Mostrar mensagens com a etiqueta L. J. Smith. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta L. J. Smith. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Os Diários de Stefan - Origens, L. J. Smith [Opinião]





Título Original: The Vampire Diaries – Stefan’s Diaries, Origins
Autoria: L. J. Smith
Editora: Planeta
Nº. Páginas: 199
Tradução: Carlos Pereira


Sinopse:

Estamos no ano de 1864 e prossegue a Guerra Civil. Mas Stefan Salvatore trava aos dezassete anos o seu próprio combate. Noivo de alguém que não ama, Stefan apaixona-se por uma misteriosa rapariga chamada Katherine Com os seus caracóis lustrosos e olhos castanhos maliciosos, Katherine é bela e sedutora... mas possui também um negro segredo: é vampiresa.


Opinião:

Quando a mortalidade era um dado adquirido, os riscos e as confidências surgiam como meras pétalas num riacho azul cristalino – suaves, descomprometidas. Cuidados foram tomados, perseguições foram planeadas, e segredos desvendados, mas para a comunidade de Mystic Falls, o fardo da guerra adquiriu, estranhamente, um peso muito mais leve. Agora, são os vampiros aqueles que têm de ser aniquilados, destruídos, mortos.

Os Diários de Stefan – Origens trata-se de um romance explicativo que vem clarificar alguns pontos deixados em aberto no que diz respeito ao passado das personagens masculinas centrais de um dos grandes fenómenos paranormais da actualidade. Vampiros à parte, esta é uma obra que se foca nas vivências comuns de Damon e Stefan Salvatore, e nas decisões prematuras por eles tomadas.
L. J. Smith, em parceria com os criadores da série televisiva Diários do Vampiro, criou assim um enredo apelativo, com uma estrutura narrativa algo distanciada das até então apresentadas, inovando e, principalmente, renovando o interesse por uma série que, dentro do seu género, é das mais chamativas e curiosas que podem ser encontradas no mercado nacional. Mantendo o seu tom jovem e objectivo, Origens é um livro que abre muitas portas e que, num estilo extremamente próprio e atento, encerra tantas outras.

Dentro de um mundo já nosso conhecido, um dos grandes trunfos deste enredo em particular reside nas personagens e no meio ambiente em que estas se encontram inseridas. Remetendo aos primórdios do tempo, quando a mortalidade era ainda uma interferência no crescimento de Stefan e Damon, o leitor vê-se subitamente envolvido num turbilhão de emoções novas, experiências, que até então lhes tinham sido ocultadas. Narrado pela voz de Stefan, num inconfundível estilo de intimidade, o leitor é conduzido pela rebeldia e independência de Damon, pelo conformismo e aceitação do próprio Stefan e, ainda, pelo mistério e sedução de uma Katherine impulsiva e já algo interesseira.

Dotado de um cenário antigo perpetrado pelo lavrar da terra, os cavalos selvagens e os casamentos por arranjo, esta é uma obra que se distingue não só pela paisagem imaculada como, e em igual medida, pela abordagem e personalidade das personagens. Se a ambiência é bonita e envolvente, então os costumes, as visitas e as festas são uma autêntica delicia para os sentidos. No entanto, e mais uma vez, são os momentos de acção, nomeadamente de perseguição ao povo do sangue, o que verdadeiramente impulsiona à leitura.

Numa trama pequena mas elucidativa, Origens é uma história que serve de ponto de partida a um sem número de confidências ainda por contar, traições por relatar e pactos impossíveis de escapar. Terminando num impasse de cortar o fôlego, com uma reviravolta interessante de acontecimentos e que, com o avançar da saga, nos leva à dor e raiva encontradas na «actualidade», esta foi uma leitura que me permitiu percepcionar um lado diferente, talvez até mais encantador, de um Damon vingativo e uma faceta mais nervosa e pontuada pela dúvida, de um Stefan controlado e maduro.

Um livro com todos os ingredientes certos – amor, receio, guerra, fraternidade e conhecimento íntimo – que, certamente, agradará a todos os seguidores desta série, tanto televisiva como literária. Uma boa aposta Planeta Manuscrito que, sem reservas, permite a todos aqueles que gostam desta autora e das suas respectivas histórias, uma visão diversificada de mundos e de personalidades, de características e pormenores, dentro de um universo vampírico muito desejado. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Brilho de Bruxa, L. J. Smith



Título Original: Witchlight – Night World 6
Autoria: L. J. Smith
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 255
Tradução: Jorge Colaço


Sinopse:

Keller é uma jovem de dezassete anos, metade humana e metade pantera, e faz parte de um grupo denominado Círculo da Aurora. A sua missão é simples: encontrar o terceiro Poder Indomável e salvar o mundo.
A sua busca leva-a até Iliana, uma jovem humana um pouco aérea, que faz com que Keller se interrogue sobre se seguiu a pista certa. Para ajudá-la surge o sensual Galen. Keller apaixona-se, mas ele está predestinado a ser alma gémea de Iliana. Como poderá Keller vencer esta predição?


Opinião:

Numa leitura frenética, indomável e inteiramente impulsiva, devorei Brilho de Bruxa num abrir e piscar de olhos. E ainda que tenha ficado algo relutante em relação a este livro tendo em conta a inicial dificuldade com que me deparei no volume anterior – Aurora Negra –, foi com surpresa e real agrado que entrei, e sem qualquer resistência, na envolvência e dinâmica desta magnífica história, retratada no sexto volume da série O Mundo da Noite. Deliciada com a escrita casual e fluida da autora e pela simplicidade e naturalidade com que Smith volta a apresentar mais uma faceta deste seu incrível mundo, esta foi uma trama, para mim, simples e rápida mas verdadeiramente cativante.

O mundo está muito próximo do seu fim... e a única solução possível de maneira a tentar evitar o caos total é encontrar o terceiro Poder Indomável e uni-lo, num compromisso matrimonial, com o Príncipe da Primeira Casa dos mutantes. Assim, não só se juntariam duas poderosas espécies sobrenaturais – bruxas e mutantes – como a probabilidade de triunfo face a camada obscura e vampírica do Mundo da Noite seria decididamente superior. E é assim que Keller se vê numa busca incansável por aquela que poderá – aliás, terá! – de salvar o planeta... e todos os seus habitantes. Acompanhada por duas fiéis e destemidas amigas, Winfrith (uma bruxa) e Nissa (um vampiro) e ao comando do Círculo de Aurora, Keller parte à aventura sem nunca sequer sonhar que, pelo caminho, irá ter de se confrontar com um obstáculo capaz de dilacerar todas as barreiras emocionais que com tanto esforço e persistência ela tem vindo a erigir dentro de si. Conseguirá Keller deixar a instabilidade pessoal de lado e concentrar-se na sua missão? Ou irá o amor ser a causa de todos os males na Terra?

Brilho de Bruxa trata-se de um romance paranormal divertido, jovem e incrivelmente fácil de ler. Adorei a “nova” abordagem da autora ao centrar-se, desta vez e quase em exclusivo, na guerra e desconfiança existentes entre as várias espécies do sobrenatural assim como na profunda necessidade em se encontrar aquela que terá o poder de pôr fim a tudo isso. Claro que muitos serão os problemas e imprevisibilidades a surgir pelo meio mas com uma equipa tão competente como a composta por estas três destemidas e impressionantes personagens e com o acréscimo de um quarto inesperado e galante elemento, tudo será possível. O importante é manter a cabeça fria e o pensamento livre de quaisquer distracções... principalmente se estas vierem na forma de um belíssimo rapaz de olhos “de um resplandecente verde-dourado.”.

Dotado de um enredo sem tempo a perder, o leitor é automaticamente impulsionado para dentro da narrativa ao deparar-se, logo nas primeiras páginas, com as personagens principais em plena acção do momento. Assim, e mesmo sem se encontrar grandes explicações, este vai tomando, de forma gradual, conhecimento dos vários acontecimentos e propósitos que movem as ditas personagens em prol dos seus objectivos. O local credível e familiar com que a trama começa é outro dos componentes essenciais para a ambientação do leitor face ao que ainda está para vir.

Os intervenientes são, de igual modo, uma característica importantíssima para a compreensão e incentivo na continuação da leitura. Uns mais traumatizados que outros e muito poucos possíveis de ser dispensados, Brilho de Bruxa é um romance que mesmo tendo de dar destaque e relevo ao desabrochar da acção per si e sendo constituído por um número reduzido de páginas, consegue proporcionar espaço e tempo mais que suficiente às personagens para se desenvolverem, fortalecerem laços entre si e ligarem-se ao leitor por forma a persuadi-lo a querer descobrir mais pormenores e segredos sobre o Mundo da Noite e sobre os sedutores seres que o compõem. Não me sendo possível eleger uma só personagem como a favorita visto ter gostado de todas no seu geral, deixo o meu elogio à autora pela capacidade criativa e interessante com que intelectualmente preenche os habitantes dos seus livros e activamente as narrativas das suas histórias.

Para quem aprecia este tipo de literatura mais juvenil, Brilho de Bruxa é a escolha perfeita. Para quem já está familiarizado com o método de escrita de L. J. Smith e com o seu fatídico Mundo da Noite, Brilho de Bruxa é a peça do puzzle que falta para um magnífico deslumbramento extra. Para quem nunca experimentou o estilo da autora e tem curiosidade, Brilho de Bruxa é uma boa opção, mesmo tendo em conta que é o sexto volume de uma série. E para quem procura um livro descontraído e “giro”, Brilho de Bruxa é, sem sombra de dúvida, uma excelente companhia. Para mim... esta é mais uma excelente aposta da Planeta Manuscrito, dentro de um género "mais" soft da fantasia urbana maioritariamente direccionado a um público jovem e jovem-adulto. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Aurora Negra, L. J. Smith



Título Original: Black Dawn
Autoria: L. J. Smith
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 262
Tradução: Jorge Colaço


Sinopse:

Maggie é o retrato de uma adolescente comum. No entanto, quando a namorada do irmão irrompe pela casa uma noite informando que ele morrera num acidente de alpinismo, ela sente que não é verdade. Não conformada, Maggie resolve investigar e depara-se com um antigo reino do Mundo da Noite, quando tenta resgatar o irmão que afinal fora raptado por uma bruxa. Na tentativa de fuga descobre uma comunidade de escravos humanos governados por vampiros numa montanha. Devido às roupas modernas que usa, os outros escravos recebem-na como um messias que os irá conduzir à liberdade. Mas também conhece Delos, o príncipe vampiro deste reino, que descobre ser a sua alma gémea.
Hunter Redfern, o pai de Delos, aparece para controlar a situação e decide que a única forma de salvar Maggie é transformá-la num vampiro mesmo contra a sua vontade.


Opinião:

L. J. Smith é uma autora com uma escrita envolvente, dinâmica, muito simples e directa que, em conjunto com um todo universo paralelo de Pessoas da Noite, consegue cativar o leitor em prosseguir na sua curiosa demanda pelo desfecho da história. Embora não estejamos perante um livro complexo, com infinita profundidade e segundos sentidos, Aurora Negra é, sem dúvida, aquele tipo de livro casualmente leve que sabe sempre bem devorar numa altura de maior descontracção e aperto de tempo.

Maggie é a típica adolescente americana cujo abandono por parte do irmão, ao ir para a Universidade, faz com que a saudade e a ligação entre ambos se intensifique ainda mais. Quando a namorada de Miles aparece, sem avisar e a meio da noite, informando a família da morte deste, Maggie é a única que resiste em acreditar nessa fatalidade e, captando um sinal aqui e ali, toma a decisão de seguir Sylvia (a namorada) de modo a tentar descobrir o que verdadeiramente se passou. Ao entrar no apartamento de Sylvia, Maggie é confrontada com uma realidade paralela e impossível que a torna prisioneira de um mundo antigo e secreto ao qual, aparentemente, não terá forma de escapar. Comedidamente presa e acompanhada por mais três raparigas, Jeanne, Aradia e P. J., Maggie rapidamente tenta descobrir onde está, com quem e para onde vai. Constantemente preocupada em relação ao seu irmão, e tomando por completo uma atitude altruísta, Maggie esforça-se por seguir o caminho correcto e incutir algum tipo de sabedoria do Mundo Exterior entre aqueles que são escravizados e aquele, em particular, que se revelará ser a sua alma gémea.
Numa aventura frenética, ansiosa e repleta de acção, L. J. Smith volta a apresentar um trabalho pensado e fortemente caracterizado. Ainda que pense que não seria de todo negativo acrescentar mais umas quantas páginas e, assim, aprofundar uns quantos pormenores, Aurora Negra é uma história que não só cativa como que também vem elucidar um pouco mais o seu leitor em relação a todas as peculiaridades e excentricidades de O Mundo da Noite.

Inicialmente, Aurora Negra não foi propriamente uma leitura que me suscitou o devido interesse em continuar mas a verdade é que, aos poucos e poucos, me foi conquistando de uma maneira que não consigo explicar. Todo O Mundo da Noite é deveras especulativo e interessante, assim como alguns dos personagens neste volume. Achei Maggie magnífica, com uma personalidade vincada e fortemente pautada pela persistência e convicção, sem se deixar alterar pelas inesperadas surpresas e adversidades encontradas pelo caminho. Delos foi também do meu agrado, transformando-se numa presa fácil de aceitação por parte do leitor. Finalmente, Aradia, que deixou-me maravilhada e totalmente rendida. Toda a sua fragilidade e depois súbita força, com um poder estrondoso e um mistério perfeitamente pendente... foi um prazer conhecê-la.
Resta-me agora continuar a seguir a série e aguardar a publicação do próximo volume. No seu geral, foi um livro que gostei de ler e que recomendo a quem gosta da escrita e criatividade da autora (e a quem não conhece também, é sempre óptimo conhecer novos estilos de escrita). 
2009 Pedacinho Literário. All Rights Reserved.