domingo, 13 de novembro de 2011

1.º Passatempo Autor do Mês de Novembro - Kate Pearce

Antes de dar início ao primeiro de dois passatempos da rubrica mensal «autor do mês», quero pedir desculpa pelo atraso referente à data anunciada da publicação do mesmo pois, por motivos de ordem pessoal, foi-me impossível colocá-lo no ar na altura devida. Apresento assim, as minhas desculpas.

Em colaboração com a Quinta Essência, o Pedacinho Literário tem o prazer de oferecer um exemplar do romance de estreia da autora Kate Pearce, em Portugal, Escravos do Amor.

Para se habilitar a ganhar este sensual prémio, basta que responde à seguinte questão: Para si, o que é estar-se escravo de um amor? 
Pode enviar-nos a sua resposta em forma de texto ou poema e o autor da resposta mais apelativa, criativa e elucidativa, receberá em casa um exemplar deste esplendoroso livro.

Envie-nos a sua participação para: pedacinho.literario@gmail.com, juntamente com o seu nome e morada.

O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 30 de Novembro (quarta-feira). Só é aceite uma participação por nome/e-mail e de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

Boa sorte a todos!

sábado, 12 de novembro de 2011

Novidade Saída de Emergência - "Os Pilares do Mundo", Anne Bishop

As árvores avisam-nos que estão em perigo...

Título: Os Pilares do Mundo
Autoria: Anne Bishop
N.º Páginas: 384

Lançamento: Já disponível
PVP.: 19,95€

Sinopse: Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar... e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos, assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis. No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura. Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem a pouco e pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados. Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga. A única informação que têm para os nortear é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo...

Sobre a autora:
Muito cedo começou a escrever, mas sentindo que lhe faltava as faculdades necessárias para escrever histórias longas, deixou de o fazer por um longo período. 
Então cresceu e foi ganhar a vida o que lhe fez bem e foi necessário, até que vários anos depois uma pequena história surgiu-lhe. 
Era uma pequena história que parecia um pouco desestruturada, mas a autora foi moldando o melhor que pôde até que tivesse qualidade suficiente para ver a luz do dia, e mostrou-a a todos os seus amigos.
 Pouco tempo depois, uma outra história surgiu e muitas outras pequenas histórias foram-se acumulando. 
Durante os anos em que foi moldando essas pequenas histórias começou a ler livros e revistas sobre escrita (e, mais tarde sobre a organização e a gestão do tempo). Á medida que trabalhava e lia foi-se tornando mais hábil e pôde moldar histórias maiores.
 Até que chegou um dia em que algo emergiu do conjunto de todas essas histórias e quando apercebeu-se tinha com ela um romance. 
Então a dada altura acabou por partilhar o seu espaço habitacional, entre outras coisas, com uma quantidade incomensurável de documentos e um grande número de personagens.
 Anne Bishop vive no norte do estado Nova Iorque onde gosta de passar o tempo a jardinar, ouvir música, e a escrever negros romances. É autora de onze romances, incluindo a premiada Trilogia das Jóias Negras.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

«Sem Tempo» [Movie Bites]


Esta noite tive o privilégio de assistir a Sem Tempo (In Time, no original) algumas horas antes de este ser lançado nos cinemas. Curiosamente, foi um filme que me atraiu de imediato pelo poster com que se faz apresentar (e os nomes sonantes que o acompanham), muito antes de sequer dar uma espreitadela rápida ao trailer. Aliás, posso dizer que embarquei nesta viagem intemporal sabendo relativamente pouco sobre a história mas, em compensação, imensamente interessada em descobri-la ao longo da hora e cinquenta que a perfaz.
Para grande surpresa, Sem Tempo foi um filme de que gostei bastante, não só pela temática que aborda como pelos actores que lhe dão imagem e solidez. Sejamos honestos, quem nunca sonhou em ser imortal? Esqueçam todas as criaturas sobrenaturais que actualmente abundam na literatura mundial (e que se estão a alastrar para o cinema) e centrem-se no conceito de imortalidade em si, em ter todo o tempo do mundo... Décadas, séculos e até milénios de existência! O preço? Uns sacrifícios aqui e ali... mas a Morte? Impossível de acontecer pelas mãos da Natureza, só pelas do Homem. Ora, não seria verdadeiramente apelativo?

O tempo é, muitas vezes, por nós, meros mortais, subvalorizado. Julgamos ser eternamente jovens, eternamente inteligentes, eternamente conscientes das nossas vivências e experiências mas a verdade é que estamos bem longe disso. Aqui, em Sem Tempo, Andrew Niccol levou a essência da imortalidade e do próprio tempo a um outro nível. Com um argumento estupidamente brilhante – e atenção que, para mim, o guião é um dos componentes mais importantes num filme pois, sem uma boa história, por mais interessantes que sejam os actores, criativo que seja o realizador ou excêntrico que seja o editor ou o director de fotografia, nunca será um filme realmente bom –, Niccol cativa o espectador através de diálogos perspicazes que assentam nas suas personagens com perfeição e que servem de mote construtivo a um tema actual, cobiçado e, principalmente, convidativo.
As performances, a nível pessoal, estão todas muito boas. Olivia Wilde (Rachel Salas) continua a seduzir com o seu olhar expressivo e jovialidade. Neste papel, embora algo curto, mostra um lado muito menos negro – e que lhe fica extremamente bem – e sério do que o habitualmente encontrado em Dr. House ou, mais recentemente, em Tron – O Legado. Justin Timberlake (Will Salas) volta a provar que o seu talento não se cinge unicamente à música, encarnando aqui uma personagem agressiva, corajosa e muito pouco prudente. Uma escolha apropriada para o papel pretendido, um actor expressivo e cativante o suficiente para deixar o público agarrado ao ecrã e a sofrer de inquietação. O que me leva a uma das meninas prodígio dos Estados Unidos – Amanda Seyfried (Sylvia Weis) –, uma jovem actriz que me tem vindo seriamente a conquistar, sempre com representações credíveis, diversificadas e de grande engenho. Deixo ainda destaque para o genial Cillian Murphy (Raymond Leon), um artista na verdadeira essência do termo, num papel de autêntico homem de ferro. 

Andrew Niccol, enquanto realizador, prova ainda que não atingiu o seu auge com Gattaca ou O Senhor da Guerra. Dotado de uma criatividade e imaginação impressionantes, certamente irá continuar a surpreender no futuro... talvez até mesmo com a adaptação de The Host, romance da autoria de Stephenie Meyer. Em suma, Sem Tempo é um filme que recomendo pela forte perspectiva reflexiva que transmite e pela infinidade científica que demonstra ao mesmo tempo que entretém um espectador menos propenso a temas pesados. Recheado de acção, reviravoltas e momentos de grande intensidade emocional assim como pontuado com algumas situações mais divertidas de forma a aliviar a tensão que se sente ao longo de toda a sessão, este é um filme que espero que leve muitas pessoas ao cinema... pois, não tenho dúvida, de que irão adorar. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Autora do mês de Novembro!

E a autora do mês de Novembro, eleita pelo Pedacinho Literário, é:

Kate Pearce nasceu numa grande família em que todas eram raparigas, em Inglaterra, onde passou grande parte da sua infância feliz num mundo de sonhos. Sempre lhe disseram que tinha de «fazer o correcto», e por isso, ingressou no curso de História e formou-se com distinção pela University College of Wales. Após a universidade, entrou na vida real e trabalhou em finanças, carreira que, claramente, não era a melhor opção para uma futura escritora.

Finalmente, mudou-se para os Estados Unidos, o que lhe permitiu realizar o seu sonho de escrever um romance. Para além de uma leitora voraz, Kate gosta de fazer caminhadas com a família pelos parques regionais da Califórnia.

Embora já tenha um reportório literário bastante alargado e interessante, é com Escravos do Amor (Simply Sexual) que a autora se estreia em terras lusas – sendo este o primeiro volume da sensual série «A Casa do Prazer». –, e claro, nas românticas mãos da nossa já adorada Quinta Essência. Aguardem com ansiedade, pois a paixão não se comemora somente no 14 de Fevereiro. Novembro será, decididamente, quente, muito quente.

A capa nacional:


Ao longo do mês de Novembro, será publicada a opinião do Pedacinho referente a esta obra assim como dois deliciosos passatempos. Se também se proporcionar, será lançada uma surpresa a todos os leitores admiradores da autora (ou futuros apreciadores, claro) e da espectacular Quinta Essência.

Curiosos?
Ansiosos?
O primeiro passatempo está agendado para dia 10...
Estejam atentos!

P.S. – Não se esqueçam que podem encontrar, a qualquer hora, todas as informações sobre a autora do mês de Novembro (assim como dos meses anteriores), Kate Pearce, na página do  «autor do mês», na barra laranja em cima, e/ou clicando na imagem da escritora.

Passatempo "Uma Melodia Inesperada", Jodi Picoult

Em colaboração com a Civilização Editora, o Pedacinho Literário tem o prazer de oferecer um exemplar do aguardado livro Uma Melodia Inesperada, da fabulosa autora Jodi Picoult. 

Para participar basta responder correctamente às questões que se encontram no formulário em baixo e preencher todos os campos obrigatórios. 
Por favor, tenha em atenção as regras do passatempo!

As respostas podem ser encontradas aqui e/ou com a ajuda de qualquer motor de busca.


Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 14 de Novembro (segunda-feira).
2) Só é válida uma participação por pessoa e/ou e-mail.
3) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado no blogue.
5) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
6) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio, de exemplares enviados.


Boa sorte a todos!

Convite - "Nunca se Perde uma Paixão"

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Deusa do Mar, P. C. Cast



Título Original: Goddess Of The Sea
Autoria: P. C. Cast
Editora: 1001 Mundos
Nº. Páginas: 383
Tradução: Susana Serrão


Sinopse:

Christine Canady, CC, é sargento da Força Aérea e no dia do seu 25.º aniversário, já depois de uns quantos copos de champanhe a mais, faz uma dança em cima do balcão do bar pedindo à deusa da terra um pouco mais de magia na sua vida.
No dia seguinte, o seu voo com destino ao médio oriente, num C-130, termina num desastre com o avião a despenhar-se no Oceano. Quando pensava que o seu destino estava traçado e a sua morte era certa, ela apercebe-se de que está a respirar debaixo de água e se encontra perante a mais bela sereia que poderia imaginar.
Concedendo à sereia o desejo de ser humana, elas trocam de consciência e em breve CC vê-se imersa nas intrigas da corte das sereias, e com dificuldade em resistir aos encantos do pretendente real. Mas, o desejo de voltar a terra vai fazer com que CC se cruze com o cavaleiro dos seus sonhos, vendo-se envolvida num arrebatador triângulo amoroso.


Opinião:

Com uma capa magnífica e uma temática atraente, principalmente pelo facto de não existirem muitas obras traduzidas do fantástico que abordem as criaturas do mar, como é o caso das sereias, Deusa do Mar foi um livro que quis ler imediatamente após ter conhecimento do seu lançamento, ainda que a autora não fosse das que melhores impressões me deixou em leituras passadas.
Curiosa com o enredo mas receosa com o estilo de escrita de Cast, atirei-me a esta narrativa de pés e cabeça esperançada que muitas fossem as surpresas a encontrar visto estarmos perante uma espécie do sobrenatural involuntariamente sedutora. Contudo, e infelizmente, alguns dos pontos que mencionarei como negativos foram fortes o suficiente para permitir que a leitura, para mim, não fosse tão fluida nem apelativa quanto esperada e, como tal, azedasse um pouco do gosto doce com que a iniciei.

CC é uma mulher independente que, à beira do seu 25.º aniversário, se vê abandonada e sem companhia com quem partilhar a alegria que é festejar os anos. Para piorar, CC apercebe-se que até mesmo os seus pais se esqueceram de tão importante data. Assim, e sem se dar bem conta do como, CC está em plena varanda, debaixo de um intenso luar, a executar rituais a favor da Grande Deusa e em busca de um pouco de magia na sua vida. Mal ela podia imaginar que essa magia realmente viria em seu auxílio... na figura de uma lindíssima sereia.

Gostei imenso da forma como a autora deu a volta à trama de maneira a possibilitar a ascensão de CC ao místico mundo dos mares. Além de credível, apresenta várias situações divertidas que servem de base amortecedora à avassaladora paixão e violência mental que aí virá. Assim sendo, e embora inicialmente Cast engonhe um bocado, foi um começo bastante prometedor e que deixou, por diversas vezes, o interesse e a vontade em querer saber mais, no ar. No entanto, e ainda que essa curiosidade seja prolongada por grande parte da narrativa, a motivação que primeiramente me levou a querer ler este romance, ou seja, toda a questão envolvente do universo sobrenatural das criaturas marinhas, foi gradualmente diminuindo uma vez que a autora se deixou levar em demasia pelo lado e mundo humanos, permitindo que a sua personagem principal, CC, vagueasse mais à descoberta de uma época medieval terrena em detrimento da profunda e (quase) exclusiva procura dos segredos escondidos na corte do mar.

A ausência física de Sarpedon é, para mim, outro dos aspectos menos agradáveis desta obra. É que mesmo mantendo uma ambiência mortífera e de extremo perigo em redor de CC e relativamente ao sereio, o facto de este somente aparecer de vez em quando faz com que a sua real ameaça perca parte da sua força. Penso que, de certa forma, a autora poderia ter explorado um pouco mais a personagem, transformando-a não só numa presença mais activa como duplamente perigosa. Em contrapartida, temos outros intervenientes decididamente sugestivos como é o caso da deusa Gaia, do sereio Dylan e das quatro velhotas que habitam no mosteiro. 
Gaia é chamativa pelo simples pormenor de ser incrivelmente maternal e protectora mas que, ao mesmo tempo, consegue ser de igual modo vivaz e jovial. O seu amor para com a filha é tremendo e a sua relação para com ela e para com os outros, algo a ter em conta. No caso de Dylan, a menção especial recai no seu cavalheirismo, carinho e protótipo sobrenatural do eterno homem romântico. Em relação a Isabel, Bronwyn, Gwenyth e Lynelle, adorei as suas personalidades divertidas e caridosas enquanto, ainda assim, me faziam lembrar a minha própria avó, principalmente na protecção que acabam por exercer.
Não posso ainda deixar de referenciar Sir Andras e o horripilante abade William. Estas duas personagens servem perfeitamente na representação influenciável do ser humano. Enquanto homens de grande fé, tudo o que lhes é incompreensível ou que lhes parece fora do comum transforma-se em feitiçaria e quando não é digno das suas presenças... só pode significar problemas.

O final, embora algo esperado, conseguiu, ainda assim, surpreender muito pela positiva. Adorei o twist que a autora criou nas últimas páginas e o modo como a história de CC se encerrou. Deixou, bem claro, que é importante aproveitar todas as oportunidades que nos surgem no caminho da vida... mesmo quando o céu parece mais escuro e tenebroso, sem indícios de sol. A magia está no interior de cada mulher e, de certo, será esta a mensagem a agarrar toda e qualquer leitora que se preze a descobrir os mistérios e segredos deste romance.
Uma boa aposta da 1001 Mundos, que levou ao mercado uma excelente tradução/revisão de uma obra que, sem dúvida, muitos fãs aguardavam com ansiedade. Quanto a mim, pesando os bons e os menos bons momentos de Deusa do Mar, fica a vontade e, principalmente, a curiosidade por ler mais do poder e magia femininos. Ficarei à espera de mais um volume da série onde as mulheres são autênticas deusas. 
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