quarta-feira, 16 de maio de 2012

Novidade ASA - "Grita", Laurie Halse Anderson

Ela tem um segredo que mais ninguém sabe.

Título: Grita
Autoria: Laurie Halse Anderson
N.º Páginas: 176

Lançamento: Disponível
PVP.: 14,90€

Sinopse: «Desperdicei as últimas semanas de agosto a ver desenhos animados da treta. Não fui ao centro comercial, ao lago, à piscina, nem atendi chamadas. Entrei na escola secundária com o cabelo errado, a roupa errada, o feitio errado. E não tenho ninguém sentado a meu lado.»

Melinda Sordino é a pessoa mais odiada do Liceu de Merryweather. No final do verão chamou a polícia, acabando com uma festa e colocando em sarilhos alguns dos finalistas mais populares da escola. Mas Melinda tem um segredo que guarda bem fundo, dentro de si, e que não pode contar a ninguém. Mas Melinda está a ser corroída pelo que aconteceu, e o mundo de reclusão que construiu para si ameaça ruir a qualquer momento.

Sobre a autora:
Laurie Halse Anderson é uma autora de bestsellers, presença frequente no Top do The New York Times, que escreve livros para pessoas de todas as idades. Conhecida por abordar temáticas difíceis com frontalidade, sensibilidade e humor, já recebeu e foi nomeada para muitos prémios. Grita foi finalista do National Book Award. Em 2009, Laurie foi agraciada com uma distinção da YALSA - The Young Adult Library Services Association, por mérito na edição de livros para jovens e adultos.

Imprensa:
‹‹O realismo duro e pungente do livro e a dura metamorfose que Melinda sofre vão sensibilizar e inspirar os leitores.››
Publishers Weekly

domingo, 13 de maio de 2012

Novidade Porto Editora - "Divergente", Veronica Roth

Sucesso à escala mundial, aventura cuja acção se desenrola em cenário futurista, verosímil e sem figuras sobrenaturais, Divergente, de Veronica Roth, é a nova aposta da Porto Editora na ficção juvenil. Estará à venda a partir de dia 10 de Maio e em destaque no último fim de semana da Feira do Livro de Lisboa.
A obra consta em várias listas de melhores do ano - Amazon, Goodreads, Publishers Weekly, Barnes & Nobles, entre outras - e chegou mesmo a número um do top do The New York Times. A Publishers Weekly considerou-a ‹‹Uma viagem memorável e imprevisível que é impossivel ignorar››. Também Becca Fitzpatrick, autora da saga hush, hush (igualmente publicada em Portugal pela Porto Editora), não poupou elogios ao livro: ‹‹Maravilhoso, perigosos e energético, com uma intensa história de amor a que não consegui resistir!››.
Merece destaque, ainda, o facto de os direitos para cinema terem sido vendidos antes mesmo de o livro ser publicado. 

Título: Divergente
Autoria: Veronica Roth
N.º Páginas: 352

Lançamento: Já disponível
PVP.: 15,50€

Sinopse: Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem. 
Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se apaixona por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo e que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre em conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama ou acabar por destruí-la.

Sobre a autora:
Veronica Roth formou-se em Northwestern University, no curso de Escrita Criativa. Nos seus tempos de estudante, preferiu muitas vezes dedicar-se a escrever a história que viria a tornar-se a sua primeira obra, Divergente, deixando de lado os trabalhos de casa - uma escolha que acabou por transformar totalmente a sua vida. Dedicando-se à escrita a tempo inteiro, a autora vive em Chicago.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Jesus Ama-me, David Safier [Opinião]



Título Original: Jesus Liebt Mich
Autoria: David Safier
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 286
Tradução: Artur Costa e Emília Ferreira


Sinopse:

Marie, uma trintona que vive numa pequena aldeia alemã, tem um especial talento para se apaixonar pelos homens errados. Pouco depois de deixar o noivo plantado no altar, conhece Joshua, um carpinteiro estranho, fora do comum. Joshua é um homem diferente de todos os que conheceu antes: sensível, atencioso, desinteressado. Mas, infelizmente, também não é o homem perfeito: no primeiro encontro confessa que é Jesus.
A princípio, Marie pensa que ele está completamente louco, mas aos poucos vai-se dando conta de que a sua história bate certo. Apaixonou-se pelo Messias, que veio à Terra antes do Juízo Final. Marie deverá enfrentar não apenas o fim do mundo, previsto para a terça-feira seguinte, mas também o romance mais destrambelhado de todos os que já viveu.


Opinião:

Existem sentimentos difíceis de confessar.
Momentos tão únicos e especiais que se tornam complicados de partilhar, e emoções tão puras e genuínas que, oh, malditas emoções!, se mostram impossíveis de serem expressas em palavras. Mas no meio da névoa do improvável e da inocência, encontram-se verdadeiras pérolas de sabedoria, de amor e de compaixão. E são esses instantes insubstituíveis no tempo que permitem, a uma vida construída à base de desencontros e paixões furtadas, alcançar o tipo de clareza e felicidade que, muitas vezes, parece escapar por entre os dedos.

Jesus Ama-me revelou-se uma leitura extremamente interessante, sôfrega e divertida. Implementando a vontade do Todo o Poderoso, o autor soube como passar as várias mensagens e ensinamentos subliminares que se encontram espalhadas um pouco por toda a trama sem, contudo, deixar de apelar à curiosidade do leitor.
Pontuando, numa constante, a narrativa com um tom calmo, solto e bem humorado, David Safier, superando-se perante um Maldito Karma hilariante, volta a fazer as delicias dos mais aventurados ao alcançar um feito, para mim, surpreendente tendo em conta o estilo que acompanha a leitura: a dádiva de conjugar, de forma impecável, boa disposição com religião católica e os primórdios do mundo cristão, acentuando ainda assim todas aquelas questões que, por vezes, nos assomem à mente com um toque muito especial de ironia e súbita destreza.

Ocasionalmente, nem mesmo a alegria de um suposto amor é o suficiente para que se queira estar junto, com «aquela pessoa», para todo o sempre. Aliás, muitas vezes o que acontece é esse sentimento que julgamos nutrir por determinado individuo ser, efectivamente, transformado numa mentira bem omitida e, por conseguinte, num profundo desejo de fuga. Mas, em todos os problemas surge uma oportunidade de escape, não é garantido é que seja a mais acertada... e isso é algo que Marie irá sentir – e descobrir – na própria pele.
Solteira recente, esta é uma personagem dotada de uma ternura e encanto extremos e que, talvez por se ver perseguida por todo o tipo de sarilhos e azares, acaba por se tornar uma lufada de ar fresco dada a sua descontracção e hilaridade num romance que tem todos os elementos para se denominar de um estrondoso sucesso.

Quando os céus brandam os seus desígnios, enquanto filho de Deus, Joshua tem de seguir as passadas que lhe foram tecidas. Combater o mal, purificar a humanidade e oferecer novos caminhos àqueles que o merecem, é o seu futuro. No entanto, e ainda mais irreal do que se auto-proclamar Jesus, é existir uma brecha que, de tão ligeira, acaba por ser profunda: uma mulher capaz de trespassar com estacas afiadas cada objectivo traçado, reconquistando – para si – a atenção de um homem que aprendeu a amar, e impedindo-o de concluir a sua demanda final.
Mas com tanta tentação no ar, conseguirão os impuros escapar à batalha apocalíptica que promete rasgar o céu? Ou será Jesus destemido e crédulo ao ponto de afastar a única humana, para além de Maria Madalena, que ousou roubar o seu coração?

Como protagonistas, Joshua e Marie formam o casal perfeito na medida em que, ao serem tão dispares um do outro, acabam por se completar mutuamente. Ela personificando o pecado e o desejo, e ele idealizando a sabedoria e o perdão, juntos formam uma dupla imbatível que, sem mesmo se darem conta disso, caminham a passadas largas em direcção ao fim do mundo.
Quanto às personagens secundárias, muitas são as que suscitam risada e tantas outras as que invadem a ambiência calma e desproporcional que caracteriza este romance. Tanto Clooney como Thompson são intervenientes que, embora sem grande destaque, implementam as bases cruciais que levarão ao desenrolar de todos os acontecimentos. Enquanto que Kata e Gabriel, por exemplo, imperam a lealdade e o companheirismo sem os quais a salvação será impossível.

A par disso, estão presentes variadíssimos valores morais e sociais que, por vezes, passam despercebidos ao mais comum dos seres ou, ainda, simplesmente são tomados como certos. A importância do apoio familiar, da aceitação imparcial, do perdão para com o outro e do amor incondicional são, somente, alguns dos factores estritamente humanos que se podem ver camuflados nas entrelinhas... ou retratados nos mais incrivelmente enternecedores desenhos.
Penso que, em última análise, o que de melhor se pode retirar desta leitura é a indicação de que, sempre que possível, devemos ser altruístas e ser capazes de entregar – a outro ou ao mundo – algo ou alguém que amamos do coração mas que, sem o qual, mais ninguém conseguirá ser feliz. O que se traduz, sem dúvida, numa bonita lição de vida transmitida na mais pura e descontraída das formas.

Um romance leve e que se lê rapidamente, Jesus Ama-me trata-se da contínua aposta, por parte da Planeta Manuscrito, num autor magnificamente divertido, subtil e excelente companheiro para os finais de tarde que se avizinham quentes e confortáveis. Uma leitura fluida e provocadora, que não deixará nenhum leitor indiferente. Decididamente, um autêntico íman ao riso!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Novidade Planeta - "O Quarto do Rei", Juliette Benzoni

Mortes suspeitas, missas negras e um amor que não ousa dizer o seu nome.

Título: O Quarto do Rei
Autoria: Juliette Benzoni
N.º Páginas: 288

Lançamento: Já disponível
PVP.: 18,85€

Sinopse: Ao mesmo tempo que a rainha Maria Teresa morre, Charlotte de Fontenac desaparece. Vista pela última vez a entrar atrás do soberano no seu gabinete, a jovem parecia perturbada. Depois, ninguém sabe dela. Um desaparecimento sem importância no meio das cerimónias fúnebres.
No entanto, algumas pessoas interrogam-se e, entre elas, madame de Montespan, cujo favor real vacila, mas que gosta muito de Charlotte. A dama decide alertar o tenente-general da Polícia, Nicolas de La Reynie. O que acabam por descobrir é apavorante e, quando a jovem reaparece de súbito, todos constatam que já não é a mesma.
Que se passou durante aqueles meses de ausência, que tanto afligiram os que lhe eram próximos, entre eles a sua prima Léonie e sobretudo Alban Delalande, o jovem que a ama com um amor sem esperança?
Depois de Mataram a Rainha!, eis o segundo volume das aventuras de Charlotte de Fontenac: intrigas, peripécias, incertezas em volta do caso dos venenos. Juliette Benzoni conseguiu misturar todos estes ingredientes com a sua maestria habitual.

Sobre a autora:
Juliette Benzoni tem os seus romances traduzidos em cerca de vinte línguas. O seu êxito deve-se a uma escrita ao mesmo tempo envolvente e rigorosa, e ao facto de conseguir guiar o leitor através das tramas e aventuras mais ousadas. Herdeira da tradução do romance histórico do século XIX, Juliette Benzoni é considerada uma figura de primeiro plano neste género literário. O imenso êxito que alcança com as suas séries demonstra o seu grande talento.

Da mesma série:

Contraponto - Lançamento "Eu Sou Deus", de Georgio Faletti


Quem está a programar ir?

domingo, 6 de maio de 2012

O Sorriso das Mulheres, Nicolas Barreau [Opinião]



Título Original: Das Lächeln der Frauen
Autoria: Nicolas Barreau
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 282
Tradução: Augusto Melo


Sinopse:

Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain.
Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontrou consolo nos momentos difíceis da vida.
Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais.
Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor – um misterioso e esquivo inglês – morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance.
Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado...


Opinião:

«No ano passado, em novembro, houve um livro que me salvou a vida.»
Há quem não perceba o vício e a mudança que uma simples leitura pode originar em todos aqueles que não resistem a deliciar-se com um enredo bonito. Entre nós, mulheres de sorrisos cúmplices, existe uma ligação especial, um entendimento perfeito que, ao ler a belíssima frase com que esta obra inicia o seu curso, se manifesta em muito para além da compreensão chegando, inclusive, até bem fundo no coração. É que a vida pode não ser um romance, um conto de fadas com um final feliz mas, ás vezes, de página em página, um mero sorriso pode ser o remédio de excelência para alegrar, ou fazer esquecer, o dissabor de um dia menos bom. E é por isso, e por muito mais, que acredito que, ocasionalmente, um livro pode ser a salvação há muito querida.

O Sorriso das Mulheres não é, para mim, um livro comum. E ainda que se desenrole através de uma trama simples, descontraída e extremamente fluida, este é um romance que se amplifica pelo aconchego e afecto que transmite, permitindo ao leitor esboçar o mais honesto e encantador dos sorrisos, seja qual for o seu estado de espírito no momento.
Dotado de uma escrita terna e que transborda conforto, Nicolas Barreau estreia-se em terras lusas com uma história moderna e profundamente romântica, onde o amor, esteja ele onde ou com quem estiver, interpreta aqui o papel de destaque, expondo-se, em todas as suas formas, com gestos de impulsiva paixão ou sensações de intensa mágoa.

Um coração destroçado pode ser o recurso que leva uma mulher à loucura, pois quando o amor se julga verdadeiro, a surpresa do abandono constitui um assalto aos sentidos e à mente impossível de ultrapassar. No dia em que Aurélie perdeu o seu pai, a consistência que tinha vindo a construir durante toda a sua vida viu-se, subitamente, estilhaçada em mil e um pedacinhos de dor e amargura, mas no instante em que Claude a entregou à solidão desconhecida, Aurélie nunca pensou que essa inesperada renuncia fosse doer ainda mais. Aos poucos e poucos, há que ir reconstruindo o muro que se viu fragmentado pelo desgosto, porém, esta não é uma personagem que esteja desamparada, e com a ajuda de uma amiga muito especial e de um livro que promete um futuro totalmente novo e expectante, talvez ainda se possa encontrar esperança ao fundo do túnel.
A mentira é uma fórmula poderosa, pois não só engana e esconde como pode causa sofrimento. E quando o feitiço se vira contra o feiticeiro, no preciso momento em que a mulher do sorriso primoroso volta a entrar, de rompante, no seu destino, André terá de tomar uma das mais complicadas decisões da sua vida. Contar a verdade ou... prolongar a ilusão? Talvez lhe fosse possível desmistificar o mistério que envolve o autor de um romance cheio de promessas, mas se nem no seu emprego lhe é permitido sequer fazer uso da sua total capacidade de escritor, como conseguirá, alguma vez, conquistar a mulher dos seus sonhos com a mais pura sinceridade?

Como casal protagonista, estas duas personagens são de um encanto e elegância extraordinários, partilhando com o leitor, e sem qualquer pudor, todas as suas dúvidas e dilemas, vontades e sentimentos. Mas também o leque de intervenientes secundários é um autêntico doce, incluindo personalidades como a sensível e empenhada Mademoiselle Mirabeu, a directa e constantemente presente Bernadette e, até mesmo, o charming e lovely gentleman Sam Goldberg. Agraciando o enredo com tiradas cómicas ou momentos ligeiramente mais sérios e comoventes, este conjunto de personagens é exímio na forma em como comunica, através da palavra escrita, com o leitor, possibilitando a que seja entretecida uma ligação extremamente forte e emocional entre quem lê e quem é lido.

O cenário é do mais belo e romântico que possa surgir, por entre as sinuosas e cosmopolitas vielas da eterna Cidade da Luz. Paris é sempre um pano de fundo de suprema beleza, que não só confere à trama um certo travo de magia e possibilidades infinitas, como ajuda à representação de uma história de amor entre duas pessoas que ainda não sabem o que sentem uma pela outra, ou como devem lá chegar.
A par com todo o ambiente de derradeiro primor, encontra-se um estilo de escrita peculiar e incomparavelmente atractivo. O modo como a própria narrativa se inicia, com uma descrição, na primeira pessoa, de um assalto emocional tremendo e da forma como este se viu gradualmente ultrapassado é delicioso na medida em que, num jeito de confidência entre amigas, o leitor se vai pondo a par do que aconteceu e de como uma vida corriqueira e feita de hábitos se viu irrefutavelmente modificada.

Pessoalmente, esta foi uma viagem que experienciei de um só sopro. Adorei cada momento, cada descrição gastronómica, sentimental e paisagística, cada alusão ao mundo editorial – que tanta curiosidade e interesse me suscita! –, e cada acção, gesto e atitude tomadas em prol do amor e da felicidade. A esperança é uma sensação que nunca deve ser perdida, muito menos quando a desistência, o desespero ou a desilusão se apresentam como o caminho mais fácil e curto. É que por vezes os riscos têm os seus frutos... e se não formos nós a colhê-los, quem será?
Uma romanticíssima e maravilhosa aposta da Quinta Essência, uma editora feminina cheia de charme e airosidade, que sabe, na perfeição, como fazer surgir um sorriso até nos mais tristes dos lábios. «[...] uma vez que a primeira frase, aquela com que um livro começa, é como o primeiro olhar trocado entre duas pessoas que ainda não se conhecem.» Gostei muito. 
2009 Pedacinho Literário. All Rights Reserved.