quinta-feira, 23 de junho de 2011

Novidade Oficina do Livro - "O Dia Claro", de Júlio Moreira

Todas as ambições têm um preço!

Título: O Dia Claro
Autoria: Júlio Moreira
N.º Páginas: 336

PVP.: 14,90€

Sinopse: Gino, estudante de cinema, e Maria, uma jovem poetisa, refugiados de uma guerra da Europa Central, são as figuras centrais de O Dia Claro. Quando chegam a Lisboa, uma teia de personagens e relações se vai construindo à sua volta: um conde aristocrata, um candidato a primeiro-ministro, uma mulher misteriosa que dirige um salão literário, uma psicanalista lésbica, uma astróloga com actividades pouco claras, entre outras, dão corpo a um conjunto de figuras, cujas histórias se vão entrecruzando e em que cada uma está mais dependente da outra do que julga e deseja. 
É pela voz destas personagens que o leitor vai acompanhando o processo da sua convergência para uma situação complexa em que todos dependem de todos. E quando Marcelo, político em ascensão, aparece morto, todos são, naturalmente, suspeitos. 
A originalidade do enredo, a limpidez da escrita e o retrato exímio de diversos tipos sociais - dos meandros da política ao mundo financeiro, do artista falhado ao refugiado que vai perdendo a sua identidade, dos excessos da burguesia bem instalada aos problemas quotidianos da classe média - são elementos que assinalam o feliz regresso de Júlio Moreira e que fazem de O Dia Claro um romance vigoroso e actual, que não deixará de seduzir e prender o leitor até à última página. 

Sobre o autor:
Júlio Moreira nasceu em Lisboa em 1930. É engenheiro agrónomo e arquitecto paisagista, profissões que tem exercido sem prejuízo de uma constante relação com a literatura, que se traduz pela publicação de artigos culturais em revistas e jornais, oito romances (alguns editados no Brasil e na Alemanha, entre os quais A Barragem, galardoado com o Prémio PEN Club), e numerosos contos em antologias e revistas. Da sua obra ensaística, destacam-se A Borges o que é de Borges, na sequência de uma longa entrevista em Buenos Aires, e A Inquietação do Tempo na Obra de Rilke (colóquio da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).
É ainda autor de livros didácticos e de ficção para crianças e adolescentes, o último dos quais, A Grande Viagem dos Homens, está integrado no Plano Nacional de Leitura. O Dia Claro é o seu novo romance.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Feitiço da Lua, Sarah Addison Allen



Título Original: The Girl Who Chased the Moon
Autoria: Sarah Addison Allen
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 241
Tradução: Eugénia Antunes


Sinopse:

Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de resolver pelo menos alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite, e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todas as relações de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mais perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.


Opinião:

Que romance mágico!
Com tanto talento misturado com uma imensa sabedoria e uma irrepreensível sensibilidade literária fica complicado elogiar ainda mais o excelente trabalho escrito que tem caracterizado Sarah Addison Allen até ao momento. Altamente recomendado e emocionalmente enternecedor, O Feitiço da Lua é a terceira obra, editada em Portugal, de tão magnífica autora. Voltando a presentear os seus leitores com uma narrativa profundamente doce e rica em pequenas particularidades mágicas, Sarah Addison Allen faz jus às suas promessas de duplamente deslumbrar a cada novo romance publicado. Cada vez mais se torna difícil e exigente acalentar o vício e a sofreguidão que esta autora deixa no leitor sempre que uma leitura sua termina, e não fosse a possibilidade e desejo de releitura de todas as suas anteriores obras, sem dúvida que seria extremamente complexo aguentar todo o passar de um processo imaginativo aguçado e, de certo, criativamente rigoroso.

Emily muda-se para Mullaby, onde vive o avô, após ficar órfã e sem outro parente a quem recorrer. Na esperança de desvendar alguns dos muitos segredos que envolvem a história da mãe, a nossa protagonista depara-se com toda uma comunidade misteriosa e algo bizarra que não só se recusa a falar sobre o assunto como, claramente, esconde algo que desperta ainda mais a curiosidade de Emily. Julia, gulosamente dotada, faz bolos que são uma delícia! Contudo, atrás desses simplesmente extraordinários e divinais bolos está Sawyer, uma lembrança antiga, que fará o possível – e o impossível – por remediar alguns dos erros cometidos no passado. Automaticamente simpatizando uma com a outra, e acompanhada de um papel de parede que muda sozinho consoante o humor presente e luzes que assombram o quintal durante a noite, Emily aprenderá uma grande lição sobre amor, amizade e auto-descoberta.
Com uma inteligência impecável e uma delicadeza exuberante, Sarah Addison Allen desperta a curiosidade para mais uma cidade atormentada por questões mágicas e inexplicáveis que conserva toda uma ambiência encantadoramente envolvente e dominante. Sempre com uma pitada de mistério e suspense, os romances de Allen mostram um leque vasto e único e possibilidades e esperança que, actualmente, são como uma lufada de ar fresco perante uma rotina diária que pouco oferece de entusiasmo ou diferença.

O ponto forte de romances como O Feitiço da Lua são os pequenos mas notórios detalhes. As peculiaridades enfeitiçadas por uma magia sedutoramente inebriante; o toque comestível que a autora especificamente confere às suas narrativa e que, pelas descrições e receitas, acresce um aguçar de uma gula poderosa e irremediável; a conquista de confiança e afinidade entre as suas personagens, seja a nível principal ou secundário, e que concede um certo grau de realidade e naturalidade facilmente presente no dia a dia do seu leitor e, claro, a não esquecer, o próprio mistério que tece uma teia envolvente e chamativa, que serve não só como fio condutor durante toda a história como também quebra um pouco todo o encantamento sobrenatural encontrado. De leitura compulsiva e grandemente cobiçada, O Feitiço da Lua é um romance extremamente absorvente, fascinante, ambicionado. O único aspecto menos positivo vai, efectivamente, para a recta final do enredo. Confesso que fiquei surpreendida, pois desagrada não seria o sinónimo mais adequado uma vez que apreciei bastante esta leitura, ao deparar-me com um final um pouco em aberto, sem definição concreta, e que permite à imaginação de cada um esvoaçar por campos indeterminados. Penso que, de certa forma, deixa aquela esperança de posteriormente se voltar a Mullaby mas, por outro lado, fica uma sensação algo agridoce pelo meio. Ainda assim, embora tenha gostado particularmente desta história, O Jardim Encantado continua a presidir o topo dos livros lidos de Sarah Addison Allen... a ver vamos o que acontece com A Árvore dos Segredos!

Mais um fantástico romance de Allen, mais uma história especialmente adorável e luminosa. Não tenho quaisquer dúvidas de que quem lê Sarah Addison Allen uma vez, não mais consegue sobreviver, literariamente, sem ela. A autora é simplesmente magnífica. Genial. Brilhante!
Gostei muito. 

Novidade Sextante - "A verdadeira história do bandido Maximiliano", de Jacinto Rego de Almeida

Um manuscrito perigoso, uma família de bandidos e o clima tropical brasileiro são alguns dos elementos de A verdadeira história do bandido Maximiliano, o novo romance de Jacinto Rego de Almeida que a Sextante Editora publica no dia 22 de Junho.
Este é um thriller literário repleto de humor e aventura, passado em Portugal e no Brasil, e cujo lançamento está inserido no programa do Festival Silêncio. A apresentação está a cargo do Professor Manuel Vilaverde Cabral e vai decorrer esta quarta-feira, às 19h00, no foyer do Cinema São Jorge, em Lisboa.
A Sextante Editora publicou, em 2009, O assassinato de Berta Linhares, do mesmo autor.

Título: A verdadeira história do bandido Maximiliano
Autoria: Jacinto Rego de Almeida
N.º Páginas: 152

Lançamento: 22 de Junho

Sinopse: O manuscrito de um livro - uma narrativa policial passada em Portugal e na fronteira do Brasil com a Bolívia - é encontrado numa carruagem do metropolitano de Lisboa e chega às mãos do editor Soares dos Reis. O manuscrito testemunha afinal uma história verdadeira, e Max, um líder mafioso, exige a edição do livro em troca de dinheiro e protecção. Nada é o que parece ser, várias histórias se cruzam, de velhos assaltantes a ourivesarias, da bela ucraniana Natasha, de um antigo sargento da guerra da Chechénia, enfim, o bandido Maximiliano candidata-se a vereador e o final surpreendente confirma a ideia de que a boa história é aquela que nunca acaba.

Sobre o autor:
Jacindo Rego de Almeida nasceu no ano de 1942 em Alcanhões (Santarém), onde reside actualmente. Entre 1968 e 2004 viveu no estrangeiro, exilado até 1974, e no exercício do cargo de conselheiro económico da Embaixada de Portugal no Brasil após a Revolução de Abril. Os seus livros abrangem os domínios da crónica, conto, romance e literatura de viagem.
Tem editadas três colectâneas de contos: As palavras e os actos, publicado no ano seguinte em Lisboa com o título O afiador de facas; O monóculo; e A gravação. O seu livro Um olhar sobre o Brasil é o título de uma colectânea de crónicas publicadas no JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias. Em coautoria com Carlos Cáceres Monteiro, publicou Mistérios da Amazónia - Cadernos de uma expedição nas Guianas e no Brasil. Tem editados três romances: Crime de Estado, O diplomata e o agente funerário e O assassinato de Berta Linhares. 
É colaborador do JL e têm sido publicados contos e crónicas da sua autoria em vários jornais e revistas em Portugal e no estrangeiro. 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Pedacinho Literário esteve com...

... Madeline Hunter!

Foi no passado sábado, dia 18 de Junho, que uma das minhas autoras favoritas quase que forçou o marido a escolher um cruzeiro com passagem por Portugal. Curiosa por conhecer os seus leitores, a escritora combinou um encontro no piso -1, Livraria, do El Corte Inglês, em plena Lisboa. A afluência não foi muita o que, pessoalmente, penso ter criado um ambiente muito mais íntimo e acolhedor, um pouco ao estilo dos seus romances. 


De uma simpaia extrema e sorriso fácil, Madeline Hunter acompanhou algumas conversas particulares com algumas das suas fãs e assinou bastantes exemplares de sua autoria, dos mais diversos títulos. 


Deixo então o meu agradecimento ao Grupo LeYa e à ASA por terem tornado esta oportunidade possível, e também à própria Madeline Hunter por se ter deslocado até à nossa bela capital para uma visita rápida. 
Um pedacinho de tarde incrivelmente bem passado. 


Não se esqueça que o mais recente trabalho da autora, a ser publicado em Portugal, Lições de Desejo, está com data agendada para Agosto! Não perca a oportunidade de se delicitar com mais uma fabulosa narrativa de Madeline Hunter. Já falta pouco...


P.S. - Um especial obrigado à Sónia Areia, do blogue Esmiúça o Livro, pela fotografia. :)

2.º Passatempo Autor do Mês de Junho - Sarah Addison Allen

Com o 1.º Passatempo Autor do Mês de Junho  mesmo a terminar (é já hoje, dia 20, por isso apressem-se a enviar a/s vossa/s opiniões!), está na altura de anunciar o 2.º Passatempo... que consiste numa fotografia

Para se habilitar a ganhar um exemplar do magnífico livro A Árvore dos Segredos, da autora Sarah Addison Allen, e disponibilizado pela Quinta Essência, basta que nos envie uma fotografia original, que não só o identifique como o mais entusiasma fã da autora, como também mostre um cenário diferente, mágico, semelhante ao ambiente fantasioso e romântico dos romances de Allen.

O prazo termina a 30 de Junho (quinta-feira) ecada participante pode participar com mais do que uma fotografia (limite: 3 fotografias por pessoa!). O resultado será anunciado no início do mês de Julho... 
Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas e a fotografia vencedora será publicada no blogue!
Envie-nos as vossas fotos para: pedacinho.literario@gmail.com, juntamente com nome e morada. 

Boa sorte... e sejam criativos!

domingo, 19 de junho de 2011

Novidade ASA - "As Sábias", de Roger R. Talbot

Título: As Sábias
Autoria: Roger R. Talbot
N.º Páginas: 416

Lançamento: Já disponível
PVP.: 16,90€

Sinopse: Ensinar-te-ei a usares os teus medos como alento, o teu corpo como arte, a tua voz como arma.

Salomé, Ana Bolena, Maria Callas, Jacqueline Kennedy...
Muitas mulheres poderosas têm escrito a História.
E se todas elas estiverem unidas por um segredo?
E se todas elas pertencerem a uma irmandade secreta e milenar?
Quem desvendar os seus enigmas possuirá a chave do mundo...

Um pouco por todo o globo, vários acontecimentos enganadoramente isolados põem em marcha um plano no qual a jovem Nadja tropeça involuntariamente. Só e desamparada desde a morte da mãe, uma actriz famosa cuja morte durante a rodagem de um filme foi considerada acidental, Nadja não se conforma com a indiferença das autoridades. Não poderia saber que em jogo está a mais espantosa revelação da História da Humanidade.
Um romance irresistível, que cruza esoterismo com história, conspiração e suspense, sonho e realidade...

Novidade ASA - "Aquele Verão na Toscana", de Domenica de Rosa

Paixão e escrita num paraíso italiano.

Título: Aquele Verão na Toscana
Autoria: Domenica de Rosa
N.º Páginas: 320

Lançamento: Já disponível
PVP.: 16,90€

Sinopse: Todos os anos, Patricia O'Hara abre as portas do seu magnífico castello do século XIII e organiza um curso de escrita criatura na deslumbrante região da Toscana. Mas este ano, algo paira no ar quando os sete aspirantes a escritores se juntam à beira da piscina para trocar mexericos, namoriscar e escrever o livro das suas vidas. Em pouco tempo, Mary, a solteira convicta, descobre os encantos de partilhar uma Vespa; o sedutor Jeremy rende-se a talentos que não apenas os seus e até a pragmática Patricia vai arranjar tempo para uma paixão acidental. Graças a esta mistura explosiva de egos e criatividade, segredos obscuros e visitantes inesperados, uma coisa é certa: nunca se assistiu a um Verão como este. Quando o curso chegar ao fim, as suas vidas terão mudado para sempre. E um deles chegará mesmo a escrever um livro...
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