Mostrar mensagens com a etiqueta Lauren Kate. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lauren Kate. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A Cascata do Amor, Lauren Kate [Divulgação]


Uma saga épica com segredos devastadores e magia negra. 

Um mundo onde tudo o que amamos pode ser levado pela corrente.

Título Original: Waterfall
Autoria: Lauren Kate
Série: Teardrop, #2
Editora: Planeta Manuscrito
N.º Páginas: 296
PVP.: 19,90€

Sinopse
Com apenas uma lágrima, Eureka inundou o mundo e iniciou a ascensão de Atlântida. Se verter mais duas, nada parará o maléfico rei Atlas. 
Herdeira da Linhagem da Lágrima, é a única pessoa capaz de o deter, mas para o conseguir terá de atravessar o oceano para descobrir Solon, um Semeador em fuga, que sabe como enfrentar o rei. Mas a revelação do amor entre Ander e Eureka faz com que Solon envelheça rapidamente e se sinta incapaz de vencer Atlas. 
Se continuarem juntos, Solon morrerá em breve. Eureka precisa de se reconciliar consigo mesma e com o que o seu sofrimento causou ao mundo. 
Um segredo sobre a Linhagem da Lágrima mudará tudo, passado, presente e futuro. Eureka tem uma visão de uma lagoa encantada que revela um segredo esmagador. Com esse conhecimento, será capaz de conseguir a chave para derrotar Atlas. Mas o seu coração partido poderá deitar tudo a perder. 
Em A Cascata do Amor, Eureka tem a oportunidade de salvar o mundo. Mas terá de desistir de tudo, até mesmo do amor. 

«Os fãs do bestseller Anjo Caído, de Lauren Kate, encontrarão uma combinação semelhante de sobrenatural, romance, mistério e destino.»
Publishers Weekly

Sobre a autora
Nascida e criada em Dallas, Lauren Kate estudou em Atlanta, mas foi em Nova Iorque que se iniciou na escrita. Depois da publicação de The Betrayal of Natalie Hargrove, descobriu o êxito com Anjo Caído. Lauren Kate é professora e tem um mestrado em Escrita Criativa pela Universidade da Califórnia - Davis. Reside com o marido em Los Angeles. 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Lágrima, Lauren Kate [Opinião]




Título Original: Teardrop (Teardrop #1)
Autoria: Lauren Kate
Editora: Planeta Manuscrito
N.º Páginas: 320

Sinopse:
Tudo o que amamos pode ser levado pela corrente... NUNCA, NUNCA CHORES...
A mãe de Eureka Boudreaux instilou esta regra na filha há anos. Mas agora a mãe partiu, e onde quer que Eureka vá, ele está lá: Ander, o rapaz alto, de cabelo louro-claro, que parece saber coisas que não devia, que diz a Eureka que ela corre um grande perigo e que a deixa sempre à beira das lágrimas. Mas Ander ignora o maior segredo de Eureka: desde que a mãe se afogou num acidente bizarro, Eureka deseja morrer. Resta-lhe pouco que lhe desperte o interesse, apenas o amigo mais antigo, Brooks, e uma estranha herança: um medalhão, uma carta, uma pedra misteriosa e um livro de outras eras que ninguém compreende. O livro encerra uma história assombrosa sobre uma rapariga que ficou destroçada e chorou tanto que formou um continente no mar... e há algo na história que é misteriosamente familiar. Eureka está prestes a descobrir que a narrativa antiga é mais do que uma história, que Ander pode falar verdade... e que a sua vida é muito mais obscura e oculta do que alguma vez imaginou.
De Lauren Kate chega uma saga épica, Lágrima, de um romantismo estarrecedor, de segredos devastadores e de magia negra... um mundo onde tudo o que amamos pode ser levado pela corrente.


Opinião:
Enquanto me sento à secretária, sinto que esta não vai ser uma opinião fácil — por diversos motivos. Já se passaram alguns dias, semanas até, desde a última vez que folheei as páginas deste romance do fantástico, pelo que muitos dos pormenores que pontuaram esta história com um certo tom agradável estão já um pouco esquecidos. Talvez por isso, admito que esta poderá transforma-se numa opinião ligeiramente diferente, e bastante mais centrada nos pontos narrativos que me marcaram, tanto pela positiva como pela negativa, e não tanto em Lágrima como um todo. No entanto, uma coisa é certa — as expectativas que guardava ao iniciar a leitura deste livro eram muito pequenas, quase inexistentes na verdade, e (in)felizmente essa atitude descontraída para com a história fez com que esta fluísse mais facilmente, tornando-a mais curiosa.

O conceito base que rege esta narrativa é absolutamente extraordinário e altamente inovador, dotado de uma criatividade imensa e de um potencial ainda maior. Centrando-se na civilização perdida de Atlântida, Lágrima descreve as dificuldades sobrenaturais que subitamente assolam a vida da nossa protagonista, Eureka, ao mesmo tempo que esta vai lidando com a morte da mãe, a descoberta de um amor escrito nas estrelas, e a traição por parte de alguém inesperado. Porém, Lauren Kate volta, também nesta série, a fazer das suas — e ao invés de desenvolver uma trama emocionante, repleta de adrenalina e opções criativas paranormais únicas e peculiares, retoma a uma escrita algo enfadonha, desprovida de significado e emoção, e que embala o leitor somente o suficiente para este navegar por entre as páginas da sua história.

Também as personagens sofreram da falta de algo mais que as tornasse excepcionais, ficando-se, então, pela normalidade e não espectacularidade. Eureka possui uma personalidade um pouco diferente, com um ou outro laivo de genialidade e que confere um certo grau de novidade à trama, mas no seu todo não penso que se destaque por aí além. As suas habilidades são magníficas, assim como o seu poder interior e tudo aquilo que consegue alcançar com os artefactos deixados pela sua mãe, as fora as peculiaridades sobrenaturais não há nada que a torne especial ou, até mesmo, ligeiramente distinta. O mesmo tipo de indiferença nota-se em muitas das outras personagens ‘mais importantes’ de Lágrima, como Brooks — que embora sofra um desenvolvimento desigual e deveras surpreendente ainda assim não consegue atingir aquele patamar de magnificência que seria esperado —, Ander — tudo acontece demasiado rápido, sem grandes explicações ou introduções, focando-se em excesso na parte do romance e não tanto no futuro da humanidade e nas consequências que envolvem a sua espécie e a de Eureka —, Madame Blavatsky — cujo propósito acaba por ser denegrido dada a forma como a sua linha participante é interrompida — e como o quarteto de vilões — que se manteve na obscuridade ao longo da história, surgindo somente quando conveniente à acção.

Muitos foram os detalhes que me desagradaram ao longo de Lágrima, mas talvez por não ter quaisquer expectativas acabei por concluir a sua leitura com um certo grau de curiosidade relativamente ao que possivelmente virá a seguir. Este foi um romance que, em certa medida, me fez lembrar a outra série da autora — sobre anjos caídos — dado o estilo de escrita e opções criativas mas penso que haverão ainda oportunidades para colocar o desenrolar da acção no caminho certo. O final foi um pouco abrupto mas muito, muito sobrenatural, deixando um bichinho curioso na barriga que anseia devorar o próximo volume da trilogia.
Para mim, não foi uma leitura surpreendente ou relativamente rápida, no entanto não posso dizer que não gostei pois embora existam pontos negativos, também os há positivos — o conceito, a potencialidade da ideia de Atlântida e o crescimento da sobrenaturalidade que afecta Eureka são somente alguns deles. Fica, ainda assim, a vontade de folhear Waterfall (no original) e ainda sem data de publicação por terras lusas.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

As Páginas Percorridas em Outubro



E parece que voltámos aos meses fraquitos em leituras — embora Outubro venha com um justificativo plausível. Infelizmente, devido a problemas pessoais e de saúde foi-me completamente impossível folhear mais histórias e perder-me em mais mundos imaginários. A vontade não foi muita, a disposição ainda menos mas estou confiante de que Novembro será diferente (já vou para a segunda leitura do mês, not bad).

Uma Semana para te Amar foi a primeira leitura do mês e sem dúvida de que foi um começo fantástico! Um romance leve, com as suas pitadas de erotismo e sensualidade, sem deixar as problemáticas de famílias disfuncionais de lado... Gostei bastante.

Este foi um dos melhores romances young adult que li no ano passado (pois foram páginas percorridas na sua edição original) mas gostei imenso de relembrar o mundo de Sky e Holder — duas personagens pela qual sou uma eterna apaixonada. Colleen Hoover é magistral em tudo o que escreve e por isso mesmo tem vindo a tornar-se uma presença forte na minha estante — actualmente, confesso que é uma das minhas autoras favoritas, e da qual não perco uma única linha de narrativa. 

Endgame: A Chamada é um daqueles livros que entrou para a wishlist quase por vontade própria. Mesmo com uma sinopse algo ‘familiar’, estava imensamente curiosa por o ler e foi com um agrado enorme que constatei que as semelhantes entre este livro e outros dentro do mesmo género começam e acabam na sinopse, pois tudo o resto é diferente, e novo, e brilhante. 

A última leitura de Outubro foi Lágrima, uma história que já me vinha a acompanhar desde o final de Setembro e embora, como romance do fantástico em si, esta seja uma narrativa com algumas falhas, ainda assim foi livro que me entreteve. Gostava que alguns pormenores tivessem sido diferentes... mas não fui eu quem o escreveu e, por isso, somente posso divagar pela paisagem dos desejos. Opinião a sair em breve.


E Outubro em leituras foi isto... quatro histórias que, no seu todo, tornaram o mês de Halloween bem mais brilhante e agradável. Adorava ter feito algumas leituras temáticas — suponho que Endgame: A Chamada e Lágrima possam inserir-se no ‘assustador’ da época pela camada sobrenatural e apocalíptica que acarretam —, mas admito estar satisfeita com o que escolhi ler. Novembro já chegou e, com ele, veio um dos melhores livros que li este ano... mas mais não vou dizer.

Contem-me como foram as vossas páginas de Outubro!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

As Páginas Percorridas em Setembro



Setembro foi um mês absolutamente inesperado e delirante em leituras. Após um Agosto que se apresentou bastante monótono em páginas e decididamente mais agradável em qualidade que em quantidade, é com um certo espanto que encaro o balanço de Setembro, onde foram lidos um total de 10 livros e 1 novella. Uau, certo?

O mês começou com Red Rising de Pierce Brown. Infelizmente, este livro ainda não se encontra traduzido para português e por isso não contará com opinião aqui no blogue. Contudo, posso dizer-vos que é um dos favoritos do ano. Muito, muito bom.

Tenho vindo a seguir a saga de Pittacus Lore com grande entusiasmo e foi uma surpresa ler este terceiro volume. Gostei bastante — dentro da linhas dos anteriores, A Ascensão do Nove é um livro do fantástico que corresponde, em larga escala, às expectativas.

Esta foi a minha estreia com Ann Brashares. Não é o único romance que tenho dela na estante mas foi, definitivamente, aquele que me deixou curiosa o suficiente para lhe pegar. Não é perfeito — está bastante longe de o ser, até — mas para a camada mas jovem do young adult é, certamente, uma leitura frutífera. Gostei.

Há imenso tempo que não lia um romance de época e confesso-me muito agradada com a escolha que fiz — Duas Irmãs, Um Duque foi absolutamente espectacular e a escrita de Eloisa James continua a ser um bálsamo para a minha alma.

Quase que consigo sentir que esta vai ser uma das minhas trilogias favoritas dentro do seu género. Legend foi uma surpresa, do início ao fim, e uma leitura que me encheu por completo as medidas. Ainda não sabemos bem se haverá continuação em português mas dúvidas não me restam de que continuarei a trilogia no original.

Desilusão completa. Não estava, de todo, à espera de encontrar um romance que se focasse num protagonista que por mais divertido e perspicaz que possa ser não possui uma única grama de vontade de mudança. Não gostei, não foi mesmo leitura para mim.

Quando leio muitos livros num curto espaço de tempo por vezes acontece-me entrar numa espécie de reading slump — que basicamente se traduz em eu não conseguir ler rigorosamente nada. Estive com um princípio de uma até me decidir a pegar no romance de estreia de Holly Smale, Geek Girl, e oh que livro mais espectacularmente divertido. Adorei!

Não sabia na altura mas After, de Anna Todd, é uma fan fiction dos One Direction — embora tirando o protagonista do romance não veja que mais possa ser semelhante com a realidade, mas pronto. Após um séquito de fãs a Simon & Schuster decidiu pegar na história desta autora, que vinha a publicá-la na plataforma wattpad, e transformá-la em livro. Tive a oportunidade de ler o manuscrito e posso dizer-vos que gostei bastante. Uma escrita a ter em nota dentro do género new adult.

Andava para ler a perspectiva de Travis há quase um ano, e dado o lançamento de Beautiful Oblivion achei que tinha, efectivamente, chegado a altura de folhear esta história. Adoro a escrita de Jamie McGuire e adoro as personagens por isso não foi surpresa nenhuma ter amado este romance.

Ah, Trent... Quero muito que a Planeta edite este terceiro livro da série Beautiful pois é mesmo muito, muito bom. Terminei-o ontem à noite e parece que ainda estou a acompanhar as personagens na sua jornada. Gostei imenso, como seria de esperar.

Antes de iniciar a leitura de Lágrima, de Lauren Kate, achei por bem ler a novella que a antecede uma vez que queria ter uma melhor sensação do mundo que a autora criou antes de embarcar no mesmo. Gostei do que li. 

E vocês, que páginas percorrem no décimo mês do ano?

sábado, 27 de setembro de 2014

Lágrima, Lauren Kate [Book Trailer]



Uma das minhas actuais leituras é Lágrima, de Lauren Kate. Gosto imenso deste book trailer, criado pela editora inglesa da autora. Confessem... ficaram intrigados? 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Entre as Páginas de... #7


... Lágrima, de Lauren Kate.


Confesso que já andava para começar a leitura deste romance do paranormal há imenso tempo. Talvez por não ter gostado nada por aí além de Anjo Caído — e por não ter terminado a tetralogia — este livro tenha demorado o seu tempo a sair da estante e a passar para a pilha dos a ler. No entanto, admito que até estou a gostar bastante do desenrolar desta história, e cativada o suficiente para querer saber mais e mais. Não tinha grandes expectativas, é verdade, mas estou contente por finalmente ter dado uma oportunidade a Lágrima

E vocês, que histórias devoram neste momento?

sábado, 13 de setembro de 2014

The Perks of Being a Londoner #2


13 de Setembro será sempre uma data importante para mim — ocorra esta numa sexta-feira (como no ano passado) ou num outro qualquer dia da semana. Marca, no meu calendário de vida, o dia e o mês em que viajei, com regresso incerto, para o Reino Unido. Hoje, comemoro um ano de lutas, de saudades infinitas e dores imagináveis, de momentos de pura alegria e de oportunidades imperdíveis. Hoje, celebro um ano de residência em terras de sua majestade, e por isso decidi escrever um Perks ligeiramente especial.

Londres, de entre tantas outras palavras, é sinónimo de arte e cultura. E uma das regalias de se viver em tão vibrante cidade, particularmente quando se é apaixonado por literatura, remete para os muitos autores (nacionais e internacionais) que visitam terras britânicas. Neste ano que hoje passa, tive o prazer e a felicidade de conhecer nove autores. Poderia ter conhecido muitos mais, mas estes nove representam um leque que em muito me agrada, e me deixa feliz.


Precisamente no dia em que aterrei em Londres (uma chuvosa sexta-feira 13), adquiri Styxx e abri as portas a conhecer uma das minhas mais curiosas autoras, Sherrilyn Kenyon. É verdade que há muito que deixei de ser a sua saga Predadores da Noite, não por não gostar mas pela falta de tempo e edições portuguesas que aqui não chegam, mas confesso que este não poderia ter sido um welcome mais especial — afinal de contas, quando poderia eu conhecer tão popular autora? 


David Levithan foi uma sessão de Q&A um pouco inesperada. Conhecia, somente de nome, parte da sua obra (este que, para além de escritor é, também, editor em Nova Iorque), mas nunca tinha lido nenhum dos seus romances. Com Will Grayson, Will Grayson a repousar na estante e o fascínio que Every Day tinha vindo a deixar, fechei os olhos e atirei-me de cabeça. Neste momento, Every Day é um dos meus contemporâneos favoritos, e Levithan um dos autores mais simpáticos e carismáticos que conheci. 


John Connolly foi, igualmente, uma surpresa. Tenho um dos seus livros fantásticos em casa (em Portugal) mas já tinha ouvido falar, e muito bem, desta sua nova série que se inicia com Conquest. Por isso, disse cá para mim: why not? Sem dúvida, um final de tarde muito gratificante. 


Já em 2014 (ou foi ainda em 2013? Hmmmm...) tive a oportunidade de ir a um evento cujas cabeças de cartaz eram Tanya Byrne (autora britânica) e Lauren Kate (autora americana), numa discussão sobre Literatura YA: USA vs. UK. Gostei imenso do evento o seu todo e, embora desconhecesse por completo Byrne, foi com enorme agrado que adquiri um dos seus livros e o trouxe para completar um pouco mais a estante. Quanto a Kate, sei que dispensa apresentações...


No Festival Gollancz, de entre tantos outros autores fantásticos, tive o prazer de trocar dois dedos de conversa e de escutar duas sessões de Q&A e entrevista com dois autores absolutamente fantásticos — Patrick Rothfuss e Joe Hill


Rothfuss é um dos meus escritores de fantasia favoritos e confesso que foi um bocadinho ‘sonho tornado realidade’ os breves momentos que passei na sua companhia. Quando a Hill, este é filho de Stephen King e um dos seus mais aclamados romances, Horns (Cornos, em português) vai ser adaptado ao cinema, com estreia prevista para este Halloween. Um dia inesquecível, é tudo o que tenho a dizer. 


Estive ainda com Lauren Oliver, autora da trilogia Delirium (o primeiro volume encontra-se já publicado em terras lusas), do contemporâneo Panic e do novo e fantasmagórico livro Rooms, de entre outros. Esta foi uma sessão muito intimista e agradeço imenso a oportunidade dada de conhecer esta autora que não só é fantástica como dedicou grande parte do seu tempo a conversar com os seus leitores. 


Finalmente, e há poucas semanas atrás, tive o prazer de conhecer a inesquecível Charlaine Harris. Descobri que a autora vinha cá um pouco em cima do acontecimento e embora estivesse um tempo terrível nesse dia, dou graças a me ter esforçado em sair da cama e ir conhecê-la, pois é de uma simpatia sem igual.

2013/2014 (de Setembro a Setembro) foi, sem sombra de dúvida, um ano literário extremamente gratificante para mim. Posso, somente, agradecer a todos estes autores, à cidade de Londres pelo fascínio e às fenomenais editoras por se esforçarem e trazerem até cá nomes do panorama mundial. Não foi um ano fácil... tratou-se de um ano de adaptação, de muitas saudades da família humana e da família animal, mas tenho consciência de que tais oportunidades nunca surgiriam noutro lugar. E, por isso mesmo, sinto-me grata. 

P.S. - Lamento pela pouca qualidade de algumas das fotos. Aconteceu, muitas vezes, o telefone e a luz não estarem do meu lado.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Anjo Caído, Lauren Kate


Título Original: Fallen
Autoria: Lauren Kate
Editora: Planeta
Nº. Páginas: 326
Tradução: Inês Castro


Sinopse:

Existe qualquer coisa de dolorosamente familiar em Daniel Grigori.
Misterioso e distante, prende a atenção de Luce Price logo que o vê no primeiro dia de aulas no internato Sword & Cross, em Savannah. É a única coisa boa num lugar onde os telemóveis são proibidos, os outros estudantes são tramados e as câmaras de segurança vigiam todos os movimentos.
Excepto uma coisa: Daniel não quer ter nada a ver com Luce e faz o possível para tornar isso muito claro. Mas ela não consegue desistir. Atraída para ele como uma borboleta para uma chama, Luce tem de descobrir o que Daniel, desesperado, tenta manter em segredo... mesmo que a mate.
Perigoso, excitante e sombriamente romântico, Anjo Caído é uma apaixonante e perfeita história de amor.


Opinião:

E se a pessoa que lhe estava destinada nunca pudesse ser sua? Esta é, sem dúvida, a premissa que simboliza e constrói um rumo na história deste livro. Um amor impossível, não porque estamos perante diferentes espécies, como acontece nos livros de vampiros, mas porque um dos elementos acaba sempre por morrer, inexplicavelmente, antes do seu tempo. E é essa infindável busca pelo porquê, pelo como e pelo quando que confere um rumo muito característico à narrativa. Penso que, neste livro, o leitor tem de estar preparado e, acima de tudo, tem de conseguir ler nas entrelinhas, e isso porquê? Porque, ao contrário da grande maioria das histórias que por aí andam, de romance paranormal, esta história não coloca logo as cartas na mesa. O leitor é transportado para a vida subitamente alterada de Luce Price, presenciando os seus problemas, as suas revoltas, os seus desejos... mas sempre adquirindo um nível muito baixo, embora contínuo, de informação. Isto é, o fundamento da narrativa vai-nos sendo apresentado a conta-gotas, ao invés de ser uma grande descoberta a meio ou no final do livro. Não, isso não sucede, pelo menos não dessa forma. Continuamos a ser surpreendidos por um final estrondoso onde certas respostas irão ser transformadas em novas perguntas, mas à medida que o leitor vai percorrendo as páginas, depara-se com uma persistente colocação de perguntas a si mesmo sobre os personagens, as suas atitudes, o que possivelmente acontecerá a seguir, e isso é o que torna este livro mágico. Esqueçam tudo resto e deliciem-se com uma experiência totalmente diferente. É fantástico encontrar, ao fim de tantos outros livros passados, neste género, um livro que finalmente apresenta uma escrita muito mais madura, muito mais adulta, que nos permite estar constantemente a questionar o que é lido. Aquele frenesim tão característico destas histórias, em que o leitor não consegue aguentar mais pelo pico final da história, aqui é levado totalmente a outro nível. O facto de estarmos cientes do dia-a-dia de Luce faz com que tenhamos um conhecimento muito mais profundo da sua personalidade, logo, sentimo-nos muito mais em sintonia com ela. Isso torna também possível que tudo o que ela sente, nós sentimos, tudo o que ela pensa, nós pensamos, e todas as pequenas descobertas que ela vai desvendando ao longo destas páginas são como um doce para uma criança. E é no juntar das pequenas coisas que está o ganho, que está a verdadeira essência deste livro.
A acrescentar a isto tudo, temos uma permanente indecisão por parte de Daniel, por quem Luce se apaixona perdidamente, sentindo-se confusa pelos súbitos ataques de distância e conforto que ele lhe proporciona; temos Cam, um rapaz misterioso mas super amistoso, simpático e carinhoso, que se apaixona por Luce e que torna toda a situação com Daniel ainda mais complicada, revelando-se, por fim, em algo que não estamos, de todo, à espera; Arriane, uma eterna louca de pensamento que abraça Luce como sua protegida; Penn, uma jovem solitária que encontra, finalmente, um lugar no mundo e muitas, muitas outras personagens, embora mais secundárias, e locais que desencadeiam uma fulminante série de encontros e desencontros, enganos e certezas. Abrindo com uma intenso e poderoso Prólogo, passando por um desenvolvimento exímio e terminando num Epílogo de cortar a respiração, deixando no ar tantas e tantas perguntas, gigantescas dúvidas e secretos pensamentos do que possa ter mudado, este é, sem dúvida, um livro que irá agradar a muitos leitores do fantástico. Foram-se os vampiros, agora chegou a hora dos anjos. E que anjos, estes!

Leiam este livro, ofereçam-no no Natal, não interessa... Apenas façam qualquer coisa com ele. Uma leitura incrivelmente agradável, impulsiva, intensa, com um amor cheio de força, que merece ser lida por todos vós. Adorei este livro. Simplesmente, adorei. Não se nota?  
2009 Pedacinho Literário. All Rights Reserved.