Mostrar mensagens com a etiqueta Marissa Meyer. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marissa Meyer. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Entre as Páginas de... #17

Heartless, de Marissa Meyer


Escusado será dizer que Marissa Meyer é um génio da escrita fantástica e que The Lunar Chronicles (ou As Crónicas Lunares) é uma das minhas séries favoritas de todo o sempre. Assim, tornou-se impossÍvel resistir aquele que é um dos, por mim, mais esperados lançamentos do ano e embarquei nesta viagem alucinante pelo PaÍs das Maravilhas e pela juventude da tão famosa Rainha de Copas sem hesitar.
Infelizmente, sinto que parte do encanto caracterÍstico da autora não está, de todo, presente nas páginas deste seu novo livro. Falta-lhe garra e uma certa leveza humorÍstica. Os pormenores são imensos e as peculiaridades ainda mais, mas, não sei, acho que lhe falta alguma coisa.
Veremos como corre o resto da leitura. 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Revelada a Capa, #1 - Heartless, Marissa Meyer

Iniciamos hoje uma rúbrica nova neste cantinho de pedaços de histórias, porque ano novo requer publicações novas. Revelada a Capa será uma rúbrica nacional e estrangeira, focada nas capas que vão sendo divulgadas, anteriormente à sua publicação no mercado, de livros que me interessam particularmente ou que apresentam algum tipo de particularidade curiosa. Inspirada em tantas outras rúbricas do género, Revelada a Capa não poderia começar da melhor forma... 

... Marissa Meyer é uma das minhas autoras favoritas, e a grande eleita dentro da fantasia retelling. Heartless será o seu mais recente romance fora da série Crónicas Lunares e podem encontrar em mim uma leitora (e fã) bastante entusiasmada. Aqui fica a capa, revelada hoje. 


Título: Heartless
Autoria: Marissa Meyer 
Editora: Feiwel & Friends 
N.º Páginas: 464
Data de Publicação: 8 Novembro, 2016
Formato: Hardback

Segundo a Entertainment Weekly, Heartless trata-se de um standalone, o primeiro da autora, que contará a história da Rainha de Copas, do universo literário de Alice no País das Maravilhas, mas numa época anterior à de Alice e a sua toca do coelho. Estou beyond words! 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Fairest, Marissa Meyer [Opinião]





Título: Fairest
Autoria: Marissa Meyer
Colecção: Crónicas Lunares, #3.5
Editora: Feiwel & Friends 
N.º Páginas: 220


Sinopse
Mirror, mirror on the wall,
Who is the fairest of them all?

Fans of the Lunar Chronicles know Queen Levana as a ruler who uses her “glamour” to gain power. But long before she crossed paths with Cinder, Scarlet, and Cress, Levana lived a very different story – a story that has never been told . . . until now.


Opinião
Tenho de confessar que os vilões sempre me atraíram mais do que os heróis. Gosto daquele toque malicioso que muitos deles invocam, um certo ar de superioridade que lhes fica bem e uma sede de vingança que toca o mais primitivo dos instintos. Criar um bom vilão, com um passado que se insira na sua história, com a arrogância e imperialismo necessários e a dose correcta de dubiedade não é tarefa fácil – mas Marissa Meyer é mestre na sua arte, e no seu mundo imaginário, pelo que se existe alguém capaz de escrever uma Rainha desmedidamente cruel, esse alguém é ela. 

Fairest é o que se pode chamar de um companion novel – uma narrativa que se insere mas não intervém directamente no desenrolar activo de uma série – e o que esta novella oferece é um vislumbre intenso e repleto de emoções do passado da Rainha Levana, justificando, então e em parte, algumas das atitudes desta personagem ao longo das Crónicas Lunares
Levana trata-se de uma figura que eu aprendi a odiar, mas com Fairest essa mera aprendizagem rapidamente se transformou em regozijo, em prazer. O passado que a molda não foi, de todo, toldado por facilidades – desfigurada desde tenra idade, dona de uma solidão extrema e com uma crença muito peculiar sobre o amor –, mas, ainda assim, Levana não deixa de se apresentar como uma princesa mimada (ainda que não pelos seus pais ou por aqueles que a deveriam de amar), habituada a ter o que deseja (nem que para isso tenha de usar a força) e com noções muito fortes acerca do que verdadeiramente quer. 

Diversos foram os momentos em que me irritei de tal maneira com esta protagonista que só me apetecia atirar com o livro contra a parede, ou entrar nas linhas desta história e castigar Levana até ao próximo amanhecer. Só que esta sensação de sufoco, e raiva, e exasperação foi também o que me fez apaixonar por esta obra. Marissa Meyer soube como mexer com as minhas emoções, como fazer o que de pior há em mim florescer perante tão cruel interveniente, mas também soube aplacar todas essas agonias com breves vislumbres de compaixão e empatia. 

A forma como Levana tortura Evret Hayle é absolutamente inumana – e nem vou falar das suas acções para com a Princesa Selene – , e tão, mas tão dolorosa que se torna asfixiante, porém, existe também um lado fragilizado, uma inocência, medo e desespero face a solidão que a acometem a acreditar que o seu amor por Evret é puro e correspondido. Cada gesto ganha um novo significado. Cada presente ou sorriso um novo lugar no coração de Levana. Mas cada negação, cada luta e até submissão também. E talvez seja por isso que o desfecho de Evret não poderia ter sido outro, embora este permaneça uma personagem integra, e bondosa, e sem quaisquer dúvidas fiel e protectora. 

Levana pode não ter sido uma boa princesa, nem tão pouco uma boa pessoa, mas como Rainha é a excelência em pessoa – até um certo ponto. A sua preocupação pelo estado e progresso de Luna aquando do reinado da sua irmã mais velha, Channary – tão sinistramente louca –, é motivo de orgulho mas tal como tudo nesta personagem de extremos, a sua obsessão leva a que a adoração se transforme em terror, e a que o seu futuro, no trono, seja ocupado com mão de ferro. 

Gostei imenso desta história – confesso. Levana é uma daquelas personagens que eu adoro odiar e por isso foi extremamente gratificante ficar a conhecer um pouco mais do seu passado de modo a conciliar-me, enquanto leitora, com o presente e futuro. Adorei conhecer a pequena Winter assim como Selene – quando era somente Selene. Outro ponto a seu favor foi a apresentação de Sybil Mira – esta icónica personagem secundária tinha de encontrar o seu caminho até Levana – assim como a revelação de como o repúdio por espelhos e o interesse pela Terra começaram. Para quem é fã desta série e tem um interesse especial por esta personagem, Fairest é mais do que um livro obrigatório. Mas atenção que pode não agradar a todos... pois se pensam que a maldade de Levana é fachada ou provém de uma vingança cruel então estão muito enganados – Levana é má até ao osso. E eu adoro-a precisamente por isso. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Cress, Marissa Meyer [Opinião]




Título Original: Cress
Autoria: Marissa Meyer
Colecção: Crónicas Lunares, #3
Editora: Planeta Manuscrito
N.º Páginas: 504


Sinopse
Neste terceiro livro de Marissa Meyer, Cinder e o capitão Thorne estão escondidos com Scarlet e Wolf. Juntos, conspiram para derrubar a rainha Levana e impedir o seu exército de invadir a Terra.
A sua melhor esperança é Cress, uma jovem presa num satélite desde a infância e que apenas tem os netscreens como companhia. Todo este tempo passado a olhar para os ecrãs fez dela uma excelente hacker. Mas infelizmente, é obrigada a trabalhar para a rainha Levana, e recebeu ordens para localizar Cinder e o seu bonito cúmplice. Quando o ousado resgate de Cress corre mal, o grupo desmembra-se. Cress obtém por fim a liberdade, mas com um preço mais elevado do que jamais pensou. Entretanto, a rainha Levana não vai deixar nada impedir o seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet, e Cinder podem não ter sido designadas para salvar o mundo, mas são a única esperança do mundo.


Opinião
Quando jurava, a pés juntos, que era absolutamente impossível, impensável, Marissa Meyer me surpreender e fazer apaixonar, ainda mais perdidamente, pelas suas personagens e histórias... aparece Cress. 
Tanto há a escrever sobre este que é o terceiro volume da fantástica e distópica série Crónicas Lunares que, enquanto reviewer, me confesso assustada – sei que tenho por hábito dizer este tipo de coisas mas, desta vez é diferente, e não poderia estar a ser mais sincera ao afirmar não haverem palavras suficientes para descrever o quanto adorei, o quanto amei, esta obra. Cress é tudo o que Cinder e Scarlet foram para mim e muito mais – narrativas peculiares, com personagens extraordinariamente ricas e complexas, reviravoltas de suster a respiração e uma dose de humor capaz de meter inveja a qualquer comédia (por vezes até romântica) que se preze. 

Cress viveu toda a sua vida num satélite. Da pequena janela para o exterior, ela consegue ver a Terra – um local que nunca conheceu mas que os seus sonhos e netscreens mostram ser paradisíaco. A sua maior ambição, e desejo, é encontrar o Capitão Thorne, um fugitivo de beleza incomparável e por quem ela tem assim... um grande fraquinho. Mas mal sabe Cress que os conhecimentos que acumulou na sua prisão viriam a tornar real o que não passava de mera imaginação. Cress é uma peça importante na salvação do mundo, e Cinder, acompanhada de Thorne, Scarlet, Wolf e Iko, fará de tudo salvar Kai, e a Terra, das garras de Levana... nem que para isso tenha de atravessar o Espaço e raptar a espiã de Luna – Cress. 

Nem sei por onde começar... pois são tantos os feels
Penso que não existe nenhuma outra série no universo literário young adult que mexa comigo ao mesmo nível, e com a mesma intensidade, das Crónicas Lunares. Marissa Meyer é uma autora indiscutivelmente fabulosa, com uma imaginação fértil que combina, na perfeição, com todos os toques de contos de fadas que ela insere, e explora, nas suas histórias. A cada volume Meyer apresenta uma nova heroína, uma nova donzela em apuros sem nunca descurar os intervenientes das obras anteriores, nem tão pouco a linha condutora da narrativa que quer contar, e se querem saber a minha opinião, nenhuma nem ninguém se compara a Cress. Gosto muito – mas muito mesmo – de Cinder e Scarlet detém o lado corajoso e destemido do meu coração mas Cress... Cress é como as flores que brotam na Primavera, ou como o aconchego de uma manta e de um chocolate quente no Inverno, ou o calor que assombra a pele e o mar que refresca o espírito no Verão... Cress é um mundo em si e uma protagonista deliciosa em todos os sentidos – ela é inocente, apaixonada, divertida mas também uma hacker perturbadoramente boa e objectiva. Não tenho palavras para descrever o quanto me senti em sintonia com esta protagonista – nem tão pouco para demonstrar a hilaridade que a sua paixão por Thorne confere a toda a obra. 

O desenrolar da acção ao longo destas páginas é outro dos grandes chamativos de Cress. Marissa Meyer foi extremamente inteligente ao alargar os horizontes narrativos e apresentar novas facetas da Terra, assim como de Luna. Pisar o templo de Levana pela primeira vez, ver os seus soldados em treino, perceber a hierarquia da sua monarquia foi algo que nunca pensei vir a ter acesso tão detalhadamente. Assim como autênticos desertos terrestres, povoados tanto por humanos como por conchas, que partilham entre si uma realidade devastadora. Muitos são os acontecimentos que se sucedem em catadupa nesta terceira obra, originando momentos de pura tensão, romantismo, bravura e divertimento – no que diz respeito a esta última componente, é-me impossível não destacar o relacionamento de Cress e Thorne, que é maravilhoso! Mas também a questão política, as pressões por parte de Levana e Luna, no geral, o dramatismo em redor da potencial união de Kai, tudo o que esta obra oferece é um assombro para os sentidos e o remédio mais do que essencial para uma leitura compulsiva. 

Depois de tudo o que aconteceu em Cress e de tudo o que ficou por explicar, confesso-me uma leitura deveras ansiosa pelo lançamento de Winter, o quarto e último volume de uma série que vou ter pena ver terminada. Marissa Meyer tem um estilo único, que apela aos sentidos e mexe com as emoções, que descreve belissimamente momentos de medo e de alegria, e que enceta diálogos do mais brilhante que se pode encontrar neste tipo de literatura – e uma imaginação tão fértil, tão poderosa que as suas histórias arrebatam corações. Adoro as suas personagens. Adoro o seu mundo. Adoro a sua escrita. Adoro. Tudo. E não poderia recomendar mais fervorosamente. 

Cress, Marissa Meyer [Book Trailer]



Um pequeno book trailer que muito pouco revela da extraordinária história de Cress - se bem que, tenho a dizer, adoro os seus longos cabelos dourados. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Resultado do Passatempo Especial 1500 Seguidores - Cinder + Scarlet + Cress, Marissa Meyer

Os resultados dos passatempos estão a sair... até parece mentira! Mas podem acreditar que deste lado vai-se fazer um esforço extra para que a situação seja resolvida o quanto antes.
Até lá, hoje trago-vos o resultado de mais um passatempo muito, muito especial, que contou com o apoio imprescindível da Planeta Manuscrito a quem esta vossa leitora muito agradece.


A sorteio esteve um pack constituido por Cinder, Scarlet e Cress, da autora de Marissa Meyer. Três recontos bastante originais de três das mais maravilhosas histórias de encantar.

Assim, quero agradecer a todos os participantes neste passatempo, e caso não tenham saído vitoriosos desta vez fiquem a saber que mais oportunidades virão no futuro!

Sem mais demoras, este prémio vai para:
147. Diogo Filipe (…) Fernandes

Os meus mais sinceros parabéns ao vencedor!
Espero que desfrute de excelentes horas de leitura na companhia destes livros.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Passatempo Especial 1500 Seguidores — Cinder, Scarlet e Cress, de Marissa Meyer

Nem acredito que posso, finalmente, trazer-vos o passatempo que ando a planear desde o começo do ano! Queria que a celebração dos 1500 seguidores do blogue fosse algo em grande, e especial, e que não só esta vossa leitora fosse fã como quisesse passar a palavra a todos aqueles que não conhecem a série em questão... para além de dar a oportunidade a um/a sortudo/a seguidor/a de a ler, claro.

 

Com o maravilhoso apoio da Planeta Manuscrito, a quem eu muito agradeço, o Pedacinho tem o enorme prazer de oferecer os três volumes até então publicados em terras lusas da série Crónicas Lunares, de Marissa Meyer – sendo eles Cinder, Scarlet e Cress! Histórias fantásticas que retratam contos de fadas de uma forma absolutamente espectacular.

Para se habilitarem a receber este magnifico prémio em casa, basta que respondam acertadamente à questão que se encontra no formulário, que preencham todos os campos obrigatórios tendo em atenção as regras do passatempo, e, como já vem a ser hábito, que sejam seguidores do blogue.

A resposta à questão pode ser encontrada aqui, no blogue, ou aqui, no site da Editorial Planeta.



Regras do Passatempo:
1) Ser seguidor do blogue.
2) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 20 de Março (sexta-feira).
3) Só é válida uma participação por pessoa e/ou email.
4) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
5) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado via email e o resultado do mesmo será anunciado no blogue.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio ou outros, de exemplares enviados pela mesma e/ou por editoras.
8) Boa sorte!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Cress, Marissa Meyer [Divulgação]


Em Cinder, o primeiro livro, recontava-se a história da Cinderela. 
No segundo, ficámos a conhecer a história futurista do clássico Capuchinho Vermelho. 
Este terceiro livro é baseado na história de Rapunzel. 

Título Original: Cress 
Autoria: Marissa Meyer
Série: Crónicas Lunares #3
Editora: Planeta Manuscrito
N.º Páginas: 504
PVP.: 21,90€

Sinopse
Neste terceiro livro de Marissa Meyer, Cinder e o capitão Thorne estão escondidos com Scarlet e Wolf. Juntos, conspiram para derrubar a rainha Levana e impedir o seu exército de invadir a Terra. 
A sua melhor esperança é Cress, uma jovem presa num satélite desde a infância e que apenas tem os netscreens como companhia. Todo este tempo passado a olhar para os ecrãs fez dela uma excelente hacker. Mas infelizmente é obrigada a trabalhar para a rainha Levana, e recebeu ordens para localizar Cinder e o seu bonito cúmplice. 
Quando o ousado resgate de Cress corre mal, o grupo desmembra-se. Cress obtém por fim a liberdade, mas com um preço mais elevado do que jamais pensou. Entretanto, a rainha Levana não vai deixar nada impedir o seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet e Cinder podem não ter sido designadas para salvar o mundo, mas são a única esperança do mundo. 

«Este conto futurista do clássico Cinderela, será do agrado de quem leu o original e dos que nunca o leram. Marissa Meyer é brilhante na forma como pega na história e a rescreve com grande imaginação, que nos transporta para uma outra dimensão.»
Publishers Weekly

Sobre a autora
Marissa Meyer vive em Tacoma, Washington, na companhia do marido e de dois gatos. É fã de coisas bizarras, como Sailor Moon ou Firefly e organiza a biblioteca por cores. 
Desde criança que é apaixonada por contos de fadas, um mundo que não tenciona abandonar. Pode ser que seja cyborg, ou talvez não. 
Cinder é o seu primeiro romance. 

domingo, 21 de dezembro de 2014

Recomendações Literárias #3



Ah, que já só faltam meros dias para o Natal! 

Para aqueles que ainda não compraram os presentes todos, espero que encontrem nesta minha última publicação de recomendações literárias algo que os interesse e suscite curiosidade. Dentro do género da fantasia, distopia e pós-apocalíptico, trago-vos hoje uma selecção bem singular e que, pelo menos a nível pessoal, é, sem sombra de dúvidas, muito, muito boa.
Se quiserem visitar o post das recomendações de young adult contemporâneo, new adult e middle grade, sigam este link; mas se preferirem dar uma espreitadela aos romances adultos do contemporâneo, erótico, histórico e época, sigam antes este link


Um livro que é um absoluto estrondo de emoções, de sensações e histerismo. A 5ª Vaga é um dos meus favoritos do ano e, como pós-apocalíptico que é, não poderia faltar nesta lista. Cassie, a nossa protagonista, é do mais vibrante e intenso possível, e as adversidades por que passa, em conjunto com a escrita encantatória do autor, tornam este livro num obrigatório a ler.

Esta é uma daquelas obras da distopia que deveria de fazer parte do sapatinho de todos os apaixonados por livros. Inteligente, bombástico e diferente, Puros retrata um mundo destruído que viu na metamorfose dos elementos e da natureza uma réstia de esperança. Monstruoso e provocador, esta é uma história que não vão querer perder.

Como nada do que tive o prazer de ler até agora, Gata Branca destaca-se pelo seu sentido de novidade, frescura e arte mágica. A forma como Holly Black explora a potencialidade sobrenatural desta história é fantástica, e as várias nuances mafiosas que personificam as figuras desta trama, assim como todos os pequenos e importantíssimos pormenores que vão sendo tecidos ao longo da narrativa, fazem deste livro um presente fantástico!

Outro dos favoritos do ano, Legend destaca-se pela simplicidade com que Marie Lu descreve o seu mundo distópico e as suas personagens complexas. A cumplicidade que existe entre os dois protagonistas é maravilhosa, e as surpresas que vão surgindo ao longo da história são outra das componentes fortes deste começo de trilogia.

Se existe um livro verdadeiramente especial, e único, e extraordinário dentro da fantasia, então esse livro é O Nome do Vento. A viagem de Kvothe não tem precedentes e as figuras que vai conhecendo e encontrando ao longo da sua demanda e aprendizagem são do mais peculiar e, no entanto, interessante que há.

Recomendar Divergente é como recomendar Os Jogos da Fome, no entanto, por a primeira ser a trilogia que li, por completo, até ao momento, é a que figura nesta lista. O mundo criado por Veronica Roth é magnífico, e sem igual, e extremamente curioso. Uma trilogia, e um primeiro volume, que valem muito a pena.

Um reconto ultra moderno, e com cyborgs, que veio revolucionar a conhecidíssima história da Cinderela. Cinder mantém-se no topo dos meus livros favoritos e, por isso mesmo, tinha de o recomendar. Único, altamente surpreendente e incrível, este livro é espectacular, e viciante, e um autêntico bálsamo para a alma. A não perder.

Tendo como pano de fundo a mitologia grega, Predestinados é o começo de uma trilogia fantástica que, sem dúvida, irá agradar a um vasto leque de leitores. Com deuses e semideuses, Josephine Angelini criou um delicioso emaranhado de lendas, e mitos, e adaptações modernas que é absolutamente fabuloso.

Indo buscar a temática dos colégios internos, A Floresta Mecânica é um daqueles livros que passou um bocadinho despercebido mas que é tão, mas tão bom. Enigmática, rebelde e controladora, esta história está imensamente bem construída e é uma pena que mais pessoas não a conheçam. Por isso mesmo, tinha de figurar nestas recomendações.

Um começo profundamente brilhante, Sob o Céu que Não Existe é perfeito para os fãs de ficção científica que procurem algo leve e diferente. As personagens principais são de tirar o fôlego e o mundo retratado por Rossi, sem igual. Altamente recomendado.

Por fim, deixo-vos com Raptada, o início da trilogia O Jardim Químico que viu ser lançado o terceiro e último volume no passado mês de Novembro. A escrita de DeStefano é fantástico, assim como a sua imaginação para criar realidades intricadas, e as suas personagens são enigmáticas e profundamente tocantes.

Espero, então, que estas minhas recomendações literárias tenham sido úteis na compra das vossas prendas de Natal — ou na conclusão das vossas wishlists. O propósito principal era mostrar-vos algumas das excelentes obras que se encontram actualmente no mercado, tanto a nível de novidades como de livros um pouco menos recentes, e para aqueles que não as conhecem, ajudar então a abrir os vossos horizontes.

Boas Leituras & Boas Festas!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Scarlet, Marissa Meyer [Opinião]





Título Original: Scarlet
Autoria: Marissa Meyer
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 384
Tradução: Victor Antunes


Sinopse:
Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da Comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvendar o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro.


Opinião:
Existem livros especiais e, para mim, Scarlet é, sem dúvida, um deles.
Faz já algum tempo que folheei esta narrativa — até agora perdida na infindável pilha de livros a opinar —, sequiosa por descobrir a continuação de um final tão surpreendente quanto emotivo e expectante, presente nas páginas de Cinder, e tudo o que posso, agora, dizer é que Scarlet não só correspondeu às minhas já de si bastante exigentes expectativas como, inclusive, as superou. Cinder foi uma leitura que esteve muito perto de atingir a perfeição, focando-se num retelling distópico de uma das mais conhecidas e adoradas histórias tradicionais, Cinderela, contudo, onde esta pecou, onde esta não foi capaz de alcançar tamanha mestria e primor — que, atenção, são erros quase inexistentes —, Scarlet brilhou e dominou ainda mais a minha curiosidade, levando-me a apaixonar, forte e decididamente, por este mundo radioso, por estas personagens singulares e por esta autora absolutamente esplêndida.

Dentro do seu género, posso afirmar que as Crónicas Lunares de Marissa Meyer é das minhas trilogias/sagas/séries favoritas de sempre. Não há como igualar a imaginação desta escritora, ou o seu cuidado para com a narrativa e para com o leitor em constantemente oferecer uma história nova, única e maravilhosamente viciante. É quase sem fôlego que o leitor se deixa embalar em cada uma das suas viagens extraordinárias pelo campo do sobrenatural distópico, experienciando com Cinder e, agora, com Scarlet e Wolf todos os pormenores de encanto, de vingança, perigo e amizade presenteados. E se Cinder foi um amor impulsivo e à primeira vista, Scarlet foi o fortalecer de uma paixão com intento à eternidade.
Scarlet e Wolf são uma dupla exímia, tão apaixonante quanto Cinder e Kai — ela pelo seu sentido de independência e força, com traços muito acentuados de uma personalidade irreverente, e ele pelo mistério existente em torno da sua pessoa, tornando-se, em igual medida, arrojado e excitante. Pronta a correr mundos e fundos em busca da sua avó, Scarlet acaba por entrelaçar a sua história com a de Cinder e por se deparar com personagens (algo) secundárias possantes e soberanamente espectaculares — Iko volta a dar sinais de vida, agora com uma imagem totalmente renovada que, por momentos, me deixou impossibilitada de computar, e Thorne é outra das figuras que surge de modo surpreendente e que deixa um sorriso nos lábios de qualquer leitor. Por outro lado e noutras ‘terras’, Kai mantém-se presente na trama, ainda que com menor destaque, mas agora com uma responsabilidade acrescida para com o seu povo ao ser Imperador — e quem não se lembra de Levana, tamanha figura maléfica? Esta é uma personagem que ainda me faz arrepiar, e que Meyer descreve tão, mas tão bem.

Cress, o terceiro volume desta saga, é já uma muito forte presença na minha mente enquanto leitora — explorando a história de Rapunzel, é com uma enorme ânsia que aguardo a sua publicação por terras lusas. E oh como estou curiosíssima em relação à capa! É que o design de Cress é, até ao momento, o meu favorito das Crónicas Lunares e tendo em conta que a Planeta tem oferecido um certo twist na sua abordagem pessoal à série, confesso-me bastante interessada em ver o produto final. Uh, mal posso esperar por mais Meyer, mais Cinder, mais Scarlet e, claro, mais da minha adorada Iko!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Passatempo «Scarlet», Marissa Meyer



Ano novo, passatempo novo. =)
Com o extremamente apreciado apoio da Planeta Manuscrito, o Pedacinho tem, a sorteio, um exemplar do título Scarlet, da autoria de Marissa Meyer (aquela que é já uma das minhas autoras favoritas). Uma obra absolutamente vertiginosa, uma das melhores distopias dentro do seu género.

Para se habilitar a ser o vencedor deste fantástico prémio basta responder acertadamente às questões que se encontram no formulário, preencher os campos obrigatórios e, claro, ter em atenção as regras do passatempo. 

As respostas às perguntas podem ser encontradas aqui e/ou aqui!


Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 15 de Janeiro (quarta-feira).
2) Só é válida uma participação por pessoa/email.
3) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado via email e o resultado do mesmo será anunciado no blogue. 
5) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
6) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio ou outros, de exemplares enviados por si e/ou pelas editoras.


Boa sorte!

sábado, 26 de outubro de 2013

Passatempo «Cinder» + «Scarlet», Marissa Meyer



Em jeito de celebração do 4.º aniversário do blogue, dou hoje início ao sétimo passatempo preparado especialmente para vocês, seguidores

Com o muito apreciado apoio da Planeta Manuscrito, o Pedacinho tem, a sorteio, um pack que consiste num exemplar do livro Cinder + um exemplar do livro Scarlet, da fantastica autora Marissa Meyer. Duas histórias distópicas que qualquer aficionado por fantasia não quererá, de todo, perder!

Para se habilitar a ser o vencedor deste fantástico prémio, tem de ser, obrigatoriamente, seguidor do blogue, responder acertadamente às questões que se encontram no formulário, preencher os campos obrigatórios e, claro, ter em atenção as regras do passatempo. 

As respostas às perguntas podem ser encontradas aqui, aqui e/ou aqui


Regras do Passatempo:
1) Ser seguidor do blogue.
2) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 7 de Novembro (quinta-feira).
3) Só é válida uma participação por pessoa/email.
4) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
5) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado via email e o resultado do mesmo será anunciado no blogue. 
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio ou outros, de exemplares enviados por si e/ou pelas editoras.


Boa sorte!

Scarlet, Marissa Meyer [Divulgação]


Título: Scarlet
Autoria: Marissa Meyer
N.º Páginas: 384
PVP.: 18,85€

Sinopse
Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da Comunidade. 
Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. 
Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvendar o mistério do desaparecmento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro. 

Sobre a autora
Marissa Meyer vive em Tacoma, Washington, na companhia do marido e de dois gatos. É fã de coisas bizarras, como Sailor Moon ou Firefly e organiza a biblioteca por cores. Desde criança que é apaixonada por contos de fadas, um mundo que tenciona abandonar. Pode ser que seja cyborg, ou talvez não. Cinder é o seu primeiro romance. 

Da mesma autora


terça-feira, 26 de março de 2013

Cinder, Marissa Meyer [Opinião]




Título Original: Cinder
Autoria: Marissa Meyer
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 324
Tradução: Victor Antunes


Sinopse:

Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica de Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual.
Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de «um caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender.
Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribui-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações clínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar.


Opinião:

Quem não se lembra da pequena gata borralheira que um dia ousou sonhar ser princesa? E que num maravilhoso e idílico baile, envergando o mais belo dos vestidos, dançou com aquele que viria a ser o seu príncipe encantado? Só que Cinder não é a típica Cinderela que somente deseja algo que não pode ter, esta é uma personagem forte e pouco feminina, que vê no seu trabalho o refúgio que uma casa cheia não lhe pode dar, e que encara a sua diferença, o seu lado inumano, como algo natural e despretensioso, auxiliário até, mesmo quando é desagrado e repulsa os sentimentos que encontra estampados no rosto dos seus clientes—e não só.

Cinder é, provavelmente, dos melhores e mais encantadoramente fascinantes retellings que tive o prazer de ler. Não sendo um género que conheça bem, mas englobando um outro mundo literário do qual gosto imenso, esta acabou por ser uma leitura verdadeiramente surpreendente e que, de uma forma inesperada, me encheu, por completo, as medidas. Um dos melhores livros que li no ano passado, e, absolutamente, uma história a não perder.
Marissa Meyer é divinal com a palavra escrita. A inteligência com que perpetrou todo um universo distópico e extremista baseado num dos contos de fadas mais emblemáticos de sempre, ao mesmo tempo que criava personagens únicas e inteiramente especiais, é de se louvar e nada me poderia deixar mais expectante, mais ansiosa e perdidamente desesperada pela publicação de Scarlet, o segundo volume da sua tetralogia impar.

Apaixonei-me por Cinder logo ao primeiro instante. A sua personalidade vincada e o facto de lidar tão bem—ainda que por vezes somente exteriormente—com o seu lado cyborg e respectivas consequências sociais transformam-na num alvo muito difícil de abater, e numa protagonista indiscutivelmente corajosa e destemida. O seu lado mais vulnerável e os sentimentos puros que nutre por Iko e por Peony podem vir a ser o seu calcanhar de Aquiles, mas dúvidas não me restam de que Cinder é o tipo de personagem que rapidamente encontrará uma forma de dar a volta por cima e encarar o touro pela frente, sem medos e sem rodeios.
Kai deixou-me algo confusa quanto ao que pensar ou achar sobre si. As suas dúvidas e medos são compreensíveis visto estar prestes a assumir um cargo de elevada importância para o desenvolvimento e subsistência do seu país, da sua comunidade e povo, mas as várias atitudes dúbias que projecta em relação a Cinder e os receios envolventes às decisões a tomar, a ordenar para o futuro fazem com que não esteja completamente certa das suas motivações e interesses totais enquanto príncipe encantado e enquanto imperador. Ainda assim, fez-me soltar uns quantos suspiros e esboçar uns tantos outros sorrisos mas, embora a curiosidade esteja presente para ver o seu crescimento no futuro, as incertezas são, igualmente, uma constante no horizonte.
Iko e Peony foram duas outras intervenientes que me fizeram as delícias, enquanto leitor. Iko pelo seu lado divertido e inocente, e pelos diálogos extremamente originais e electrónicos que partilha com as várias figuras em seu redor—além dos sentimentos impulsivos que tem por Kai—, e Peony pelo lado bom e resistente que apresenta até ao fim, e que a tornam numa personagem acarinhada e que fará uma imensa falta a todo o enredo. Adorei ambas e penso que Meyer foi impressionantemente forte e ousada, enquanto escritora, por ter dado os finais que deu a estas duas personagens.

Ambientalmente, Cinder transmite um universo asiático fabuloso que, tendo em conta as directrizes gerais da história, combina na perfeição com os intentos da autora e com as influências indiscutíveis que se encontram um pouco por toda a trama. New Beijing é um mundo absolutamente novo, com um choque de culturas entre o que é moderno, o que é electrónico e avançado, e o que de melhor a história asiática pode oferecer em termos arquitectónicos e de costumes sociais. A oficina de Cinder é um dos locais mais interessantes de toda a trama, principalmente por ser palco de vários momentos importantes, mas também a cave onde guarda alguns dos seus segredos e o armazém para onde escapa em busca de uma vida que sente fugir-lhe por entre os dedos são, por sua vez, cenários de acção indubitavelmente fascinantes. Em suma, toda a ambiência instiga um toque muito especial e particular ao enredo, conjugando, em conformidade com este, uma das melhores obras de fantasia distópica que me passaram pelas mãos.

É visível e palpável o quanto este livro me impressionou, certo? E o quanto o adoro, de paixão? Porque esta foi, sem sombra para dúvidas, um dos enredos mais deslumbrantes, impulsivos e surpreendentes que tive o prazer de folhear. Divertido, mas com o seu quê de suspense, esta é a história dos contos de fadas que nunca pensou testemunhar no papel, e a qual não conseguirá, de todo, largar! Lembro-me que li este livro num único fôlego e se somente agora me encontro a escrever a sua opinião, tal é porque não tinha palavras suficientemente claras e precisas sobre o quanto adorei—e adoro—este livro.

Uma aposta brilhante, destemida e absolutamente impressionante por parte da Planeta Manuscrito que, espero eu, não demore muito mais tempo a publicar a continuação, que se encontra já disponível no original, sob o título Scarlet. Uma última nota para a capa portuguesa—embora a inglesa transmita melhor a sensação, a mistura de conto de fadas com cyborgs presente no texto, a nossa é indiscutivelmente bastante mais encantatória e, talvez, um melhor chamativo aos leitores graúdos e adultos que procuram algo diferente, algo singular e especial.

2009 Pedacinho Literário. All Rights Reserved.