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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Revelada a Capa, #4 - A Million Worlds With You, Claudia Gray

Foi hoje revelada a capa de A Million Worlds With You, o volume final na trilogia Firebird, de Claudia Gray, que conta já com os livros A Thousand Pieces of You e Ten Thousand Skives Above You. E, oh meu Deus, que capa mais electrizante! 

Estou absoluta e irrevogavelmente apaixonada pelas capas desta trilogia. Todas apresentam dois mundos eclécticos e minimamente curiosos que me deixam mais do que interessada em desvendar. Ainda não tive oportunidade de começar esta série mas tendo em conta que A Million Worlds With You é lançado este ano, completando assim a trilogia, penso que chegou a altura de dizer: nope, não adio mais! 


Título: A Million Worlds With You
Autora: Claudia Gray
Série: Firebird, #3
Editora: HarperTeen 
Data de Publicação: 1 Novembro, 2016
Formato: Hardback 

Que venha ele. A sério, que venha ele. Esta capa vai ficar maravilhosa na estante e vou já deixar a nota de aquisição do primeiro livro assim... para breve! 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Imortais - Histórias de Amor para Cravar o Dente, editado por P. C. Cast



Título Original: Immortal: Love Stories with Bite
Autoria: Rachel Caine, Kristin Cast, Claudia Gray, Nancy Holder, Tanith Lee, Richelle Mead, Cynthia Leitich Smith e Rachel Vincent
Editora: 1001 Mundos
Nº. Páginas: 244
Tradução: Pedro Garcia Rosado


Sinopse:

Agora, venham comigo, está bem? 
Vamos entrar, outra vez, no reino dos imortais. Eu fiquei perturbada pela variedade e pela riqueza das histórias criadas pelas maravilhosas autoras presentes nesta antologia. É sempre um prazer visitar a Morganville de Rachel Caine e uma alegria, que já me é familiar, ser seduzida pela magia da voz e da visão únicas de Tanith Lee. Fui uma mãe orgulhosa e uma leitora satisfeita com o mundo de Kristin Cast, que me fez sorrir, em que os vampiros são criados pelas antigas Fúrias. O final da história, anterior à Guerra Civil, de Claudia Gray, pôs-me a dar vivas. "Amor de Fantasma" surpreendeu-me agradavelmente com as suas reviravoltas imaginadas por Cynthia Leitich Smith. "Lua Azul" de Richelle Mead, deixou-me sem fôlego. A visão pós-apocalíptica de Nancy Holder levou-me a uma viagem alucinante e assustadora e a sereia vampírica de Rachel Vincent foi um acrescento fixe aos mitos. 


Opinião:

Dividido em oito pequenos mas definitivamente persuasivos contos, Imortais – Histórias de Amor para Cravar o Dente é uma antologia que qualquer apaixonado pela espécie sobrenatural que recentemente tem vindo a invadir incontáveis páginas com deliciosas e sangrentas iguarias não deve, de todo, perder. Com narrativas umas mais interessantes do que outras mas todas elas bastante distintas entre si, deixo, a nível pessoal e geral, um balanço muito positivo e que, actualmente, em Portugal, permite contar com a tão aguardada estreia de várias autoras internacionalmente aclamadas pela critica, dentro do género.
Numa abordagem opinativa ligeiramente diferente da habitualmente apresentada, irei falar um pouco, e de forma resumida, sobre cada um dos contos que perfaz esta imperdível colectânea de amor vampiro e de, sem dúvida, querer cravar o dente!

Após uma introdução jovial e até divertida por parte da autora P. C. Cast, que abre assim o apetite para o que se seguirá, chega-nos Amor de Fantasma (Haunted Love), de Cynthia Leitich Smith.
Este é um conto simples sobre o poder do amor à primeira vista e, claro, das suas consequências e adversidades quando os intervenientes não são, propriamente, humanos. Passado nos tempos modernos onde o sobrenatural surge como resultado de uma morte precoce e de um intenso desejo de sobrevivência e aceitação mas com um panorama sombrio e clássico – a trama tem acção num cineteatro degradado – dando assim a sensação de antiguidade e ambiente rústico próprios da essência que caracteriza o vampiro, Amor de Fantasma trata-se de um conto que assombra os leitores na voz de um protagonista masculino e que deixa a questão: por vezes, o mal está onde menos se espera enquanto que o bem... se resguarda num coração à partida moribundo.
A escrita é suave e fluida, fazendo o leitor percorrer página atrás de página sem verdadeiramente se aperceber de o estar a fazer. Um primeiro conto interessante e que deixa em aberto todo um mundo de possibilidades narrativas diversamente explorado pelas autoras que lhe seguem.

Segue-se Da Cor do Âmbar (Amber Smoke), de Kristin Cast e que apresenta uma versão ligeiramente mais complexa do vampirismo uma vez que este surge da pura vontade e criação da mitologia romana.
Para quem estiver familiarizado com a série Casa da Noite então não irá, com certeza, sentir-se surpreendido ou desagradado com o estilo de escrita encontrado. Contudo, não restam dúvidas de que se nota uma grande diferença – e para pior – do sentido literário (quase) infantil de Kristin Cast para, por exemplo, Cynthia Smith que nos brindou com uma escrita bastante mais cuidada e alusiva a um público-alvo mais vasto.
Em termos narrativos, gostei da particularidade de ser o único a apresentar fortes alusões à cultura adolescente americana no que diz respeito à música e a séries televisivas o que possibilita ao leitor sentir uma afinidade mais actual e fincada com a história retratada. Esta tem ainda algumas situações inesperadas, reviravoltas curiosas, porém, achei tudo um pouco precipitado demais, principalmente na aceitação da protagonista face a sua nova condição.
Após uma apreciação total desta antologia, cheguei à conclusão de que Da Cor do Âmbar foi o pior conto de todos os oito.

O Morto, o Meu Pai e Eu (Dead Man Walking), foi uma surpresa incrivelmente agradável e Rachel Caine uma autora que há muito ansiava por conhecer.
Adorei este conto. A escrita é deliciosa e o enredo espectacularmente intricado e detalhado visto a componente romântica prometida nesta antologia dar aqui lugar a uma amizade incondicional. Igualmente em encenação temos uma segunda espécie do paranormal pouco explorada e que nesta trama adquire não só uma importância tremenda como deixa o desejo por descobrir mais. No entanto, o grande ponto forte é o humor sarcástico do protagonista e o tom irónico com que a história se encontra edificada, proporcionando gigantescos momentos de interacção e fraternidade entre leitor e personagens.
Fica ainda a vontade de saber mais sobre Morganville, cidade onde se passa a acção e pano de fundo de uma série juvenil com o mesmo nome.

Como quarta experiência fantástica amorosa surge Boas Maneiras (Table Manners), da autora Tanith Lee, igualmente uma estreia.
Pessoalmente, vi este conto como o que se pode chamar de “uma história bonita” onde a condição vampírica assume toda uma nova dimensão, origem e crença apresentando assim uma versão incrivelmente inteligente do conceito escolhido. Fortemente apelando à mente tanto humana como sobrenatural, esta é uma história que gostaria de ver desenvolvida numa narrativa longa.
Ao contrário de Cast, Tanith Lee soube ser perspicaz e mais abrangente no seu público-alvo ao retratar uma adolescente de dezoito anos bastante mais madura e lúcida, o que permite a um leitor adulto apreciar a narrativa de uma forma mais completa.

Depois de um conto psicológico, Richelle Mead presenteia-nos com Lua Azul (Blue Moon), que promete agradar aos apreciadores da sua série Academia de Vampiros com uma história de amor onde uma profecia alcança contornos inimagináveis.
Lucy é acolhedora na sua condição de vampiro até mesmo quando faz um esforço por impor a sua vontade e Nathan é um humano marcado a fogo pelo destino e pela escravização levada a cabo pelos sanguessugas que controlam a cidade. Este é um conto recheado de acção, adrenalina e uma infinita busca pela salvação... de ambas as espécies.
Uma história agradável, mística e profética. 

Metade da antologia depois, Nancy Holder trás à tona uma variação incrível e pós-apocalíptica de um grupo de vampiros que escolhe aterrorizar todas os habitantes de um núcleo muito próximo de cidades, com Transformação (Changed).
Aproximando-se do tipo de caos maioritariamente encontrado na ficção de terror, a autora mostra um início prometedor para, a nível pessoal, falhar no fim. Estava à espera de algo mais complexo e não tão desconectado mas, como é óbvio logo no começo da leitura, estamos perante escritoras que escrevem especialmente para jovens e, talvez por isso, haja uma “obrigação” em encontrar este tipo de final “feliz”.

Muito próximo da recta final, Rachel Vincent mostra como funciona uma mente brilhante em Voragem (Binge), um conto a não perder!
É possível descrever esta narrativa numa única palavra: genial. Dotada de um vampirismo muito próprio e captado através da energia humana, seja ela psíquica ou artística, a autora cria um conto original e extraordinário, escrito com uma beleza e magnetismo notáveis. Não são só as suas personagens que são apaixonantes mas, particularmente, as suas palavras.
Para mim, foi como que uma imensa criatividade ao rubro e, sem dúvida, dando origem a algo bastante diferente e inovador de tudo o que tive oportunidade de conhecer até agora, dentro deste género mais light da fantasia urbana.

Imortais – Histórias de Amor para Cravar o Dente termina com Livre (Free), da conhecida autora da série Evernight, Claudia Gray, numa história submersa numa paixão criminosa e irredutível.
Um conto leve que se distingue dos demais pela época e sociedade retratada. No entanto, rapidamente se transforma num final que sabe a pouco tendo em conta a magnificência descritiva e emocional do conto anterior. Ainda assim, esqueçam o modernismo e deixem-se enfeitiçar por uma mulher de grande força e poder. Há sempre uma terceira alternativa em duas opções, não concordam?

Numa última apreciação fica a vontade de descoberta, principalmente no que diz respeito às autoras estreantes, e uma algo pesada desilusão na revisão da obra por inteiro uma vez que, um pouco ao longo de todos os textos são encontrados inúmeros erros que deveriam de ter sido captados com facilidade pela pessoa responsável. De qualquer das formas, Imortais – Histórias de Amor para Cravar o Dente foi uma leitura que me permitiu desfrutar de boas e aprazíveis horas de um amor e essência vampiros leve e agradável. Uma obra divertida e sedutora que, sem dúvida, recomendo. Mais uma excelente aposta da 1001 Mundos

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sangue Gelado, Claudia Gray



Título Original: Stargazer
Autoria: Claudia Gray
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 299
Tradução: Raquel Lopes


Sinopse:

Beijei-o de novo, mais devagar desta vez. Agarrámo-nos com mais força e eu comecei a perguntar-me quão mais próximos poderíamos ficar... e depois lembrei-me do que sentira quando lhe bebera o sangue.
A vampira em mim estava mais à flor da pele...

Academia Evernight: um colégio interno exclusivo para os estudantes mais belos e perigosos do mundo – vampiros. A Bianca, filha de vampiros, sempre foi dito que o seu destino seria tornar-se um deles. Mas apaixonou-se por Lucas, um caçador de vampiros empenhado em destruir a sua espécie. Foram forçados a separar-se quando a verdadeira identidade dele foi revelada, o que o obrigou a fugir da escola.
Apesar de estarem separados, Bianca e Lucas não desistem um do outro. Ela arriscará tudo para poder vê-lo outra vez, mesmo que isso implique enfrentar os caçadores de vampiros da Cruz Negra – ou enganar os poderosos vampiros da Academia Evernight. Os segredos de Bianca vão obrigá-la a viver na mentira.
No entanto, não é a única com segredos. Quando Evernight é atacada por uma força maléfica que parece querer atingi-la, Bianca descobre que a verdade que julgava conhecer é apenas o início...


Opinião:

Embora tenha já passado algum tempo – e muitos outros livros pelo meio – ainda me lembro de uns quantos fragmentos de Evernight, uma obra que, na altura, me deixou tanto curiosa como completamente alucinada com uma reviravolta inesperada mais ou menos a meio da leitura. Assim, foi com grande expectativa que peguei em Sangue Gelado, esperançada e ansiosa por não só ver algumas questões deixadas em aberto resolvidas como, de igual modo, ser confrontada com umas tantas surpresas e uns quantos momentos de intenso suspense. Infelizmente, esta foi uma leitura que não só não me preencheu as medidas como, a nível pessoal, se deixou ficar muito aquém do volume introdutório que a precede.

O problema dá-se logo no início da leitura. Praticamente até bem para lá de meio, o foco da acção cinge-se à relação tecida e conturbada entre Bianca e Lucas – ou, melhor dizendo, à falta dela. Bianca está constantemente a evidenciar o facto de os dois estarem longe um do outro e de ser complicadíssimo relacionarem-se convenientemente mas que, ao amarem-se como se amam, todas as adversidades serão superadas. Se, ao início, tal é suportável, ao fim de umas quantas páginas e, até, capítulos, os olhos começam a rolar. É que mesmo todos os acontecimentos que se dão pelo meio (e que não são assim tantos) revolvem-se em torno desse pormenor e uma vez que o romance toma as rédeas da narrativa, ainda para mais de uma forma pouco estimulante ou emocionante, grande porção do interesse, por parte do leitor, morre com ele. É pesaroso que assim seja só que não me consegui impedir de por diversas vezes me lembrar de outros romances sofridos e exagerados como o presente na Saga Luz e Escuridão ou em livros como Eternidade em que o próprio amor sentido entre os protagonista é, efectivamente, a personagem principal. Neste aspecto, gostava de ter presenciado alguma diferença, algum distanciamento ou inovação.
Será também por isso que achei todo o livro demasiado longo, excessivamente extenso, para as acções presenciadas. Pessoalmente, senti-me bastante mais envolvida, entusiasmada e cativada em Evernight que em Sangue Gelado e, normalmente, o que costuma acontecer é o contrário. Sendo o primeiro um livro introdutório seria de esperar que, na sequela, alguns dos assuntos abordados fossem desenvolvidos e levados a um certo extremo e/ou a um grau de complexidade mais elevado... mas tal não aconteceu, de todo. Para grande desagrado meu, acredito que metade dos devaneios e propensões de Bianca podiam ter sido cortados e, ainda assim, manter intacta a essência da história.

Outro pormenor desgostado refere-se a toda a questão dos espectros e da enigmática relação que estes têm com Bianca. Gostei da ideia dos fantasmas e da forma como se manifestam e acho que têm tudo a ver com o título do livro – Sangue Gelado – o que deixa uma certa associação especulativa e interessante no ar mas, em última instância, além de crer que o conceito deveria de ser sido mais explorado e proeminente ao longo da narrativa, encontrei uma incontestada pressa no seu último aparecimento na trama, o que deixou um certo sentimento de desprendimento ou injustificação no leitor. Isto é, o momento é descrito ao leitor, surgem questões, muitas questões, algumas são posteriormente respondidas enquanto que outras ficam soltas no ar mas... e depois? O que é que acontece a seguir? Como é que vão resolver o imenso problema que lhes aparece em mãos? Tudo o que pertence ao campo fantasmagórico e que se tem vindo a pronunciar gradualmente ao longo do enredo desaparece, deixa de ser referenciado ou pensado, e por isso inocentemente acredito na possibilidade de esta “ideia” ter somente sido um pequeno e insignificante atalho para, uma vez mais, justificar uma certa urgência de resolução na relação entre Bianca e Lucas – ou seja, voltamos ao mesmo! Porém, e ainda bem!, Sangue Gelado não foi construído apenas de momentos um pouco entediantes e/ou saturantes.

Charity foi uma lufada de ar fresco e uma agradável revelação num romance demasiadamente evidenciado. Só tenho pena de que não tenha tido um maior destaque nem um pouco mais de malévola explícita. Teria sido divertido dar-lhe um certo humor sabido e mordaz, um pouco ao estilo da personalidade que vampiros mais velhos deveriam de possuir. Balthazar também foi uma brisa fresca. Agora que o leitor teve oportunidade de o conhecer melhor, de certo que será um ponto de foco e interesse em posteriores volumes.
A recta final da narrativa foi outra surpresa. Distanciando-se do drama Bianca – Lucas, permite que a atenção se estenda não só a outras personagens como a situações efectivamente perigosas e de grande mistério que, assim e ainda que apenas momentaneamente, assumem o mote principal para o desenvolvimento do que poderá surgir a seguir. Gostei da gigantesca incógnita deixada no ar após o grande acontecimento na Academia Evernight... provavelmente o grande factor que me manterá agarrada a esta série.

Finalmente, quanto a Bianca e Lucas, tenho pena de que a primeira não se tenha apresentado de forma mais madura e adulta, visto tudo o que passou ao longo de um ano em Evernight, e que, ao invés, se tenha deixado levar por um amor louco e incontrolado, claramente a dar largos passos em direcção a um fim fatal. Com Lucas, uma vez que não apareceu assim tanto, permanece a curiosidade mas surge alguma angústia e desagrado pela atitude igualmente desmesurada e impulsiva. Só me resta aguardar pela continuação e ver como se vão os dois aguentar... se é que o conseguirão.

Destaque para a capa e para a formatação interior que permite uma leitura desafogada e descontraída. Embora não tenha sido totalmente do meu agrado, continuo interessada em conhecer o desfecho de tamanho amor impossível. Ainda para mais com o aspecto espectral agora presente, de certo que se apresentará um desfecho, no mínimo, surpreendente. Só espero que, até lá, Claudia Gray seja capaz de manter o ritmo e de deixar o leitor curioso em relação ao desenrolar das suas tramas. 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Evernight, Claudia Gray



Título Original: Evernight
Autoria: Claudia Gray
Editora: Planeta
Nº. Páginas: 292
Tradução: Raquel Lopes


Sinopse:

A Raquel inclinou-se para mim e sussurrou: — Nunca te parece que há qualquer coisa nesta escola que é... cruel? — A sua voz tremeu. — Acreditas no mal absoluto? Nunca me tinham feito aquela pergunta, mas eu sabia a resposta:  — Sim. Acredito.

A Bianca quer fugir.
Foi arrancada à sua pequena terra natal e inscrita na Academia Evernight, um sinistro colégio interno gótico, onde os estudantes são estranhamente demasiado perfeitos: inteligentes, requintados e quase predadores. Bianca sabe que este mundo não é o seu. Depois, conhece o Lucas. Tal como ela, não se enquadra em Evernight, e gosta que assim seja. Lucas ignora as regras, faz frente aos snobes e diz a Bianca que ela tem de ter cuidado – mesmo quando se trata de gostar dele.
Mas a ligação que une Biança e Lucas não pode ser negada. Ela correrá qualquer risco para estar com o Lucas, mas segredos obscuros estão destinados a separá-los... e a levar Bianca a questionar tudo aquilo em que sempre acreditou.


Opinião:

Evernight começa com o prólogo que permite ao leitor enquadrar-se dentro da espécie sobrenatural abordada ao longo do livro – vampiros. Para uns, a consciência tomada acerca desta temática pode ser o suficiente para voltar a colocar o livro na prateleira e seguir caminho, mas para outros, como eu, isso pode ser fruto de inspiração para umas horas bem passadas e em excelente companhia.

Após um prólogo tentador, o leitor é automaticamente levado a conhecer Bianca, a protagonista desta narrativa, que se encontra numa tentativa de fuga falhada. Desprovida dos bens mais essenciais para a sua sobrevivência, deixa-se embrenhar numa floresta onde acaba por conhecer Lucas, um rapaz atraente que frequenta a mesma escola que ela, a Academia Evernight. Este primeiro encontro é o suficiente para deixar bem claro, tanto ao ávido leitor como aos personagens na sua própria história, a importância que cada um deles irá exercer no outro e isso faz com que as primeiras pontinhas de curiosidade comecem a surgir. Assim, para além do devido e esperado desenvolvimento com a apresentação da academia e dos seus alunos, o leitor é levado por uma teia de mistério onde, e também pressionado pela voz da protagonista, é persuadido a pensar que algo de muito errado se passa tanto com a escola como com os seus habitantes. E é esse misticismo que permite um avançar rápido na narrativa, culminando com uma surpresa quando menos se espera. Quase a meio do livro parece que estamos novamente a entrar, pela primeira vez, na história de Evernight, pois a alteração de comportamento por parte de Bianca, os conhecimentos e as descobertas que o leitor vai recebendo acerca do vampirismo tão pouco relatado, e toda a reviravolta e verdadeira natureza da grande maioria dos personagens, deixa o leitor completamente espantado e boquiaberto. Daí para a frente é surpresa atrás de surpresa, e é precisamente esse aspecto o ponto forte da escrita e imaginação de Claudia Gray. A forma como a autora encaminha os seus leitores pelos túneis da descoberta é simplesmente soberba, e sempre que pensamos saber o que se segue, eis que tudo muda outra vez.

Este foi um livro que gostei imenso de ler. Aliás, confesso que na primeira grande revelação fui quase que forçada a ler as últimas frases de novo e a pousar o livro, por breves instantes, de modo a assimilar toda a surpresa sentida. E como se isso não bastasse, a partir desse exacto momento, para mim, toda a restante narrativa foi situação inesperada atrás de situação inesperada, o que conferiu à leitura uma fluidez suave e muito própria. Só tenho pena que Evernight seja um livro  pequeno (provavelmente porque, como em todas as boas séries de fantasia, foi terminar num ponto fulcral de modo a deixar o leitor sequioso por mais) e que por isso seja lido com relativa rapidez. Uma obra que gostei muito, indo bastante além de um simples amor adolescente,  e pela qual, ansiosamente, aguardarei uma continuação. Espero que não demore muito aparecer, Evernight é, sem sombra de dúvida, um livro a ler para qualquer amante de fantasia urbana. Até porque, pela primeira vez em muito tempo, os papéis de amor proibido são-nos apresentados... trocados.
Uma obra interessante, surpreendente e cativante.
Gostei muito. 
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