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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
Título Original: Maya Fox – La Predestinata
Autoria: Silvia Brena e Iginio Straffi
Editora: Editorial Presença
Coleccção: Maya Fox, N.º 1
Nº. Páginas: 318
Tradução: Filipe Guerra
Sinopse:
Maya Fox descobriu que tem um poder inquietante: a capacidade de dialogar com o além. Tem apenas cinco dias para aprender a viver com isso. E para salvar a própria pele, pois um louco e implacável assassino fugiu a prisão e dedica-se a persegui-la. A sua missão terá de ficar concluída na noite de Halloween. Mas, nesta luta contra o tempo, em quem poderá confiar Maya? Numa médium intrigante e demasiado presente? Num obscuro professor que está à frente de uma seita secreta? Ou num rapaz lindíssimo e misterioso que anda atrás dela, a deseja e, ao mesmo tempo, a repele? Rodeada pelo seu grupo de amigos, por uma mãe distraída e sempre ocupada e por um pai que, do além, tudo fará para a proteger, Maya terá de enfrentar o seu destino... e uma profecia enigmática, que apenas se cumprirá no ano de 2012. Maya é a única a possuir a chave para decifrar o mistério e salvar-se a si mesma. E a toda a humanidade.
Negro como uma noite sem estrelas e como a tinta que contorna os olhos de Maya. Doce como o sabor do sangue ou como um abraço que não nos deixa ficar sós. Maya Fox – a Escolhida é uma obra que arranha e acaricia, da primeira à última página, quando a loucura de um assassino e o poder do amor se entrecruzam selando para sempre o destino de Maya.
Opinião:
Ora aqui está um livro que, por variadíssimas vezes, captou a minha atenção aquando de uma regular visita à livraria. Com uma capa alusiva ao cartoon e um título sugestivo, assim como um complemento adicional em forma de BD, foi com real curiosidade que me debrucei nas páginas de Maya Fox, A Escolhida. O resultado final? Algum conflito de sentimentos mas uma certeza absoluta – o tema que serve de base a esta narrativa é, sem dúvida, não só o que impulsiona à leitura da mesma como o mais forte e imprevisível dos componentes que a integra, sendo, desse modo, algo decididamente interessante e envolvente.
Num tom profético e moderno, Silvia Brena e Iginio Straffi apresentam uma protagonista marcada pela adolescência e pelo destino que terá forçosamente de amadurecer e crescer de maneira a sobreviver ao mal que está prestes a desabar sobre si. Será ao mesmo tempo que se vai acompanhando o dia-a-dia e os dramas comuns dos dezassete e dos dezoito anos de Maya e dos seus amigos, uma investigação macabra sobre a qual Megan e Garret procuram respostas e um monólogo incoerente e doentio de um homem perseguido que as pequenas e infinitas peças que perfazem este complicado e imensamente antigo puzzle se vão, igualmente e progressivamente, juntando. Um desfecho que está longe de ser atingido...
Embora não tenha sentido uma afinidade especial com nenhuma das personagens em particular, reconheço que todas elas estão belissimamente retratadas tendo em conta a faixa etária a que pertencem. Muito desse aspecto nota-se na linguagem por elas utilizada – enquanto que aos mais jovens é entregue uma forte cultura popular actual com destaque para a influência da música de modo a ilustrar o humor das personagens ou sintetizar e intensificar uma certa atitude, pormenor ou discurso, aos adultos é-lhes oferecido todo o tipo de problemas e procura de resoluções para as complicações e códigos Maia presentes ao longo da história, proporcionando assim uma “oralidade” muito mais científica e especializada.
Nota-se também uma pesquisa afincada à cultura e costumes Maia e respectivas profecias sobre o ano de 2012 que, mesmo agraciada com um enredo por vezes um pouco confuso e desconexo, consegue interligar todos os pontos importantes e imprescindíveis para a compreensão geral da narrativa. A nível puramente pessoal, é um tema interessante que não só acarinha por completo a trama do livro como igualmente incita à própria curiosidade do leitor em querer saber mais sobre “o fim do mundo tal e qual como o conhecemos hoje” e à leitura em si.
O final é que foi algo inesperado mas suficientemente apelativo para nutrir proveito e vontade em prosseguir para um próximo volume, no entanto, confesso ter ficado algo surpreendida – pela negativa – com a atitude da protagonista face a situação perigosa e de extrema violência que serve de remate à história. Seria de esperar algum tipo de trauma, insegurança ou medo... que, na minha mera interpretação, não esteve, de todo, presente.
Finalmente, é ainda de referir a BD que acompanha Maya Fox, A Escolhida onde, talentosamente, se encontram retratados alguns dos momentos de maior intensidade e suspense descritos no livro. Um suplemento chamativo e que em tudo tem a ver com a protagonista, Maya.
Em suma, Maya Fox, A Escolhida trata-se de um romance juvenil com alguns laivos de paranormalidade e suposições proféticas que, de certo, irá entreter não só a camada mais jovem como todo e qualquer leitor que se sinta cativado pelo tema retratado e pela investigação do mesmo... ou, até, pela busca da perfeição. Uma interessante aposta da Editorial Presença, excelente para colocar no sapatinho neste Natal que se aproxima.
Para mais informações sobre a obra, consulte aqui!
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Editorial Presença,
Iginio Straffi,
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Silvia Brena
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2 comentários:
Já tive oportunidade de ler a BD (julgo que ainda está disponível no site oficial italiano) e até achei curiosa a história. Estou com vontade de ler o livro, apesar de ser mais infanto/juvenil, na verdade parece interessante. E se os jovens e os adultos têm atitudes diferentes e realistas, ainda melhor. :)
Eu achei bastante interessante toda a abordagem às possibilidades para um futuro próximo previstas pelos Maias e também toda a onda científica da busca da perfeição através da sequência de Fibonacci... e como o livro engloba uma vertente adulta e até algo policial, acabou por me deixar com a pulga atrás da orelha. Contudo, é como dizes, trata-se de um livro direccionado ao público mais juvenil.