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sábado, 1 de junho de 2013

Crossed, Ally Condie [Review]





Author: Ally Condie
Publisher: Penguin Group (2011)
Pages: 255
Format: eBook

Description:
The highly anticipated second book in the Matched trilogy!
Chasing down an uncertain future, Cassia makes her way to the Outer Provinces in pursuit of Ky--taken by Society to his certain death--only to find that he has escaped into the majestic, but treacherous, canyons. On this wild frontier are glimmers of a different life . . . and the enthralling promise of rebellion. But even as Cassia sacrifices everything to reunite with Ky, ingenious surprises from Xander may change the game. On the edge of Society, nothing is as expected, and crosses and double crosses make Cassia's path more twisted than ever.


Review:
Oh dear… Whenever I think about it, this book still gives me the chills.
I have such mixed feelings about this one. I remember reading Matched a couple of years ago and absolutely falling in love with it—the world created, the ambiguous characters, the amazing concept, everything was new and fresh and exciting to me. I guess that, and this happens way too often, I was left with high expectations towards the next books in the trilogy and after knowing that Crossed was not going to be published in my country, and seeing how eagerly I wanted to know how the story ends, I decided to just read the originals. What a mistake it was—not the decision of reading Crossed, but the enthusiasm I was expecting from it— and, right now, I can’t believe how disappointed I still am. There’s something in this second book that just didn’t convinced me, that is lacking immensely. In a way, I do understand what the author was meaning to pass on to the readers, the messages and dangers of living—or better, surviving—in the outside world, but at the same time, I can’t seem to find enough information, and answers to established questions, and developments in general to justify such a book. I honestly think this is a way too long narrative for what it actually brings to the story in its whole, and I seriously don’t want to say this, ‘cause it hurts me deeply, but I actually felt kind of bored in a couple of scenes, with my eyes rolling in odd ways, and with this crazy desire of just wanting the torture to end.

The book has good things, no doubt about that—not everything is bad—yet it wasn’t what I was looking for after such an incredible first volume.
Watching the changes in Cassia’s way of living and all the new and different shades in her personality was extremely interesting. She knew, right from the start, that finding Ky wasn’t going to be easy, but I don’t think she was truly aware of how difficult it was meant to be. So many dangerous situations came across her path—since having to trust in people she had never met before to actually needing to cross a canyon where her chances of survival were minimal—, all the major and unknown challenges, all the sorrows and things she was forced to witness changed her completely, and that innocent girl who would once believe in everything the Society would tell her—the one we first met in Matched—no longer lives in that body.
Adding a second POV to the story was a genius move, especially because it was Ky’s. Besides being a great and more intimate way of getting to know more about his own story before moving to Oria, this also gives to readers a different and much appreciated perspective towards certain events happening. Ky’s a very rational character when Cassia isn’t part of the equation, and he’s clearly a natural born leader, but the way Condie sometimes describes his thoughts and desires is a bit repetitive. I wish I had been able to know more substantial things about Ky, things that would make me doubt of his intentions, of his actions, that would make him a more dubious character in order to create conflict, but the truth is that it was all very simple, and plain, and expected.

I did liked the side characters, I give you that. Indie always kept me on edge and Eli was the most adorable boy ever! Vick won my heart somehow, and Xander, in a smaller role this time, was actively present throughout the entire book even when he wasn’t. Too bad some of these characters, along side others, probably won’t be seen again mainly due to the circumstances created, but at the end of it, it was just a pure delight to get to know them. And now that I really think about it, it was because of them, all of them, that I continued to read Crossed, otherwise I would probably had given up on him.
It was relatively curious to finally understand a little bit of what happens to all the people who are reclassified/classified as Aberrations and Anomalies, and to all of the others who maintain residence somewhere in the Outer Provinces. They might live quite freely, with the sky as the limit, but some of the basic needs that the Society offers, such as medical supply, is something they have no access to—and that makes all the difference. Again, this was something that didn’t last for long, seeing that a lot of what’s going on in this book is related to Cassia wanting to find Ky, to Ky questioning himself whether Cassia continues to love him or not, and to the small group who survived trying to find The Rising.

Overall, I get the intention behind the text, I just don’t feel like Ally should had done a whole book about it—especially when Reached has that size. It’s a story that acts like a passage from being part of the Society and now wanting to fight it; is about Cassia erasing her doubts and crossing half the country looking for Ky; is about Ky realising that Cassia is everything that matters to him; is about Indie letting go of the pass and believing in herself and in what she feels like being the right thing; is about The Rising starting to really fight for what they have faith in; and is about… truthfully, is just about crossing from one side to the other, from one belief to another, from something that is known and deceitfully safe to some other thing that could bring piece and freedom to all.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

União, Ally Condie



Título Original: Matched
Autoria: Ally Condie
Editora: 1001 Mundos
Nº. Páginas: 293
Tradução: Susana Serrão


Sinopse:

Cassia sempre confiou nas escolhas dos Funcionários. É um pequeno preço a pagar por uma vida longa, um emprego perfeito, um companheiro ideal. Quando o seu melhor amigo aparece no ecrã da União, Cassia tem a certeza absoluta de que ele é o certo... até ao momento em que vê um outro rosto aparecer no ecrã, por breves instantes, antes de este ficar negro. Agora Cassia vê-se confrontada com escolhas impossíveis: entre Xander e Ky, entre a única vida que conhece e um caminho que nunca ninguém ousou seguir – entre a perfeição e a paixão.


Opinião:

Imagina uma Sociedade que decide tudo por ti – o que comes, o que sonhas, quem amas, o que fazes, quando morres... Pessoas que não só foram exaustivamente treinadas para isso, como aceitam e se orgulham do trabalho que executam. Agora, imagina que bem lá ao fundo do túnel escuro consegues avistar uma luz, uma possibilidade de revolta, uma esperança de que possas ser livre, de que tenhas a oportunidade de escolher. Escolher uma coisa, qualquer coisa! Tomar uma decisão por ti mesmo. Só que tudo tem um preço. E, nem sempre, esse valor está naquilo que terias de abdicar ou nas pessoas que farias sofrer. Às vezes, somente às vezes, o preço está naquilo que te fizeram a ti. E isso, ninguém pode apagar... muito menos, contornar.

União é um livro algo revoltante. Ao retratar uma época futura onde a mão de obra humana é utilizada unicamente nos trabalhos mais árduos e menos recompensadores, onde entidades «invisíveis» controlam os movimentos do residente comum através da sua composição genética e predisposição social, e onde toda uma sociedade de peões é regida com base no medo e no esquecimento, é de esperar que a complexidade comunitária que perfaz este romance distópico seja, por si só, suficiente para instalar uma avolumada quantidade de interesse no leitor. No entanto, as surpresas não se ficam pela destreza tecnológica e imaginário futurista da autora, ao invés, esta oferece ainda um triângulo amoroso algo distorcido que não só está intrincadamente enraizado nas limitações que a Sociedade e os seus Funcionários impuseram aos habitantes, como abre as portas para um inteiro leque de possibilidades infinitas onde os riscos, mesmo perigosos e incontornáveis, poderão bem valer a pena.

É verdadeiramente impressionante, para mim, dar-me conta do quanto admiro este género de leituras e do quanto, por vezes, sinto a necessidade de desfrutar de um livro que provoque em mim algo mais que um mero sorriso ou um simples suspirar. É que há livros que nos fazem sentir, nos fazem pensar, nos fazem acreditar que tudo o que lemos e experienciámos é passível de acontecer, e União é um desses livros – ainda que algumas das suas mensagens se encontrem escritas nas entrelinhas visto ter sido imprescindível aligeirar o ambiente com um romance entre personagens adolescentes; caso contrário, seria uma obra demasiado séria, demasiado adulta para um público juvenil que tem como intuito principal fruir de umas boas horas de leitura e entretenimento.

As personagens, como seria de esperar, são indispensáveis para a total compreensão desta narrativa. Cassia é belíssima na medida em que se sente completa face as directrizes criadas para ela e em que se esforça por alcançar tais resultados. Porém, é o seu posterior questionamento relativamente aos secretismos e repentinas mudanças que começam a surgir um pouco por todo o lado que a impulsionam a apaixonar-se por uma pessoa que, mesmo não tendo escolhido a solidão voluntária, se encontra impossibilitada de amar, de se unir. Esse sentimento tão puro e, ao mesmo tempo, tão banal na forma como é instalado pela Sociedade, serve de mote para o desenrolar da história, criando uma série de conflitos e problemas que a personagem principal, Cassia, terá de enfrentar e resolver se quiser descobrir a razão por detrás de sua União dupla. A questão que fica por responder é: qual dos dois lados de Cassia prevalecerá – o racional que a impele a seguir as normas, a ser leal, a assegurar-se que nenhuma das pessoas que ama corre qualquer perigo... ou o emocional, que a encurrala num sentimento possessivo que não consegue largar, que não consegue ignorar?

Ky, por seu lado, é o protótipo perfeito do companheiro ideal. Com o seu quê de secretismo, é a personagem que melhor engloba e expressa a componente romântica da obra, no sentido em que as suas acções e gestos simples e, por vezes, enganadoramente insignificantes acabam por albergar um sentimento e uma vontade maior e mais intensas do que as de qualquer outro interveniente. A sua postura para com a Sociedade, tendo em vista que é um outcast, um marginalizado, é simplesmente espantosa. Mesmo camuflado num aglomerado de pessoas iguais, a sua chama e a sua inteligência nunca se apagam. Para mim, Ky é a melhor personagem deste enredo – a mais atraente, a mais sedutora, a mais misteriosa. A que levanta mais questões, mais dúvidas e a que enceta a mais importante revolta.
Na outra ponta do triângulo, está Xander. O rapaz maravilha, aquele que todas as raparigas desejam secretamente. Mas há muito mais nele que mera beleza física, e Cassia viu isso desde o início. Esta é uma personagem perspicaz, capaz de correr riscos para ajudar quem verdadeiramente gosta, alguém que não tem medo de mostrar o que quer e o quanto quer. No entanto, talvez por andar meio perdido durante grande parte da narrativa acabe por ser uma personalidade que desce para segundo plano, ainda que prometa arrebatar e surpreender no volume seguinte desta trilogia.

Muitos são os detalhes curiosos que União traz consigo. Por exemplo, as três pastilhas – a azul, a verde e a vermelha – que se tem de guardar religiosamente, os artefactos que, pela sua raridade e transmissão de geração em geração, adquirem uma importância extrema para os afortunados que ainda preservam algum, ou o sistema de triagem que, embora ligeiramente confuso, acaba por enquadrar genialmente no conceito criado pela autora. As surpresas são imensas, e gigantescas, e mesmo que União não seja uma obra desprovida de algumas semelhanças com outras séries, dúvidas não restam de que se trata de um livro cujo poder de novidade e interesse destronam qualquer influência externa que possa aparecer. Além de que, já viram bem esta capa? É, simplesmente, linda – o que vai de total encontro ao conteúdo. 
Uma excelente aposta da 1001 Mundos, numa estreia singular que merece ser destacada e apreciada por todos os jovens (e adultos também) que não dispensam uma boa história onde o amor e o futuro longínquo se abraçam numa união perfeita.  
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