Título Original: Gimme a Call
Autoria: Sarah Mlynowski
Editora: Chá das Cinco
Nº. Páginas: 233
Tradução: Susana Martins
Sinopse:
Devi desperdiçou três anos da sua vida a namorar com Bryan – o bonito, adorável e pulha do Bryan. Devi afastou-se dos amigos, desleixou-se nos estudos, não se juntou a clubes… e como o Bryan acabou com ela mesmo antes do baile de finalistas, não lhe sobrou nada. Nem mesmo um telemóvel – deixou cair o seu numa fonte. Agora só liga para um número… o seu! E quem atende é ela própria… três anos mais nova!
Mal recupera do choque e convence a sua versão mais nova de que não está doida, Devi apercebe-se que tem uma oportunidade de ouro. Pode dizer ao seu “eu” mais jovem todas as coisas certas a fazer… porque ela própria já fez todas as erradas! Se a jovem Devi aceitar os seus conselhos, pode manter os amigos, candidatar-se a uma boa universidade, tornar-se uma estrela, e mais importante, poupar-se ai desgosto amoroso de Bryan!
Mas a Devi de 14 anos já não tem tantas certezas. Ela gosta de Bryan. É feliz. Mas a quem melhor dar ouvidos do que ao seu futuro “eu”?
Opinião:
Para mim, Liga-me é daqueles livros que apresenta uma sinopse quase impossível de resistir! Assim que tive conhecimento do lançamento deste livro, apaixonei-me perdidamente por ele, e uma coisa é certa, adorei esta leitura!
Devi é uma rapariga de dezoito anos, desgostosa pelo rumo que a sua vida amorosa (ou a recente falta dela) sofreu. Por isso, numa ida ao centro comercial, pensa para si o quanto gostaria de alterar as suas decisões do passado, o quanto daria por uma oportunidade de voltar atrás três anos e meio ou então, de alguma forma, conseguir transmitir todos os caminhos correctos a percorrer à sua “eu” mais nova. Quando, a meio de uma mensagem de voz, o seu telemóvel cai numa fonte dos desejos, e ela finalmente o recupera, o resultado é estrondoso: não só ficou com o telemóvel imobilizado como, ao mesmo tempo, o único número que consegue marcar é o seu! E para melhorar, apercebe-se de que o destinatário dessa chamada não só é ela própria como, é ela própria três anos e meio mais nova!
Uma leitura mais que frenética e impulsiva. Um livro que prende logo desde as primeiras páginas, levando o leitor numa aventura extremamente divertida, com muitas gargalhadas pelo meio, através de um presente em constante transformação e um passado que luta por alguma independência.
A mais velha Devi Banks é simplesmente uma força da natureza. Incrivelmente fácil para o leitor, as emoções que esta personagem transmite são tão reais e tão próximas que facilmente nos conseguimos identificar nelas. Quando à jovem Devi Banks, uma personagem fascinante, ficamos a conhecer um lado mais humano mas, ao mesmo tempo, um pouco mais juvenil e inocente. Achei que as duas protagonistas (ou devo dizer, uma só?) se complementavam uma a outra, mostrando uma só pessoa forte e destemida. Acima de tudo, encontrei neste romance um apelo ao “abrir os olhos”, porque antes de se tratar de uma história de ficção, é uma narrativa que nos faz pensar em todos os erros que cometemos no passado e que nos ensina não só a ponderar um pouco nas nossas decisões mas também a não nos preocuparmos assim tanto com o futuro e a vivermos um dia de cada vez.
Com personagens bonitas, uma trama divertida e situações deslumbrantes, este é um livro que devia de ser lido por toda a mulher. Um romance feminino, caloroso, encantador e único.
Adorei esta leitura e quem me dera ter uns quantos capítulos mais para ler. Definitivamente, quero perder-me em mais histórias escritas por esta autora.
Recomendo, avidamente!
