domingo, 7 de outubro de 2012

(10) Passatempo "Trocada", Amanda Hocking



E deixo-vos hoje o último de dez passatempos celebrativos do terceiro aniversário do Pedacinho Literário! Lembrem-se que estes são passatempos curtos, de três dias, por isso, estejam atentos!

Em colaboração com a ASA/Lua de Papel, o Pedacinho Literário tem o prazer de oferecer três exemplares de uma das grandes apostasy no mundo sobrenatural, Trocada, de Amanda Hocking.

Para participar e se habilitar a ganhar um destes fantásticos exemplares, basta que responda correctamente às questões que se encontram no formulário em baixo, e que preencha todos os campos obrigatórios.
Por favor, tenha em atenção as regras do passatempo! 

As respostas podem ser encontradas aqui e/ou aqui

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 de 9 de Outubro (terça-feira).
2) Só é válida uma participação por pessoa e/ou e-mail.
3) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletas serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado no blogue.
5) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
6) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio, de exemplares enviados por si e/ou pela editora em questão.


Boa sorte a todos!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

(9) Passatempo "Escravos do Amor", Kate Pearce



E deixo-vos hoje o penúltimo de dez passatempos celebrativos do terceiro aniversário do Pedacinho Literário! Lembrem-se que estes são passatempos curtos, de três dias, por isso, estejam atentos!

Em colaboração com a Quinta Essência, o Pedacinho Literário tem o prazer de oferecer três exemplares de um dos mais sensuais romances eróticos que alguma vez li, Escravos do Amor, de Kate Pearce

Para participar e se habilitar a ganhar um destes fantásticos exemplares, basta que responda correctamente às questões que se encontram no formulário em baixo, e que preencha todos os campos obrigatórios.
Por favor, tenha em atenção as regras do passatempo! 

As respostas podem ser encontradas aqui e/ou aqui

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 de 6 de Outubro (sábado).
2) Só é válida uma participação por pessoa e/ou e-mail.
3) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletas serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado no blogue.
5) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
6) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio, de exemplares enviados por si e/ou pela editora em questão.


Boa sorte a todos!

Resultado do (6) Passatempo - "Um Beijo em Havana", Michelle Jackson


E chega ao fim mais um passatempo comemorativo do aniversário do Pedacinho! Com o muito estimado apoio da Quinta Essência, estava a sorteio três exemplares de um dos mais glamorosos romances deste ano, Um Beijo em Havana, da estreante Michelle Jackson.
Sem mais demoras, os vencedores são:

10. Ana (...) Damião
83. Jorge (...) Rodrigues
163. Teresa (...) Capachinho

Parabéns aos felizes contemplados! Espero que gostem tanto desta história quando eu, certamente, irei gostar.
Mas aos que não ganharam, nada de desespero! Próximo passatempo aí, aí à porta!

Boas leituras!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Entrevista a Carolyn Turgeon, autora de «A Sereia»


Carolyn Turgeon estreou-se em território luso com A Sereia, uma inovadora reinterpretação de um dos mais belos contos de fadas de todos os tempos – A Pequena Sereia, de Hans Christian Andersen. Licenciada em Literatura Inglesa e Italiana, Carolyn rapidamente se viu apaixonada pela arte da escrita, centrando-se numa nova abordagem às histórias de encantar já nossas conhecidas. Do seu reportório, encontra-se disponível, embora na língua original, Rain Village, Godmother e The Next Full Moon, estando The Fairest of Them All com lançamento previsto para 2013.

O Pedacinho esteve à conversa com a autora, de modo a descobrir um pouco mais sobre si, enquanto escritora, os seus hábitos de escrita e, claro, sobre o seu romance A Sereia, publicado este ano sob a asa da Planeta Manuscrito. Aqui fica a entrevista, traduzida. Espero que gostem.

Quem é Carolyn Turgeon? Conte-nos um pouco sobre si.
Bem, nasci no Michigan, cresci em Illinois, no Texas, no Michigan e na Pensilvânia, e vivi muitos anos em Los Angeles e em Nova Iorque. Licenciei-me na Universidade Penn State, em Literatura Inglesa e Italiana, e mais tarde estudei Literatura Comparativa, com especialidade em Poesia Medieval Italiana, na UCLA. Enquanto lutava por terminar o meu primeiro romance e encontrar um agente e uma editora, trabalhei, em regime de full time, em vários meios da escrita, na cidade de Nova Iorque. E agora sou escritora a tempo inteiro, com quatro romances editados (três adultos e um infantil), e com um novo quase a sair, em 2013. Actualmente, resido na Pensilvânia, mas desde que me tornei escritora que tenho viajado com frequência. Vivi alguns anos em Berlim e, nos últimos dois, tenho ensinado escrita no Alaska, durante o verão. Grande parte dos meus livros são reinterpretações de contos de fadas, e a minha próxima obra, The Fairest of Them All, é sobre a Rapuzel tornar-se na madrasta da Branca de Neve. Sou ainda responsável por um blogue dedicada a sereias, I Am a Mermaid (iamamermaid.com) e posso, muito bem, ser uma. Pelos menos um bocadinho.

Quando, porquê e como começou a escrever?
Escrevo desde que me lembro. Sempre adorei livros e histórias, ler e sonhar acordada, e em pequena já pensava que ser escritora era a coisa mais maravilhosa, fantástica e bonita de se ser. Quando era mais nova, era obcecada com todo o tipo de livros mas adorava, em especial, as histórias da Betsy-Tacy-Tibb, de Maud Hart Lovelace. Nelas, a Betsy quer tornar-se escritora e, por isso, está constantemente a sentar-se nas árvores, usando um longo vestido, a rabiscar em blocos de notas. Se não tivesse já desejado ser escritora quando me apaixonei por estas obras, de certo que o desejaria após as ler.
Escrevi o meu primeiro livro quando tinha oito anos, The Mystery at the Dallas Zoo. Nele, um grupo de crianças detectives tem de descobrir quem roubou a anta do jardim zoológico. Resolvem o crime quando encontram uma nota, de um guarda para outro, a discutir o roubo. Não é o livro mais misterioso.

O que mais gosta do facto de ser escritora?
E o que gosta menos?
Provavelmente, o que mais gosto de se ser escritor, é de se poder imaginar o que se quiser e depois torná-lo real, nas páginas. Somente posso fantasiar como será ser-se uma sereia nas profundezas do oceano, ou uma rainha num castelo medieval, ou uma trapezista a viajar num circo antigo, e, assim, transportar o leitor para esses lugares, fazê-lo sentir-se como se tivesse tido essa experiência, de facto. É também o que mais gosto em se ser leitora – ser transportada para outros mundos e corpos, ter experiências que talvez nunca venha a ter na vida real. É, verdadeiramente, algo mágico.
Existe igualmente muita coisa desagradável no mundo da edição e em toda a pressão sentida. Existe muita incerteza. Tanto posso encontrar-me no início de uma longa e ilustre carreira, como posso já ter alcançado os meus maiores feitos ou sucessos. Não podemos contar com nada nem tomar, como certo, o que for.

Muitos escritores sentem a necessidade de ter uma rotina ou horário de escrita. Acontece-lhe o mesmo?
Aspiro a ter uma rotina a sério, em que me levanto todos os dias e escrevo x número de palavras ou páginas, mas como tenho levado uma existência algo cigana e desorganizada nestes últimos anos, escrevo sempre que posso, no computador, onde quer que esteja, normalmente motivada por algum tipo de prazo. E quando me sento para escrever, tento escrever o máximo possível.

Dois dos seus quatro livros publicados baseiam-se em contos de fadas. Como é que escolhe o conto de fada «certo» para recontar?
O meu primeiro livro baseado num conto de fadas foi Godmother, que fala sobre a fada madrinha da história da Cinderella, a viver em Nova Iorque nos dias de hoje. Enquanto crescia, fui atraída pelo lado mais obscuro desta história e adorei a ideia de a contar na perspectiva de uma personagem mais secundária. Depois, A Sereia aconteceu quase por acidente, quando a minha editora inglesa comprou os direitos de Godmother e me perguntou em que mais obras me encontrava a trabalhar. Enviei-lhe uma lista de ideias, incluindo duas narrativas não baseadas em contos de fadas, e ela comprou precisamente a ideia que estava bem no fundo dessa lista, de um livro para crianças sobre sereias. Adquiriu-o como sendo um romance para adultos, ao que a minha agente me aconselhou a que me inspira-se na obra de Hans Christian Andersen. Foi difícil até conseguir encontrar uma forma de o fazer, visto A Pequena Sereia ser, já de si, uma narrativa muito negra e depressiva (e lindíssima!), mas depois criei a personagem da princesa, aquela com quem o príncipe se casa, na história, quebrando assim o coração da sereia. Gostei da ideia de me poder focar na relação tecida entre duas personagens femininas, do mesmo modo que em Godmother (onde existe uma proeminência na ligação entre a fada madrinha e a Cinderella). O meu livro infantil, The Next Full Moon, é baseado em velhos contos de jovens raparigas cisnes; neste caso, adorei usar a transformação mágica como uma metáfora às mudanças da puberdade. Foi só no meu livro seguinte, The Fairest of Them All, que tive mesmo de me sentar e decidir que conto de fadas abordar a seguir, pois a minha editora tinha sido bastante clara na sua vontade de publicar mais um romance. Assim, analisei todas as personagens femininas de todos os contos clássicos, e apercebi-me de que todas estas belas jovens heroínas, que foram abusadas e maltratadas, e todas as bruxas e rainhas más que, pelo menos, fizeram parte desses danos, são, praticamente, a mesma mulher. De que outra forma poderiam ser uma Rapunzel ou uma Branca de Neve?

Christopher apaixona-se por duas mulheres. Diria que o seu amor por Lenia é verdadeiro? Ou poderá ser fruto do magnetismo próprio da espécie retratada?
Eu diria que Christopher tem uma grande afeição e adoração por Lenia, que é uma jovem tão frágil, bonita e acolhedora, e sim, com um magnetismo muito atractivo (de facto, é a mulher mais encantadora que ele alguma vez viu – como não o poderia ser, sendo ela uma sereia?), mas talvez o amor de Christopher por Margrethe seja mais profundo ou, pelo menos, mais baseado na comunicação e na mente. Contudo, e em última instância, pretendi que a relação mais importante, no livro, fosse entre Lenia e Margrethe que, sem assim o quererem, se acabaram por encontrar na posição de rivais pelo amor de Christopher.

Margrethe é uma personagem muito romântica e adorável. Acredita que o último sacrifício dela era inevitável? Acha que ela poderia, simplesmente, ter deixado tudo terminar sem fazer algo que o impedisse ou mudasse?
Eu penso que sim, que o último sacrifício era inevitável. Não vou dizer muito mais para não desvendar tudo!
 
Iremos ler mais sobre Christina? Talvez como figura principal num outro livro?
Escrevi A Sereia a pensar que, no futuro, poderia haver um seguimento (a história de Christina) e uma prequela (a história da bruxa do mar e de como tudo aconteceu antes da acção de A Sereia). Neste momento, é mais provável acontecer a prequela.

Houve alguma personagem particularmente mais complicada de desenvolver?
Suponho que a personagem do príncipe foi a mais difícil de desenvolver, visto que, na maioria das vezes, o foco parece recair nele mas, na verdade, pelo menos no meu pensamento, não está nele. Quero que as minhas princesas sejam figuras completas e carismáticas mas também desapontadas. Poderia ser de outra forma? Nenhum príncipe encantado pode salvar uma princesa dos contos de fadas exactamente como ela deseja ser salva.

A Fantasia é um género que sempre gostou e sobre o qual quis escrever?
Bem, adoro folclore, contos de fadas, mitos, bruxas, isso tudo, mesmo que Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garzia Marquez, seja o meu livro favorito. Tenho uma tatuagem, no meu braço esquerdo, da Daphne a transformar-se num loureiro. Aprecio uma boa e saudável dose de magia, especialmente se estiver misturada com elementos realistas, mas sou daquele tipo de pessos que acredita que o mundo real está repleto de magia e de beleza, se ao menos estivermos abertos a isso, a vê-lo. Mas nem tudo tem de ser mágico, para mim. Adoro policiais e estou, neste preciso momento, a trabalhar num!

Se tivesse de descrever A Sereia em três palavras, quais seriam?
Mágico.
Consistente.
Medieval.

De todos os seus romances, tem algum que, de certa forma, é especial? E porquê?
Acredito que a minha resposta a esta questão seria o romance em que estou actualmente a trabalhar, que neste caso é The Fairest of Them All. Tento sempre fazer melhor, mas também tenho um carinho especial pelo The Next Full Moon, pois mergulhei muito profundamente na minha própria vida e experiências para o escrever. Quando tinha doze anos, era muito alta e tive um crescimento muito rápido, era tímida e insegura, constrangida, e apesar de tecnicamente não ter penas a crescerem-me no corpo, bem que as podia ter! A Sereia é-me igualmente muito querido por diversas razões, mas acima de tudo pelos lugares a que me levou. Devido a ele, mergulhei neste fantástico mundo das sereias que não sabia existir (se visitares o meu blogue iamamermaid.com, perceberás o que quero dizer). E isso influenciou-me de tal maneira que, inclusive, fui aprender mergulho na Nicarágua, no Outono passado, e, na próxima semana, irei mergulhar nas Bahamas, numa viagem dedicada a este tema que tanto gosto... e, no topo de tudo isso, já me levou, inclusive, a Portugal (apesar de não fisicamente... ainda!)!

Li que A Sereia vai ser adaptado ao cinema. Como se sente em relação a isso? É algo que sempre quis? Ficou surpreendida?
A Sereia foi indicado para adaptação cinematográfica, pela Sony Pictures, há cerca de um ano, e claro, achei maravilhoso. Mas também Godmother o foi (duas vezes!) e nada aconteceu... Portanto, não existe uma garantia. Contudo, já li um guião de A Sereia, pelo menos era um primeiro rascunho, e posso dizer que achei estranhíssimo e, ao mesmo tempo, interessante ver a minha própria reinterpretação pelos olhos de outra pessoa – muito pareceu-me igual, mas também muito foi alterado. Como A Sereia, em si, é um reconto, são feitos pequenos ajustes, mas, de qualquer das formas, adoraria ver esta história no grande ecrã. É esperar!

Qual é o seu herói/heroína, e conto de fadas, favorito? E porquê?
Bem, provavelmente, o meu conto de fadas favorito é A Branca de Neve. Trata-se de um conto tão bonito, com todas aquelas imagens vítreas e das maçãs, e com a floresta negra, mas é também incrivelmente estranho e distorcido. Adoro essa combinação de escuridão e luz. Também gosto de A Pequena Sereia, de Hans Christian, é dos contos mais sinistros, tristes e adoráveis que li.

Pode dar alguns concelhos a jovens escritores que sonham um dia serem publicados?
Antes de mais, diria para lerem e lerem muito. Prestem atenção ao que estão a ler e à forma como o texto foi construído, o que te move e te afecta, o que o escritor fez que te mantém a virar as páginas. Consegues obter uma sensação bastante real e da linguagem e da história assim. E, em segundo lugar, diria para trabalharem muito de modo a encontrarem a sua própria voz, o seu estilo, as histórias que querem contar. Penetrem nas vossas próprias paixões e obsessões bizarras, prestem atenção ao mundo que vos rodeia, às pessoas que vos rodeiam, a vocês mesmos e às vossas peculiaridades. 
Existem histórias em todo o lado! E depois, escrevam, e aprendam que quanto mais escreverem melhor aprenderão a vossa arte, melhores escritores serão. Também requer muita disciplina e esperança para simplesmente se sentarem e, não somente começar mas terminar um livro, por isso encontrem apoio onde puderem – em aulas, workshops, grupos de escrita... Se não conseguirem encontrar um workshop ou grupo, iniciem um!

E, finalmente, gostaria de deixar uma mensagem aos seus leitores portugueses?
Bem, sinto-me muito entusiasmada por A Sereia ter sido traduzido em português e em vir a ter, de facto, leitores portugueses! Nunca estive em Portugal mas adorava visitar-vos e aprender mais sobre o vosso lindíssimo país. Assim, a minha mensagem para os meus leitores portugueses (!) é: Espero visitar o vosso país um dia e conhecer-vos a todos! Entretanto, espero verdadeiramente que gostem de A Sereia! =)


Antes de terminar, quero deixar um muito obrigado à autora Carolyn Turgeon, por toda a sua simpatia e disponibilidade, assim como à Planeta por ter decidido apostar nesta escritora muito especial. Estou-lhes soberbamente agradecida. :)

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