terça-feira, 30 de setembro de 2014

Passatempo de Aniversário — O Império Final, de Brandon Sanderson


Em comparação com os três anteriores passatempos, é verdade que este está bastante atrasado. Perdoem-me! Porém, também a Saída de Emergência se juntou à festa do 5.º aniversário do Pedacinho, com um livro do fantástico muito, muito especial.

Para sorteio está um exemplar de O Império Final, de Brandon Sanderson. Esta obra é uma das melhores dentro do seu género, e, por isso, um livro que não quererão perder!

Para se habilitarem a receber este fantástico prémio em casa, basta que respondam acertadamente às questões que se encontram no formulário, que preencham todos os campos obrigatórios e, como tinha já mencionado, que sejam seguidores do blogue.

As respostas às perguntas podem ser encontradas no excerto da obra disponibilizado pela Saída de Emergência, aqui.




Regras do Passatempo:
1) Ser seguidor do blogue.
2) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 11 de Outubro (sábado).
3) Só é válida uma participação por pessoa e/ou email.
4) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
5) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado via email e o resultado do mesmo será anunciado no blogue.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio ou outros, de exemplares enviados pela mesma e/ou por editoras.
8) Boa sorte!


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Duas Irmãs, Um Duque, Eloisa James [Opinião]




Título Original: The Duke is Mine
Autoria: Eloisa James
Editora: Quinta Essência
N.º Páginas: 368


Sinopse:
Ele é um duque em busca da noiva perfeita. Ela é uma senhora... mas está longe de ser perfeita.
Tarquin, o poderoso duque de Sconce, sabe perfeitamente que a decorosa e elegantemente esguia Georgiana Lytton dará uma duquesa adequada. Então, porque não consegue parar de pensar na sua irmã gémea, a curvilínea, obstinada e nada convencional Olivia? Não só Olivia está prometida em casamento a outro homem, como o flirt impróprio, embora inebriante, entre ambos torna a inadequação dela ainda mais clara. Decidido a encontrar a noiva perfeita, ele afasta metodicamente Olivia dos seus pensamentos, permitindo que a lógica e o dever triunfem sobre a paixão... Até que, na sua hora mais sombria, Quin começa a questionar-se se a perfeição tem alguma coisa a ver com amor. Para ganhar a mão de Olivia ele teria de desistir de todas as suas crenças e entregar o coração, corpo e alma...
A menos que já seja demasiado tarde.


Opinião:
Já fazia algum tempo desde a última vez que tinha lido um bom romance histórico com pitadas de sensualidade. Confesso que, inclusive, sentia saudades dos inconfundíveis cenários vitorianos de uma época que tanto me fascina, assim como dos diálogos cuidados e elegantes que as suas personagens constantemente perpetuam. Várias são as autoras deste género literário que exercem um certo deslumbramento em mim, mas Eloisa James encontra-se, sem dúvida, no topo dessa lista — as suas histórias são uma surpresa incessante, e Duas Irmãs, Um Duque não é excepção.

Algo que esta autora faz — e muito bem, por sinal — é a construção das suas personagens. Estas são sempre independentes entre si, com personalidades singulares e mentalidades astutas, que lutam por um futuro melhor, uma vida em harmonia com a felicidade e o amor, num mundo que vê a mulher como uma figura sem força e sem opinião própria — tal como uma verdadeira lady. Todas estas componentes são particularmente perceptíveis neste romance, uma vez que a própria Miss Olivia é de uma braveza impressionante, dotada de um sentido de humor sem igual e de uma maneira de ser nada comum de uma senhora da alta sociedade — que, embora não seja um título herdado de família, é, e isso sim, uma lição moral e educacional que lhe foi imposta desde muito tenra idade. Por seu lado, o duque de Sconce apresenta uma personificação mais comedida, dado um passado traumatizante e um futuro que se mostra desprovido de emoção, mas que, no seu íntimo, guarda uma paixão e um leque de sensações imensuráveis, à espera da oportunidade perfeita para emergir.

O enredo deste romance segue as mesmas linhas narrativas que as anteriormente publicadas obras da autora, apresentando, então, ambas as personagens principais com os problemas que possuem em mãos, assim como um pequeno leque de intervenientes secundários. Em Duas Irmãs, Um Duque, a novidade surge pela dualidade de um par de irmãs gémeas se encontrar em luta por um mesmo partido do sexo oposto — pois ainda que somente uma delas expresse as suas intenções externamente, é bastante patente a batalha interna que a outra, já prometida a um outro homem, compadece dentro de si. As nuances conflituosas que embalam a trama desta história são abundantemente interessantes, assim como as reviravoltas inesperadas que ocorrem em território francês, mas são as atitudes das personagens e os conflitos que vão surgindo por parte de uma mão de figuras que verdadeiramente aliciam e despertam esta história.

Como seria de esperar, adorei conhecer as personagens que vivem este romance. Olivia é absolutamente hilariante, um espírito selvagem que prima pela irreverência e pelo modo em como não se enquadra na sociedade vitoriana. Georgiana, a sua irmã gémea, é o aposto de Olivia. Uma alma discreta, simples e que se evidencia pela sua inteligência. Quin (o duque de Sconce) é um homem magoado, moldado aos requisitos da mãe, mas que encontra, no seu par, uma sede de viver que nunca antes saboreou. E Rupert... Rupert é um poeta negado por uma mente quebrada, um estratego nato e homem de um coração enorme.

Admito sentir-me bastante satisfeita com as ocorrências desta história, assim como um pouco mais completa no que diz respeito à beleza deste género literário. Julgo que matei um pouco das saudades mas, também é verdade que me sinto tentada a devorar mais uma ou outra obra do tipo. Gostei imenso deste romance, e mal posso esperar pelos dois volumes que faltam neste recontar de contos de fadas de Eloisa James. Já tivemos a oportunidade de ler sobre A Bela Adormecida, e sobre A Bela e o Monstro. Duas Irmãs, Um Duque conta uma versão moderna e alterada de A Princesa e a Ervilha. Que conto de fadas virá a seguir? 

sábado, 27 de setembro de 2014

A Caminhar para o Desastre, Jamie McGuire [Opinião]




Título Original: Walking Disaster
Autoria: Jamie McGuire
Editora: Planeta Manuscrito
N.º Páginas: 400


Sinopse:
Travis Maddox perdeu a mãe quando ainda era criança. O conselho que lhe deu na hora da despedida foi: «Ama intensamente... Luta ainda mais intensamente...»
Travis Mad Dog Maddox é um lutador clandestino, oriundo de uma família de vários irmãos, mais velhos e duros. Mau rapaz por definição, todas as noites leva para casa uma rapariga diferente. Até conhecer Abby Abernathy...
Mal-afamado em todo o campus devido às suas relações com as mulheres, não é de surpreender que Abby rejeite os avanços de Travis; o máximo que aceita é ser sua amiga. No entanto, Travis está decidido a lutar pelo seu coração...


Opinião:
Travis Maddox. Lembram-se dele?
Impulsivo. Rebelde. Um tanto ou quanto mulherengo — okay, extremamente mulherengo. Agressivo. E perdidamente apaixonado por Abby Abernathy. Diz-vos alguma coisa?
Se Um Desastre Maravilhoso foi um autêntico, e excitante, e extraordinariamente deslumbrante cataclismo de se ler, A Caminhar para o Desastre oferece o que muitos leitores desejaram ao virar da última página do livro que se lhe antecede — a perspectiva de Travis naquele que é um dos mais belos e tenazes pedaços de história da sua vida.

As linhas temporais e narrativas que compõe este romance new adult desenlaçam-se pelos acontecimentos já previamente retratados em Um Desastre Maravilhoso, desta feita com a visão, pensamentos e dilemas de Travis Mad Dog Maddox ao invés da intervenção, na primeira pessoa, de Abby. O que Jamie McGuire também presenteia ao leitor, e que rapidamente se transforma em algo inteiramente novo, são uns quantos pequenos momentos mais pessoais, íntimos e conflituosos de Travis e do seu dia-a-dia com Shep, Mera ou mesmo Trenton, que possibilitam então ao leitor melhor compreender algumas das atitudes mais irascíveis e tresloucadas desta personagem em relação a Abby e a umas tantas figuras mais secundárias como, por exemplo, Parker Hayes. Assim, o submundo das lutas, a inconstância das apostas, a loucura das festas e do álcool, e a inquietude dos muitos erros de julgamento, das intermináveis discussões e dos eternos momentos de tensão carnal entre Travis e Abby continuam a ser o pano de fundo deste romance, com o acréscimo de uma muito apreciada entrada livre na mente da personagem que fez um incontável número de leitoras suspirar, eu incluída — Travis.

Não é novidade alguma que gostei imenso de Um Desastre Maravilhoso, e por isso é-me absolutamente impossível não sentir o mesmo tipo de emoções e sensações em relação a este A Caminhar para o Desastre. Mesmo com todas as suas falhas de carácter, Travis persiste em ser uma personagem pela qual nutro um carinho enorme, e são precisamente todos os seus pequenos grandes defeitos que o tornam, efectivamente, perfeito aos meus olhos — e aos de Abby. Muitas das suas acções, no decorrer do momento, não são, de todo, passíveis de ser justificadas mas uma vez que se entra no mecanismo da sua mente, e se percebe as suas intenções e tudo o que se encontra por trás da várias nuances da sua personalidade não há como não o aceitar pelo que verdadeiramente é — um brutamontes impulsivo com um coração de ouro.

Outras das surpresas deste romance — e que me fez, por completo, as delícias — foi o epílogo que Jamie McGuire apresenta no fim do livro, e que mostra um pequeno momento repleto de significado onze anos mais tarde. Um presente que vem espicaçar a curiosidade do leitor, ao mesmo tempo que o sossega pelo futuro que as duas personagens construíram juntas. Agora fica a vontade de continuar a ler mais da autora — que tem uma escrita incrivelmente encantatória e viciante —, seja no mundo dos irmãos Maddox, com A Beautiful Wedding ou Beautiful Oblivion, seja num universo à parte, com Red Hill. Tudo o que sei é que quero mais. Muito, muito mais.

Lágrima, Lauren Kate [Book Trailer]



Uma das minhas actuais leituras é Lágrima, de Lauren Kate. Gosto imenso deste book trailer, criado pela editora inglesa da autora. Confessem... ficaram intrigados? 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Aqui e Agora, Ann Brashares [Opinião]




Título Original: The Here and Now
Autoria: Ann Brashares
Editora: Editorial Presença
Colecção: Noites Claras, N.º 22
N.º Páginas: 272


Sinopse:
Seguir as regras.
Lembrar-me do que aconteceu.
Nunca me apaixonar.
O mundo de onde vim está em ruínas.
Estamos aqui para evitar a destruição da humanidade.
Mas se não seguirmos As Regras, tudo o que é importante desaparecerá: Amigos. Famílias. Sonhos. Amor.
O Ethan não pode nunca descobrir o meu segredo.
Que não vim de outro lugar.
Que vim de um outro tempo.


Opinião:
Sabem aquelas leituras improváveis mas agradáveis, quase espontâneas ao ponto de nem se dar pelo veloz percorrer das páginas, que se devoram que nem puro mel mas que, ao mesmo tempo, deixam um rasto de reflexão por onde passam? Livros que são jovens, inocentes até, mas tão cheios de significados, e motivos, e razões para se ser mais e se ser melhor que pura e simplesmente provocam no leitor sentimentos que este não estava, de todo, à espera de encontrar?
Esta foi a minha estreia com a escrita de Ann Brashares, num romance direccionado para a camada mais jovem do young adult, que se apresenta recheado de paixões proibidas, revoltas decisivas e mudanças que podem provocar o fim ainda antes de tudo começar.

A Terra, tal como a conhecemos, está a morrer — e com ela, os seus habitantes. De entre todas as metamorfoses naturais provocadas pela mão humana nasce um mosquito cuja picada é capaz de dizimar populações inteiras — é, pois, necessário que medidas extraordinárias sejam tomadas. Por forma a então salvar-se a raça humana de um fim definitivo, um grupo de pessoas é enviado para trás no tempo até onde se julga ser (ainda) possível reverter as condições que regem o futuro — só que existem regras. Regras que ninguém pode quebrar. Regras que Prenna, assim como todo o restante círculo comunitário a que pertence, tem forçosamente de seguir. Regras às quais esta não resiste a ignorar.

A premissa que rodeia esta história é, sem dúvida alguma, deveras interessante e apelativa — toda a questão envolvente do tempo ‘real’ de Prenna e do que o presente de Ethan pode oferecer, em possibilidades e sobrevivência, enquanto que se explora a questão das viagens no tempo é o suficiente para agarrar o leitor — porém, não é tudo. O romance que Prenna e Ethan permitem desenvolver entre si possui, também, o seu quê de cativante, principalmente tendo em conta as Regras da sociedade de Prenna. Estas duas personagens formam uma dupla imbatível — como equipa, eles estão dispostos a ir até onde for necessário de modo a obter respostas, a quebrar o ciclo destrutivo que afectará a Terra num futuro não tão longínquo quanto isso, e a descobrirem o que realmente sentem um pelo outro.

As temáticas abordadas são extremamente curiosas — gostei, em particular, da leve nuance científica que a autora oferece na explicação do futuro de Prenna —, no entanto, penso que por vezes Ann Brashares se deixou perder na questão romântica em detrimento da acção (planetária) presente. Fiquei, igualmente, muito satisfeita com a ideia de que alterar-se algo no momento actual pode afectar, ainda que de modo desconhecido, o futuro, mesmo quando este se encontra registado em forma impressa — fez-me lembrar um pouco o ‘efeito borboleta’ e toda a teoria do caos, temas que me fascinam. Gostava, sinceramente, que a autora tivesse explorado um pouco mais esta questão, quem sabe até inserindo mais umas quantas páginas de narrativa — uma vez que Aqui e Agora trata-se de um romance relativamente breve. Não sendo esse o caso, esta é uma história que certamente agradará pela rapidez com que se percorre, e pela abordagem menos complexa da autora — levantando, ainda assim, temas pertinentes. Gostei.

Para adquirir ou ler mais informações sobre o livro Aqui e Agora, consulte aqui.

Resultado do Passatempo de Aniversário — O Espectacular Momento Presente, de Tim Tharp + Aqui e Agora, de Ann Brashares


O primeiro passatempo do quinto aniversário terminou há meia dúzia de dias e, por isso, chegou o momento de anunciar o vencedor, que levará para casa este espectacular prémio que contou com o imprescindível apoio da Editorial Presença, a quem eu muito agradeço.

  

Para sorteio esteve um pack com um exemplar de O Espectacular Momento Presente, de Tim Tharp, e um exemplar de Aqui e Agora, de Ann Brashares. Dois romances young adult distintos mas que sem dúvida abordam temáticas pertinentes.

Quero, então, agradecer a todos os que participaram neste passatempo, tanto aos seguidores novos como as que já são da casa. E caso não tenham ganho hoje, não se preocupem pois não só estão mais dois passatempos no ar como outros se encontram já planeados para um futuro breve.

Assim, sem mais demoras, este prémio vai para:
163. Mafalda (...) Tomaz, de Eiras

Parabéns, Mafalda! Espero que desfrutes destas excelentes leituras e um email seguirá dentro em breve.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Entre as Páginas de... #7


... Lágrima, de Lauren Kate.


Confesso que já andava para começar a leitura deste romance do paranormal há imenso tempo. Talvez por não ter gostado nada por aí além de Anjo Caído — e por não ter terminado a tetralogia — este livro tenha demorado o seu tempo a sair da estante e a passar para a pilha dos a ler. No entanto, admito que até estou a gostar bastante do desenrolar desta história, e cativada o suficiente para querer saber mais e mais. Não tinha grandes expectativas, é verdade, mas estou contente por finalmente ter dado uma oportunidade a Lágrima

E vocês, que histórias devoram neste momento?

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