quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Tempo....


Olá a todos… Já vai tempo desde a última vez que aqui vim. Entretanto recebi novos selinhos e novos seguidores, um obrigado a todos.
Leituras… Completamente interrompidas. A Universidade tem-me tomado o tempo todo e agora com o Festival de Cinema do Estoril (uma vez que Cinema é a minha área de estudo) os horários têm andado trocados e os livros a acumular na mesa de cabeceira. Coloquei Acheron de parte, In Tenebris apenas li os primeiros dois ou três capítulos e Ghostgirl apoquenta-me a curiosidade. Espero, uma vez chegado o fim-de-semana, que tudo acalme e que novamente possa dedicar um pouco mais do meu tempo livre a este hobbie que eu tanto adoro!
Até lá, e tendo em conta a minha ausência, aproveito este post para também agradecer em especial a todos os blogues que me enviaram selinhos e para lhos retribuir (assim como a todos os seguidores do blog).

Espero encontrarmo-nos em breve com mais opiniões e comentários.

Beijinhos e Boas leituras!! 

domingo, 25 de outubro de 2009

O Beijo do Highlander, Karen Marie Moning




Título Original: Kiss of the Highlander
Autoria: Karen Marie Moning
Editora: Saída de Emergência
Nº. Páginas: 317
Tradução: Teresa Martins de Carvalho


Sinopse:

Exausta do trabalho e saturada do quotidiano, Gwen Cassidy decide marcar uma viagem à Europa. O destino escolhido são as verdes Highlands da Escócia. Mas a esperança de encontrar o homem dos seus sonhos desvanece quando percebe que a sua fantástica viagem é afinal uma excursão de idosos. Frustrada, decide deambular sozinha pelas colinas de Loch Ness. Distraída com as maravilhosas paisagens, acaba por escorregar e cair numa caverna há muito abandonada.
Nessa caverna, jaz Drustan MacKeltar, um lorde escocês adormecido por um feitiço há quinhentos anos. Apesar de completamente atordoado pelas novidades do mundo moderno, Drustan começa a desenvolver um sentimento controverso pela fascinante personalidade de Gwen. Irreverente e impulsiva, ela não é nada como as mulheres que se cruzaram na sua vida. Será ela uma mulher à altura de um lorde como Drustan?
Agora Gwen terá de ajudar Drustan a regressar ao século XVI e desmascarar aqueles que interferiram com o seu destino. E depois será ela quem terá de lidar com um novo mundo, onde ser-se mulher é algo muito diferente daquilo a que está habituada.

Um romance com um aroma de fantasia que vai arrebatar.


Opinião:

O que dizer sobre esta obra... Provavelmente por muitas pessoas na comunidade blogger já terem lido este livro, o que aqui escreverei pode não ser de todo uma novidade, contudo, não será por isso que deixarei de colocar a minha opinião.

Um bocado saturada de não conseguir avançar na leitura de Acheron, que continua em pausa, decidi pegar neste romance fantástico que já há algum tempo tinha na prateleira. Foi com boas expectativas que enredei neste primeiro volume, O Beijo do Highlander, e com muitas desilusões que de lá saí. Estava à espera de uma história mais comovente, de um amor impossível entre um membro da espécie humana moderna e um ser dotado de artes mágicas do século XVI... mas em vez disso, encontrei uma história comum, repleta de mensagens e relatos druidas que, a meu ver e no seu geral, não deixa de ser apenas mais um livro de literatura fantástica.
Drustan é fascinante, disso não haja qualquer dúvida, o tipo de homem que qualquer mulher ambiciona encontrar: é inteligente, poderoso, forte, alto e musculado, bonito e protector. Defende quem ama com garras e dentes e não tem medo de mostrar aquilo que é. Gwen aparece com o mesmo tipo de personalidade mas no lado feminino, envergando o papel de física rebelde que se viu obrigada a seguir os passos e objectivos dos pais e que nunca conheceu a verdadeira essência do amor. Os dois juntos formam uma dupla invejável, mas fora o componente amo-te / odeio-te perfeitamente visível ao longo da obra, mais nada me pareceu de facto interessante (para além, também, dos conhecimentos que acabei por adquirir acerca dos druidas).
A narrativa torna-se um pouco enfadonha e, por vezes, a própria natureza do diálogo faz florescer um sentimento algo revoltoso por referenciar sempre o mesmo tipo de nomes, confesso que o moça já me irritava profundamente. De resto, tem uma escrita simples como tenho vindo a constatar ser natural neste tipo de obras e em alguns momentos conseguiu mesmo arrancar uma forte gargalhada do meu peito. Quero ler o volume seguinte, O Highlander Negro, mas mais por não querer deixar uma história a meio e não tanto por curiosidade ou pela plena vontade de ler mais. Espero sinceramente que o segundo volume me surpreenda.

Gostaria de saber a vossa opinião. x)

sábado, 17 de outubro de 2009

O Nome do Vento, Patrick Rothfuss







Título Original: The Name of the Wind
Autoria: Patrick Rothfuss
Colecção: 1001 Mundos
Editora: Gailivro
Nº. Páginas: 966


Sinopse:

“Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de Reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com Deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam.”

Assim se inícia uma história sem igual na literatura fantástica, uma história de um herói contada pela sua própria voz. É uma história de mágoa, uma história de sobrevivência, a história de um homem em busca o sentido do seu universo e de como essa busca e a vontade indomável que a motivou, fizeram nascer uma lenda.



Opinião:
Sinceramente? Nem sei por onde começar.

Li imensas criticas antes de comprar o livro. Estava algo renitente em adquiri-lo porque apesar de ser uma obra que desde logo prometia pelo seu imenso conteúdo criativo e inovador, também se falava muito em Harry Potter e Senhor dos Anéis, e por isso mesmo parte de mim começou a ponderar a ideia de que esta obra seria apenas a compilação de dois mundos distintos numa só história. Claro está que me enganei... E rapidamente percebi o porquê da menção destes dois universos mágicos e épicos; Harry Potter pela forte semelhança académica e mágica (ainda que um tipo de magia diferente), dotada de personagens jovens e de alguma forma ainda inocentes, e Senhor dos Anéis pelo imenso componente épico de lendas e mitos medievais, com criaturas e demónios estranhos, e línguas e terras fascinantes. Tudo isto em conjunto com uma série de aspectos singulares e únicos, misturado com personagens complexas, enigmáticas e divertidas, situações irreverentes e inesperadas, relacionamentos suspeitos e guerras e lutas pessoais e sangrentas, teria de resultar numa obra fascinante e de se louvar. Um dos melhores, se não mesmo o melhor, livros de literatura fantástica (e geral também) que li até hoje.

É complicadíssimo colocar o livro de lado. Apesar de extenso, o que de certa forma é habitual encontrar dentro deste género, a escrita fluida e a narrativa simples contribuem para que a cada capítulo o leitor queira saber mais e mais! Kvothe é simplesmente o personagem principal ideal: herói, pedinte, estudante, atento aprendiz de arcanista, inteligente, um verdadeiro artista... E depois outros personagens secundários mas verdadeiramente fascinantes e intrigantes como Bast, o seu discípulo já em vida adulta, e Elodin, o Mestre Nomeador, sabedor do Nome das coisas.
Um livro que tem tudo para ser um sucesso (e isso comprova-se pelo número de vendas e invejadas criticas e opiniões que se podem encontrar espalhadas pelo mundo fora) e que deixa no leitor uma curiosidade aguçada em descobrir as restantes aventuras de Kvothe no volume seguinte. Confesso que fiquei entristecida quando voltei a última página... Estava à espera de mais. Queria mais! E, no entanto, agora tudo o que nos resta (e me resta) é aguardar pela conclusão do seguinte volume que, pelo que entendi, será a narração do segundo dia de histórias e aventuras vividas por Kvothe.

Não quero revelar muito da história, aliás, não quero revelar nada para além do que escrevi porque acredito que isso só iria fazer com que o leitor desta opinião embarcasse na história com ideias já predefinidas do que iria descobrir e, verdade seja dita, a melhor forma de entrar nesta aventura é mesmo de mente aberta e espírito sossegado e preparado para encontrar de tudo! Uma obra que recomendo vivamente, sem qualquer tipo de reservas!

Espero ler algumas das vossas opiniões quando terminarem o livro. x)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Melodia do Adeus, Nicholas Sparks

Como uma das novidades para o mês de Novembro, a Editorial Presença lança o novo romance de um dos mais comoventes e extraordinários escritores americanos da actualidade. A obra chama-se A Melodia do Adeus e promete ser já um enorme sucesso de vendas e corações. Com isso, a Editorial Presença oferece a oportunidade aos amantes do escritor a reserva antecipada desta obra com a oferta dos portes de envio nas compras feitas até dia 2 de Novembro.



Sinopse: 

Com apenas dezassete anos, Verónica Miller - ou «Ronnie», como é carinhosamente chamada - vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque, onde vivem, para Wrightsville Beach, uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são suficientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as suas tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque. Mas será na tranquilidade que envolve o correr dos dias em Wrightsville Beach que Ronnie irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will, e vai afrouxando, uma a uma, todas as suas defesas, deixando-se tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores. Nicholas Sparks é, como sabemos, um mestre da moderna trama amorosa, e, em A Melodia do Adeus, usa de extrema sensibilidade para abordar a força e a vulnerabilidade que envolvem o primeiro encontro com o amor e o seu imenso poder para ferir… e curar.


Deixo aqui o link para a página onde poderão fazer a pré-venda do livro assim como ler um excerto do mesmo: Editorial Presença - A Melodia do Adeus

Mais miminhos!!

A sério que nem sei o que dizer (ou melhor, escrever). Tenho andado ausente devido a trabalhos universitários e muito pouco tempo livre... E por isso mesmo, chegar aqui e ver que mais pessoas tiveram a gentileza de me oferecer miminhos... Deixa-me sem reacção. x)

Um muito obrigado a todos os que seguem este meu Pedacinho. Espero mesmo continuar a ver-vos por cá.

Agora, os selinhos:



Este selinho foi-me dado pela Tinkerbell do blog My Imaginarium ; um muito obrigado por achares que vale a pena ficar de olho no meu blog. Sem dúvida que vale a pena ficar de olho no teu. x)




Um obrigado à Jojo do blog Os Devaneios da Jojo , é excelente saber que o meu blog exerce esse efeito nos leitores. x)





Finalmente, um ENORME obrigado à Catarina do blog Ao Ler o Livro pelos três selinhos que me ofereceu. Retribuo-te da mesma maneira. x)







Assim, é com o maior amor que atribuo estes selinhos a todos os seguidores do blog.

domingo, 4 de outubro de 2009

Selinhos!!

Vou aproveitar e juntar estes dois selinhos que me foram dados. Assim, as respostas e entregas são para os dois. x)

1. - Agradecer ao blog que o ofereceu: Um MUITO obrigado aos blogues Mil Livros, Um Sonho , Refúgio dos Livros  , Páginas Desfolhadas , BookManíacas pelo selinho Doce e ao blog Os Devaneios da Jojo pelo Selinho Nota 10! É óptimo receber tão bom feedback por parte de outros companheiros de leitura, ainda para mais sendo este meu Pedacinho tão recente. Um muito obrigado mesmo!! x)


2. - Indicar 8/9 blogues para receber o/s selinho/s: Para começar vou retribuir os selinhos a quem mos enviou e adicionar mais uns quantos blogues que sigo x)




3. - Enumerar 8/9 características minhas: Hmmm... Esta é complicada, deixa-me cá ver... Sincera, Amiga, Boa ouvinte, Apaixonada, Preguiçosa, Aventureira, Meiga, Devoradora de Livros e Perfeccionista.


4. - O meu doce preferido: não sou grande apreciadora de doces... mas não resisto a um saquinho de gomas ácidas!!!

domingo, 27 de setembro de 2009

Nocturnus - Memórias de um Vampiro, Rafael Loureiro








Título Original: Nocturnus – Memórias de um Vampiro, Tomo I
Autoria: Rafael Loureiro
Colecção: Via Láctea, nº. 77
Editora: Editorial Presença
Nº. Páginas: 198


Sinopse:

Memórias de um Vampiro é o primeiro volume de uma trilogia onde romance e aventura se combinam para nos abrirem as portas a um universo repleto de emoções intensas, valores supremos e conflitos arrebatados.
Movendo-se nas sombras, existe uma realidade para além daquela que conhecemos, uma sociedade paralela que descende de linhagens que se perdem nos primórdios dos tempos. Daimon DelMoona é um dos membros dessa sociedade. Nascido no século XVII, viu o seu mundo desmoronar-se quando a mulher que ia desposar morre. Do seu sofrimento é resgatado por uma vampira, que lhe concede o Novo Nascimento. E assim começa para Daimon uma odisseia que atravessa séculos para culminar numa batalha contra o tirano Alexander, um vampiro sedento de poder, responsável pela morte de muitos vampiros inocentes. Para travá-la, novas alianças terão de ser forjadas, e um amor com ressonâncias do passado terá de ultrapassar duros obstáculos. Mas conseguirá Daimon vencer esta cruzada e concretizar o seu amor sem fim?


Opinião:

Numa palavra: magnífico!

Gostei imenso desta obra. Rafael Loureiro conseguiu transportar-me para um mundo completamente diferente e antigo cheio de velhos costumes e diplomacias. Com uma linguagem cuidada e formal, Nocturnus promete ser um grande êxito dentro da literatura portuguesa fantástica, pegando num tema que actualmente se encontra “na moda” e construíndo uma história distinta e singular, definitivamente surpreendente.

Confesso que estava algo renitente em relação a este livro. Adoro a temática dos vampiros e por estar tão habituada a encontrar obras de “segunda categoria” dentro deste género, tive receio de que Nocturnus fosse somente mais uma de tantas tentativas de rejuvenescer algo que já faz parte da literatura mundial há bastantes anos. Ainda bem que decidi dar uma oportunidade à obra que, com todo o entusiasmo, afirmo: não desilude nem um bocadinho!
Um livro que tem tudo para ser um sucesso: acção, conflito, amor, sangue, morte... Tudo. Uma história que deixa de ser uma história logo ao fim das primeiras páginas, para se transformar numa memória nossa que nem participantes da narrativa. Fez-me, de certa forma, lembrar O Perfume de Patrick Suskind , em que em cada descrição nos é tão perceptível o odor e o cheiro que o personagem principal tão naturalmente identifica... Aqui, em vez do olfato, é como se vivêssemos na nossa pele cada situação, cada sentimento e cada contrariedade que o personagem principal, Daimon, relembra e nos conta.

Uma trilogia que espero muito sinceramente seguir. Uma valente e forte aposta da Presença, a quem eu tão bem agradeço por me ter suscitado interesse em ler o livro. Tiro completamente o chapéu ao autor deste livro.
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