bang! – https://festival-bang.com/ é um evento dedicado à fantasia, ficção científica e horror. Com especial enfoque no universo literário do catálogo da Saída de Emergência e da Coleção Bang!, o festival conta ainda com inúmeras atividades e parceiros de outras áreas ligadas á temática da literatura fantástica. 


Nesta 3ª edição vamos contar com a presença de dois convidados muito, muito especiais: Sherrilyn Kenyon, rainha e uma das fundadoras do género do romance paranormal, e conhecida pela sua aclamada série Predador da Noite, e Joe Abercrombie, reconhecido por várias trilogias bestsellers.

 
Para além das sessões com os autores o Festival Bang! conta ainda com:
     * Sessões de apresentação e debates com convidados nacionais
     * Exposição de ilustração
     * Espaço de parceiros
     * Apresentação da Revista Bang! e do catálogo Bang! 2020
     * Pré-lançamentos exclusivos
     * Workshops

Os bilhetes encontram-se à venda no site da ticketline.

sábado, 14 de novembro de 2015

Resultado do Passatempo Halloween - Algo Maligno Vem Aí, Ray Bradbury

 E o segundo também... 

A sorteio esteve um exemplar do título Algo Maligno Vem Aí, de Ray Bradbury. Um clássico de fazer arrepiar! 

Quero agradecer a todos os que participaram neste passatempo e dizer que, caso não tenham saído vencedores, mais oportunidades virão no futuro. O segredo é nunca deixar de participar! 

Sem mais demoras, este prémio vau para: 
98. Sara (...) Lopes, Venda do Pinheiro 

Os meus mais sinceros parabéns à vencedora! Espero que desfrute de excelentes momentos na companhia destas páginas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Resultado do Passatempo Especial - Fangirl, Rainbow Rowell

Já vos disse que adorei esta leitura? Provavelmente ainda não... mas se hoje contam com o passatempo, estejam atentos ao fim de semana pois sairá a opinião! 

A sorteio esteve um exemplar do título Fangirl, de Rainbow Rowell. Uma obra absolutamente adorável e que eu adorei. 

Quero agradecer a todos os que participaram neste passatempo e dizer que, caso não tenham saído vencedores, mais oportunidades virão no futuro. O segredo é nunca deixar de participar! 

Sem mais demoras, este prémio vau para: 
82. Joana (...) Brás, Amadora


Os meus mais sinceros parabéns à vencedora! Espero que desfrute de excelentes momentos na companhia destas páginas.

Resultado do Passatempo 6.º Aniversário - Rainha Vermelha, Victoria Aveyard

E vamos a mais um resultado de passatempo... 

A sorteio esteve um exemplar do título Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard. Uma das minhas leituras favoritas deste ano. 

Quero agradecer a todos os que participaram neste passatempo e dizer que, caso não tenham saído vencedores, mais oportunidades virão no futuro. O segredo é nunca deixar de participar! 

Sem mais demoras, este prémio vau para: 
29. Catarina (…) Silva, Ovar

Os meus mais sinceros parabéns à vencedora! Espero que desfrute de excelentes momentos na companhia destas páginas.

sábado, 31 de outubro de 2015

Algo Maligno Vem Aí, Ray Bradbury [Passatempo Halloween]

O primeiro passatempo de Halloween é dos assustadores... bem vindos ao mundo circense de Ray Bradbury

Com o fantástico apoio da Saída de Emergência, o Pedacinho tem o enorme prazer de oferecer um exemplar de Algo Maligno Vem Aí, do autor Ray Bradbury. Um livro perturbador e absolutamente perfeito para se ler no Halloween. 

Para se habilitarem a receber este fabuloso prémio em casa, basta que respondam acertadamente à questão que se encontra no formulário, que preencham todos os campos obrigatórios tendo em conta as regras do passatempo e, como já vem sendo habitual, que sejam seguidores do blogue – e, se possível, que também sigam a Página do blogue no Facebook. 

As respostas à pergunta podem ser encontradas aqui, no blogue, ou aqui, no site da editora. 


Regras do Passatempo: 
1) Ser seguidor do blogue.
2) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 10 de Novembro (terça-feira).
3) Só é válida uma participação por pesso e/ou endereço de email. 
4) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas. 
5) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado via email e o resultado será anunciado no blogue. 
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio ou outros, de exemplares enviados pela mesma e/ou por editoras.
8) Boa sorte! 

sábado, 24 de outubro de 2015

As Páginas Percorridas em Setembro [Aquisições]

Acabou de se dar um momento muito engraçado... 



... dado que esta é uma rúbrica mensal, confesso que percorro sempre o link da última ligação desta série em busca de um pouco de inspiração e de alguns termos de comparação quanto ao número e à qualidade das leituras do actual mês, e do mês que se lhe antecedeu. Ainda há minutos estava no blogue e li ‘As Páginas Percorridas em Agosto’ e, em pânico, pensei: o que é feito de Setembro? Só depois é que me apercebi que ainda estou em Outubro, não em Novembro, e que o atraso desta publicação se deveu ao aniversário do blogue... ah, cabeça a minha. 

Seja Setembro, pois então! 
O mês foi bem menos produtivo devido ao aniversário do blogue. Não sei se repararam mas durante seis semanas, de 7 de Setembro a 18 de Outubro, houveram publicações ‘quase’ diárias referentes aos livros semanais exclusivos aqui no blogue. Ora, preparar todos esses posts acabou por roubar algum tempo à leitura e com semanas complicadas em termos de trabalho e cansaço, não houve como proporcionar um melhor resultado em Setembro – e Outubro segue o mesmo caminho. Enfim... foram lidos 5 livros, o que, no final de contas, não foi tão mau assim mas poderia ter sido melhor – I know, I know. 

Vamos lá, então, à desgraça do mês... 

Novos na Estante

Este mês só vos vou trazer as aquisições em português uma vez que estas já ocupam três fotos e, assim, as inglesas virão com as de Outubro.


Há dois livros nesta pilha que são o brilho dos meus olhos – conseguem adivinhar quais são? Eu digo-vos: Sedução de Seda, de Loretta Chase e Ensina-me a Amar, de Jess Michaels. Uma foi leitura de Setembro – que adorei por completo – e a outra será leitura de Novembro. Estava muito expectante acerca destas duas histórias quando as recebi no correio e neste momento, após ter devorado o romance da Jess Michaels, só me resta esperar para que Loretta Chase seja tão absolutamente maravilhosa quanto eu acredito que é. 
Deixem-me, ainda, referir A Espada de Shannara, de Terry Brooks. Não tenho por hábito ler muita fantasia adulta mas certos autores suscitam-me curiosidade e após ter ficado mais do que convencida com a obra de Sanderson, achei que tinha chegado a altura de conhecer outro grande nome da literatura fantástica. 


Nem acredito que já saiu mais um livro de Madeline Hunter, O plano de Miss Fairbourne – adoro de coração esta autora, inclusive já tive o prazer de a conhecer pessoalmente num raro momento em que esta visitou Lisboa – mas ando super atrasada com as suas obras e nem sei para onde me virar de toda e cada vez que vejo os seus livros na estante. A ver se não deixo ficar este a ganhar pó durante muito tempo... espero que não! 
Outro dos grandes favoritos é O Herói das Eras, de Brandon Sanderson. Adorei o primeiro livro desta trilogia mas acho que só continuarei viagem quando a segunda metade do último volume estiver cá fora – bah, é bem possível que leia O Poço da Ascensão antes disso. 


Reparei agora que Jess Michaels encontra-se, novamente, nesta pilha – oops! 
Daqui tenho a destacar Estação Onze, de Emily St John Mandel, e que é já um dos grandes favoritos do ano. Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard, que é outro que me fez as delícias e também Fala-me de um dia perfeito, de Jennifer Niven, que há muito tempo quero ler. Menção honrosa, por assim dizer, para Um Mundo Sem Príncipes, de Soman Chainani, por mais uma belíssima edição em capa dura e A Vinha do Anjo, de Sveva Casati Modignani pela edição especial que é e pela versão final que se encontra noutra foto autografada pela autora. Sou uma leitora feliz. 

Páginas Percorridas


O Trono de Vidro, Sarah J. Maas (Opinião)
Estação Onze, Emily St John Mandel (Opinião)
Rainha Vermelha, Victoria Aveyard
Ensina-me a Amar, Jess Michaels
Seeker - O Clã dos Guardiões, Arwen Elys Dayton (Opinião)

Uma das minhas leituras de Setembro não se encontra na foto uma vez que não só foi lida em modo ebook como, pela altura destas fotos, ainda me aguardava à espera da chegada do exemplar de leitura. Assim, vamos somente imaginar que ela se encontra lá, sim? 
Falo então de O Trono de Vidro, de Sarah J. Maas. Esta foi uma leitura absolutamente extraordinária e que recomendo, sem quaisquer reservas, a todo o apreciador de uma boa história e de uma protagonista sem precedente. 
Estação Onze, de Emily St John Mandel é, também, um dos grandes favoritos uma vez que foi uma surpresa do início ao fim. Não sei o que este livro tem mas agarrou-me de tal maneira às suas páginas que mal conseguia respirar de toda e cada vez que pensava que tinha de o colocar de lado. Uma obra pós-apocalíptica genial e com um sentido de veracidade impressionante. 
Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard, foi uma surpresa inesperada. Já tinha ouvido maravilhas sobre este começo de trilogia mas não sabia bem o que esperar. A verdade é que o conteúdo é tão belo quanto a capa que a enriquece e posso dizer que estou verdadeiramente curiosa com o que mais a autora trará debaixo da manga. 
Ensina-me a Amar, de Jess Michaels, foi outra daquelas leituras de cortar o fôlego. Adorei o protagonista masculino e adorei o conceito que Michaels apresentou neste romance. Para mim, o melhor da autora até ao momento – e nem sei como é que vai conseguir superar esta história em termos de qualidade, mas bem que aqui vou estar para ler tudo o que da sua mão vier. 
Finalmente, Seeker – O Clã dos Guardiões, de Arwen Elys Dayton. Um conceito interessante, uma base com enorme potencial mas uma execução muito fraca. Provavelmente uma das grandes decepções do ano – estava à espera de mais, de muito mais. 

O Eleito do Mês

  

Quero muito colocar as quatro das cinco leituras deste mês de que gostei aqui mas vou ser corajosa e só colocar duas – três, vá!  Por muito que quisesse trazer Aveyard para este grupo, penso que é importante admitir que as outras três obras que aqui se encontram me impressionaram mais. Adorei Mare, e adorei o conceito dos Vermelhos e dos Prateados, mas Estação Onze foi qualquer coisa de muito especial, O Trono de Vidro tem uma das protagonistas mais fortes que li em toda a fantasia e Ensina-me a Amar levou-me para alguns dos momentos mais apaixonantes do ano. Mais palavras para quê?!

Literaturas Diversas


Fairest, Marissa Meyer (Opinião)

Este mês tenho muito pouco e tanto de diverso para vos mostrar. Foi publicada a opinião de Fairest, de Marissa Meyer, em antecipação do lançamento de Winter no original, e tivemos o 6.º aniversário do blogue que gerou uma série de publicações giras aqui no blogue. Deixo-vos com os links dedicados às publicações visuais – fotográficas) – deste mês. 


As Aventuras Que Se Seguem

 

Outubro será ainda mês de aniversário – foi? Está a ser? Nem sei bem que termo usar – pelo que algumas das opiniões que poderia aqui colocar já foram publicadas. Assim, posso dissertar um bocadinho sobre duas que espero conseguir publicar – e com isto quero dizer escrever – este mês. O que está em atraso é mais do que imenso, pelo que nem sei bem por onde começar. 
Peregrino, de Terry Hayes, sairá, decididamente, em Outubro. E talvez... Para Sir Phillip, Com Amor, de Julia Quinn – uma vez que já teve referência na rúbrica anterior e quero eu pensar que estão ansiosamente à espera. =)*

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Passatempo Especial — Fangirl, Rainbow Rowell

Hoje trago-vos um passatempo muito especial... 

Com o fantástico apoio da Chá das Cinco, o Pedacinho tem o enorme prazer de oferecer um exemplar de Fangirl, da autora Rainbow Rowell. O livro perfeito para aquecer nestas tempestuosas noites de Outono. 

Para se habilitarem a receber este fabuloso prémio em casa, basta que respondam acertadamente à questão que se encontra no formulário, que preencham todos os campos obrigatórios tendo em conta as regras do passatempo e, como já vem sendo habitual, que sejam seguidores do blogue – e, se possível, que também sigam a Página do blogue no Facebook. 

As respostas à pergunta podem ser encontradas aqui.


Regras do Passatempo: 
1) Ser seguidor do blogue.
2) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 29 de Outubro (quinta-feira).
3) Só é válida uma participação por pesso e/ou endereço de email. 
4) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas. 
5) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado via email e o resultado será anunciado no blogue. 
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio ou outros, de exemplares enviados pela mesma e/ou por editoras. 
8) Boa sorte! 

Fangirl, Rainbow Rowell [Divulgação]

Da autora de Eleanor & Park, descubra uma nova história sobre aprender a amar

Título Original: Fangirl 
Autoria: Rainbow Rowell
Editora: Chá das Cinco
N.º Páginas: 448
PVP.: 17,76€

Sinopse
Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe. 
Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer. 
Agora que vão para a universidade, Wren não quer ficar no mesmo quarto de Cath. E esta fica sozinha e fora da sua zona de conforto. Partilha o quarto com uma miúda arrogante; tem um professor que despreza os seus gostos; um colega atraente mas que apenas fala sobre a beleza das palavras... e, ainda por cima, Cath não consegue parar de se preocupar com o seu pai, tão querido, frágil e solitário. 
A pergunta paira no ar: será que ela consegue triunfar sem que Wren lhe dê a mão? Estará preparada para viver a vida em seu nome? Escrever as suas próprias histórias? E se isso significar deixar Simon Snow para trás? 

Cath ama os seus livros e a sua família. 
Haverá espaço para mais alguém? 

Sobre a autora
Rainbow Rowell vive em Omaha, Nebraska, com o marido e os dois filhos. Por vezes escreve sobre os adultos, e outras vezes sobre jovens, mas aborda sempre pessoas tagarelas, que erram e fazem asneiras e que se apaixonam. Quando não está a escrever, Rainbow lê banda desenhada, planeia viagens à Disney World, e argumenta sobre coisas que na verdade não são muito relevantes no grande esquema do mundo. 

domingo, 4 de outubro de 2015

Rainha Vermelha, Victoria Aveyard [Opinião]




Título Original: Red Queen
Autoria: Victoria Aveyard 
Série: Rainha Vermelha, #1 
Editora: Saída de Emergência 
N.º Páginas: 352

Sinopse
O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate - uma rebelião dos Vermelhos - mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.
A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena?


Opinião
A componente visual desta obra do fantástico arrebata-me por completo. Adoro os pormenores da capa, o metalizado do sangue, a simplicidade da coroa, o contraste entre vermelho e prateado – que ganha todo um novo significado uma vez percorridas as suas páginas. Tudo se complementa de forma extraordinária, com uma beleza impressionante, e que vem elevar, ainda mais, as expectativas sobre o que se encontra dentro de tão impressionante embrulho. E deixem-me que vos diga que Rainha Vermelha não desilude. 

Mare Barrow é uma jovem de dezassete anos que vive num mundo dividido pela cor do sangue. De um lado temos os Prateados – poderosos, com habilidades sobrenaturais, intimidantes e governadores do reino – e do outro temos os Vermelhos – a plebe, os fracos, os que se sacrificam e se submetem em prol de um pouco de segurança, de comida na mesa, de uma vida familiar longe da guerra. Mare Barrow sangra vermelho mas o seu espírito, a força de que se encontra dentro dela, é Prateada e essa mistura das duas classes irá trazer-lhe problemas – muitos problemas. 

Gostei bastante de Mare enquanto protagonista desta história. A sua alma é genuína, e foi muito bom ver que a opulência do outro lado da realidade que conheceu durante toda a sua vida não a mudou nem tão pouco definiu o que estabeleceu para o seu futuro. Mare sabe que é diferente, que não é como a sua irmã mais nova, Gisa, que tem um dom natural para a construção das mais belas peças de vestuário, nem como os seus irmãos mais velhos, Shade, Bree e Tramy que sempre treinaram para a possibilidade de terem de sobreviver no campo de guerra, nem tão pouco como Kilorn, o seu melhor amigo, que parece estar seguro na sua personalidade e no seu lugar no mundo. Mas Mare é especial, e essa sua particularidade vai levá-la à mais perigosa, dúbia e impressionante aventura de sempre. 

Com excepção de Mare, gostei imenso de Shade – aquela única carta familiar a que temos acesso é de partir e aconchegar o coração, tudo ao mesmo tempo – e de Lucas – simplesmente adoro a sua aura prateada com mesclas de vermelho. Infelizmente, não consegui criar nenhuma ligação forte com nenhum dos príncipes, Cal e Maven. Cal porque penso que é demasiado implacável e embora a sua seriedade e crenças sejam algo a seu favor, quando dizia respeito a Mare e a Evangeline, penso que as suas emoções eram um pouco frias e não consegui sentir nada real, nada arrebatador, vindo da parte dele. Já Maven, não sei bem como explicar a minha relação com esta personagem. Desde o início que foi muito amor-ódio e penso que os meus instintos estavam a prever algum tempo de revelação inesperada – mais não digo. Mas é figura que não me convenceu mas que estou muito curiosa de ver em desenvolvimentos futuros. Quanto a Evangeline Samos, gostava de ter visto uma garra mais maligna, mais inflexível – mais ao estilo de Elara, a Rainha. 

Adorei as várias habilidades dos Prateados e a demonstração das mesmas na cerimónia de escolha das futuras princesas. Penso que este é um dos elementos mais fortes do imaginário e da escrita de Victoria Aveyard, e aquele pelo qual mais anseio a nível conhecimento, de entretenimento. Gostei imenso de todo o conceito por detrás deste componente, do facto destas habilidades não poderem ser criadas, somente manipuladas, e dos pequenos confrontos mensais entre as várias casas e os diversos poderes. 

O que não me agradou por aí além foi o romance. Existe um ponto na história em que o triângulo amoroso se transforma num quadrado e se dois dançam o tango mas três são demais, conseguem imaginar quatro? Victoria Aveyard precisa de explorar melhor as relações entre personagens e isso recai, negativamente, no suposto par/triângulo/quadrado amoroso tendo em conta que nenhum deles é forte o suficiente, e carismático o suficiente, e arrebatador o suficiente para se tornar credível. No que diz respeito a intriga, lutas de domínio, descrições ambientais e até de acção, Aveyard é magnífica mas quando se passa para o campo emocional, para aqueles pequenos pontos na história que necessitam de ser ligados entre sim com emoções, e relações, e sentimentos, Aveyard falha. Estou a fazer figas para que esta seja uma situação melhorada e ultrapassada no próximo livro pois esta é uma trilogia com tanto potencial, e com tanto de inovador e original, que seria uma pena as personagens sobreviverem por si mesmas e não umas com as outras. 

No final de contas, e mesmo com um ou outro aspecto menos positivo, confesso-me agradavelmente surpreendida com Rainha Vermelha e em tudo curiosa com o que aí vem – principalmente tendo em conta o final inesperado deste primeiro volume. Farley deixa muita expectativa no ar e agora que parte do véu sobre a Guarda Escarlate foi revelada... hmmm... mal posso esperar. É só isso que consigo dizer – mal posso esperar! Glass Sword – outra capa magnífica! – é publicado, no original, em Fevereiro do próximo ano. Façam figas para que não demore muito tempo a chegar a território nacional. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Rainha Vermelha, Victoria Aveyard [Divulgação Fotográfica]

Para vos aguçar o apetite...


... deixo-vos com uma foto do meu exemplar de Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard, que foi, também, uma das minhas últimas leituras - e pela qual eu me apaixonei. 
Esta capa é absolutamente magnífica. Estou fascinada pelo efeito metalizado do sangue na coroa, e pelo brilho que este ganha ao estar na direcção da luz. Adoro as nuances e o contraste entre as cores na capa e o significado que estas têm na história - a sua divisão, os seus confrontos, os seus atributos. 
Uma das minhas favoritas de sempre. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Entre as Páginas de... #14

... Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard. 



Estou a adorar!

Não sei o que é que este livro tem mas estou absolutamente viciada na sua leitura – tanto que o mais provável é já o ter terminado pela altura da publicação deste post. Gosto imenso do mundo criado pela autora e se há algo que Rainha Vermelha me fez perceber sobre o meu gosto literário é que cada vez mais sou fã de uma boa história que envolva – potenciais – princesas e castelos. Toda a questão da divisão política e biológica entre Vermelhos e Prateados é excelente e adoro o desabrochar de Mare, a nossa protagonista, no que diz respeito às surpresas que guarda dentro de si. Estou a gostar e recomendo, embora consiga já denotar umas falhas próprias de um debut – mas completamente ultrapassáveis, continuo apaixonada por esta narrativa. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Rainha Vermelha, Victoria Aveyard [Passatempo 6.º Aniversário]

E o quarto passatempo deste aniversário está, oficialmente, no ar! 

Com o fantástico apoio da Saída de Emergência, o Pedacinho tem o enorme prazer de oferecer um exemplar de Rainha Vermelha, da autora Victoria Aveyard. Uma obra viciante, diferente e que não deixará nenhum leitor do género indiferente. 

Para se habilitarem a receber este fabuloso prémio em casa, basta que respondam acertadamente à questão que se encontra no formulário, que preencham todos os campos obrigatórios tendo em conta as regras do passatempo e, como já vem sendo habitual, que sejam seguidores do blogue – e, se possível, que também sigam a Página do blogue no Facebook. 

As respostas às perguntas podem ser encontradas neste link, e/ou aqui.

Regras do Passatempo: 
1) Ser seguidor do blogue.
2) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 12 de Outubro (segunda-feira).
3) Só é válida uma participação por pesso e/ou endereço de email. 
4) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas. 
5) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado via email e o resultado será anunciado no blogue. 
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio ou outros, de exemplares enviados pela mesma e/ou por editoras. 
8) Boa sorte! 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Rainha Vermelha, Victoria Aveyard [Divulgação]

A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. 
Será que o poder de Mare a salva... ou condena?

Título Original: Red Queen
Autoria: Victoria Aveyard
Editora: Saída de Emergência 
N.º Páginas: 352
PVP.: 18,50€

Sinopse
O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados. 
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate - uma rebelião dos Vermelhos - mesmo que o seu coração dite um rumo diferente. 

«Aveyard tece um novo mundo cheio de desafios e surpresas repletas de acção e emoções fortes... Inventivo e com fortes personagens.»
Kirkus

Sobre a autora
Victoria Aveyard é uma autora de 24v anos com formação em Escrita de Argumentos da Universidade do Sul da Califórnia que, tendo verificado que todas as histórias boas para filmes já tinham sido usadas (e as más também) decidiu ela própria escrever uma: Rainha Vermelha. 
Agora divide o seu tempo entre East Longmeadow, Massachusetts e Los Angeles. Neste momento dedica-se ao segundo volume depois de Rainha Vermelha, enquanto tem outros projectos literários e cinematográficos. A Universal Pictures já detém os direitos para uma produção a partir do livro. 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

As Páginas Percorridas em Agosto [Aquisições]


... e agora melhorou outra vez!



Agosto foi um mês muito emocional para esta vossa apaixonada por livros, e Setembro aparenta seguir, pelo menos parcialmente, o mesmo caminho. Ainda assim, e com meias ressacas literárias pelo meio, ainda me foi possível folhear umas quantas aventuras – daquelas bem boas! Uma coisa que ando a reparar nos meus hábitos de leitura, e que me apanha de surpresa demasiadas vezes, é que após uma leitura particularmente exigente ou que me arrebatou por completo a ressaca literária ataca... e isto pode durar umas horas como uns dias. Foi-me muito complicado, por exemplo, pegar num outro livro após a leitura de O Império Final de Brandon Sanderson – estive com esta obra quase duas semanas, não só devido à complexidade do mundo criado pelo autor como por causa do tamanho do livro em si e a falta de tempo para lhe dedicar –, e começo a aperceber-me que mais facilmente o cérebro fica cansado... hmmm... talvez o que precise mesmo é de umas férias. 
Enfim... Agosto foi um mês porreirito em leituras e só tenho pena de não ter conseguido divagar por mais uns quantos universos ficcionais. Setembro, esse... Setembro será especial – mas sobre isso falamos para a semana. 

Vamos lá, então, à desgraça do mês... 

Novos na Estante


De toda e cada vez que a Planeta Manuscrito figura nesta rúbrica, as aquisições são tantas – e tão boas – que não resisto a tirar-lhes uma fotografia à parte. 
Desta pequena grande pilha de leituras que me vão satisfazer por completo, destaco Tentadora ao Cair da Noite, de Emma Wildes, pela qual tenho uma curiosidade gigantesca já que inicia uma nova série da autora, Wickedly Yours, Deslumbrada – O Chefe Vol. 1, de Abigail Barnette pois esta é uma autora da qual gosto bastante (na vertente do fantástico sob o pseudónimo Jennifer Armintrout) e Dieta do Chocolate, de Alexandre Fernandes porque, vamos lá a ser sinceros, quem é que nunca sonhou com as palavras ‘dieta’ e ‘chocolate’ numa mesma frase? 


Daqui não vou destacar muitos nomes pois a grande maioria estou ainda por descobrir e por isso é mais a curiosidade em finalmente ler algumas destas obras do que o verdadeiramente conhecer e saber, de antemão, que vão ser leituras espectaculares. 
Assim, destaco Eu Dou-te o Sol, de Jandy Nelson, que é já uma das minhas leituras favoritas – não há palavras para a descrever! Aquele Beijo, de Julia Quinn, esta que é uma das minhas autoras preferidas dentro do romance de época, e esta que é a minha série de eleição dentro do género, e, finalmente, Atraída pelo Fogo, de Tara Sue Me – posso só ainda ter lido uma obra desta autora mas confesso que, para erótico, foi uma leitura refrescante. 


Confesso que ando a controlar-me no que diz respeito a aquisições estrangeiras não só porque há muitos livros que anseio comprar mas também porque tenho muitos na estante que quero ler – pelo que, pronto, faço um esforço por adquirir um número reduzido. Neste caso, três. Que queria muito, principalmente Fairest, de Marissa Meyer – mal posso esperar por Winter!

Páginas Percorridas

   

Volta Para Mim, Mila Gray (Opinião)
Eu Dou-te o Sol, Jandy Nelson (Opinião)
Para Sir Phillip, Com Amor, Julia Quinn 
Cress, Marissa Meyer (Opinião)

É uma missão literária publicar todas as opiniões das leituras de cada mês e, aos poucos, ir escrevendo sobre as que ficaram para trás... mas este mês tenho desculpa. A opinião de Fairest está escrita mas como a de Cress saiu mesmo no final do mês não tive como a publicar antes – sairá algures nesta semana, prometo! Quanto à opinião de Para Sir Phillip, Com Amor, tendo em conta que foi a leitura com que terminei o mês... acho que percebem onde quero chegar. 


Fairest, Marissa Meyer 
O Império Final, Brandon Sanderson (Opinião) 

Agosto foi, assim, um mês espectacular em leituras. Gostei de todas as páginas percorridas, algumas tornaram-se grandes favoritas enquanto outros guardarei, para sempre, com especial carinho no coração. Não estava, de todo, à espera de gostar tanto d’O Império Final, e apetece-me esconder-me de cada vez que penso que deveria de ter iniciado esta trilogia há bem mais tempo! Eu Dou-te o Sol, é já um dos favoritos do ano, assim como Cress. De todos, Volta Para Mim é o único do qual esperava um pouco mais... mas ainda assim foi uma leitura agradável.

O Eleito do Mês

      

Quando se tem um mês excelente em leituras é muito difícil escolher um único livro como o eleito do mês... e Agosto não foi excepção. Adoro Quinn mas, infelizmente, ela não figurará nesta secção este mês somente porque Sanderson, Nelson e Meyer fazem já parte dos favoritos do ano. Se tivesse de escolher somente um neste momento, acho que não conseguia pelo que me fico pelos três. 

Literaturas Diversas


O Complexo dos Assassinos, Lindsay Cummings (Opinião)

Foi em Agosto! Foi em Agosto que publiquei a opinião d’O Complexo dos Assassinos, possivelmente uma das opiniões mais difíceis do ano. Gostava de dizer que foi uma leitura surpreendente e que me deixou super ansiosa pela publicação do segundo volume da duologia mas... não. O conceito é muito, muito bom mas, na minha opinião, a execução é fraca. 

As Aventuras Que Se Seguem

   

Não quero fazer muitas promessas – para não acontecer o mesmo que aconteceu com O Complexo dos Assassinos por isso vou somente dizer que, em Setembro, podem contar com as opiniões de Fairest, de Marissa Meyer e Para Sir Phillip, Com Amor, de Julia Quinn. 

domingo, 16 de agosto de 2015

O Império Final, Brandon Sanderson [Opinião]





Título Original: The Final Empire
Autoria: Brandon Sanderson
Série: Mistborn, #1
Editora: Saída de Emergência 
N.º Páginas: 624

Sinopse
Num mundo onde as cinzas caem do céu e as brumas dominam a noite, o povo dos Skaa vive escravizado e na absoluta miséria. Durante mais de mil anos, o Senhor Soberano governou com um poder divino inquestionável e pela força do terror. Mas quando a esperança parecia perdida, um sobrevivente de nome Kelsier escapa do mais terrível cativeiro graças à estanha magia dos metais - a Alomancia - que o transforma num "nascido nas brumas", alguém capaz de invocar o poder de todos os metais. Kelsier foi outrora um famoso ladrão e um líder carismático no submundo. A experiência agonizante que atravessou tornou-o obcecado em derrubar o Senhor Soberano com um plano audacioso. Após reunir um grupo de elite, é então que descobre Vin, uma órfã skaa com talento para a magia dos metais e que vive nas ruas. Perante os incríveis poderes latentes de Vin, Kelsier começa a acreditar que talvez consiga cumprir os seus sonhos de transformar para sempre o Império Final...


Opinião
Nem sei bem por onde começar... 
Há leituras que nos preenchem. Que nos tiram o fôlego e nos fazem sonhar. Que nos inundam com uma série de emoções e nos mantém em suspenso. Que nos fazem sorrir e nos fazem chorar. Há leituras que são tão perfeitas, tão ricas em pormenores, que quase parecem reais e nos deixam com aquela sensação do sufoco, e plenitude, de se ter vivido uma grande aventura. O Império Final, de Brandon Sanderson, foi uma dessas leituras – para mim. Não sou adepta de fantasia épica pois, na minha inocência, acredito tratarem-se de histórias que requerem altos níveis de atenção por parte do leitor e que estão repletas de complexidade – no entanto, não resisti à oportunidade de entrar no mundo da alomância e digo-vos que não consigo deixar de me questionar sobre o porquê de ter demorado tanto tempo a conhecer esta trilogia e este escritor. 

As cinzas caem do céu. As brumas abarcam a noite e invocam o medo naqueles que não as conhecem, que não nasceram delas. No Império Final, o Senhor Soberano governa há mais de mil anos com mão de ferro, mas tudo está prestes a mudar...
Dentro deste novo mundo do fantástico, duas classes sobressaem-se: os skaa, que existem em maioria e são vistos como os escravos de todo o tipo de serviço, que vivem em pobreza extrema, com fome e com frio; e os nobres, que mesmo em menor número detém um imenso poder face o Império, com os seus bailes e politiquices, com os seus chicotes e superioridade. Mas alguns nobres destacam-se dos seus demais ao possuírem um dom que os permite ‘queimar’ metais e, assim, elevarem a sua magnificência ao poder sobrenatural ganhando, então, um boost de força, velocidade sobre-humana ou amplificação dos sentidos. E por entre estes seres especiais, existem ainda os nascidos das brumas que, ao contrário dos alomantes que só podem controlar um único metal, podem invocar o poder de todos os metais. Kelsier, um dos nossos protagonistas, é um nascido das brumas, e o seu objectivo é nada mais nada menos que derrubar o Império Final. 

Tudo neste romance do fantástico é único e tão, tão sublime. As personagens são do mais espectacular que se pode imaginar, a atmosfera de fundo criada pelo autor é dominadora e absolutamente inesquecível, o elemento sobrenatural inserido na história é original e inovador e a construção narrativa, a escrita, tudo é simplesmente magnífico. 
Kelsier, um dos nossos protagonista, é tão carismático quanto enigmático. A sua personalidade de líder faz com que seja muito fácil seguir os seus passos e decisões com a crença absoluta de que tudo se irá desenrolar como ele planeou. A sua atitude aberta para com o mundo, com os seus sorrisos misteriosos e cheios de significado, permitem ao leitor embrenhar-se na sua pessoa de tal maneira que ele ou ela própria sentirá que faz parte do bando, que faz parte do círculo de confiança de Kelsier. 
Vin, por seu lado, é uma jovem martirizada por um passado de violência e um futuro de incerteza. Com Kelsier e os restantes membros do grupo do submundo ela encontra algo raro, algo que Reen, o seu irmão, sempre a preparou para desconfiar, mas talvez com a convivência e apoio contínuo ela possa mudar, e possa amadurecer num ‘alguém’ melhor e menos traumatizado pelo abandono. 

Adorei tanto Vin como Kelsier mas também me vi rapidamente apaixonada pelas picardias entre Breeze e Ham, pela eloquência e inteligência de Elend, pela lealdade de Sazed, pelos resmungos de Clubs, pelo lado racional e calculado de Dox, pela descoberta surpreendente e inesperada em relação a Reen, pela loucura de Marsh, pela singularidade de Renoux, pela simplicidade de Spooks, pela excelência do Senhor Soberano, pelo terror dos Inquisidores, pela solidariedade e bravura dos Skaa, pela beleza dos nobres... 
Em igual medida vi-me siderada por Luthadel com as suas ruas estreitas, o seu submundo perigoso e a sua nobreza autoritária, pelas brumas que acolhe ao anoitecer do dia e pelas cinzas que recebe perante a luz vermelha do Sol. As descrições acerca da cidade são de um brilhantismo gigantesco, as fortalezas pulsam com vida, a noite aterroriza com o seu nevoeiro, Kendrik Shaw ergue-se com soberania... mas também toda a componente da alomância é uma lufada de ar fresco. Nunca antes tinha lido nada que envolvesse metais e a excelência que estes podem proporcionar e por isso foi uma surpresa deveras agradável a que Sanderson ofereceu com este seu primeiro volume da trilogia Mistborn – Nascido nas Brumas. 

Para finalizar que, embora haja tanto mais por dizer esta opinião começa a ficar longa, tenho apenas de referir a escrita do autor. Parte do facto de ter levado tanto tempo a pegar em O Império Final deveu-se ao meu medo face a escrita do autor, receosa de que esta pudesse ser ultra intricada e repleta de floreados – mas não, Brandon Sanderson tem, possivelmente, um dos estilos mais fluidos e líricos que tive o prazer de ler. A envolvência para com o leitor é de tão maneira forte, e automática, que rapidamente me vi em Luthadel a lutar ao lado de Kelsier e o seu bando. Tudo se conjuga de forma exímia neste livro e o melhor de tudo é que o arco narrativo quase que se mostra completo num único volume – com isto quero dizer que demasiadas vezes o primeiro romance de uma trilogia deste calibre serve, primeiramente, como fio introdutório ao mundo e às personagens mas não com O Império Final. Sanderson conta uma história com principio, meio e quase fim satisfazendo um leitor que procure algo mais num primeiro tomo de uma trilogia ou série ao mesmo tempo que deixa questões e problemas suficientes para a continuação que se segue. 

É-me impossível não recomendar O Império Final a todo e qualquer leitor que goste de fantasia, assim como a todos os outros que devoram uma série de géneros mas gostariam de ler algo diferente e absolutamente fabuloso. Estou mais do que ansiosa por me debruçar em O Poço da Ascensão, pois com o desfecho de O Império Final, que muita revolta, angústia e sofrimento instigou, não há como não partir, o quanto antes, para o próximo volume. Apostem nesta trilogia, apostem neste escritor – ambos valem bem a pena.
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