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quarta-feira, 23 de março de 2011

Ghostgirl - O Regresso, Tonya Hurley



Título Original: Ghostgirl – Homecoming
Autoria: Tonya Hurley
Editora: Contraponto
Nº. Páginas: 301
Tradução: Susana Silva


Sinopse:

A vida era para Charlotte uma grande desilusão, e parece que depois de morta também não vai ser melhor. Convencida de que acabar o Ensino para Mortos lhe iria assegurar a passagem para a vida eterna, Charlotte descobre, para sua grande surpresa, que depois disso ainda vai ter de fazer um estágio!
Atender telefones num centro para adolescentes problemáticos não é a coisa mais excitante do mundo. Pelo menos não era, até Scarlet ligar: uma sessão de pedicura que corre mal deixa a sua irmã Petula em coma e Scarlet acredita que Charlotte é a única que a poderá ajudar...


Opinião:

Depois de Ghostgirl – A Rapariga Invisível (opinião aqui), Tonya Hurley volta a surpreender com um enredo muito mais profundo e delicado. Abordando continuamente o tema da morte e da popularidade, assim como do verdadeiro amor e quão importante pode ser uma amizade séria, é encantadora a forma como a autora consegue conferir um toque descontraído e, por vezes, até bastante divertido dado um tema base tão pesado. Novamente, não só fica na memória mais uma aventura de Charlotte, a rapariga morta que aprendi a adorar, como permanece a importância, o destaque e o relevo dado a todas as mensagens subliminares que o livro transporta consigo. Desde as citações no início de cada capítulo, sempre profundas e intensas, aos pequenos textos introdutórios nas seguintes páginas, reflexivos e tão, tão verdadeiros, não há como evitar a forma natural e intuitiva com que estes mesmos influenciam e cativam o leitor a apreender mais informação e a deixar-se levemente levar numa história simples, deslumbrante e extremamente madura. Embora estejamos perante uma obra fantástica direccionada a um público mais jovem e, dito, adolescente, acredito que Ghostgirl – O Regresso será um daqueles livros que facilmente agradará a um público mais vasto e amadurecido.

Um dos aspectos incrivelmente positivos deste livro são as personagens e a diversidade existente entre elas, o que acaba por ser apelativo para o leitor. Charlotte apresenta-se, durante grande parte da narrativa, ligeiramente mais depressiva e solitária que no livro anterior, o que permite imediatamente crescer uma curiosidade em descobrir o porquê de tão desolador estado de espírito. Em contrapartida, as suas amigas e companheiras da vida após a morte, acabam por encontrar um refúgio e alegria numa nova comunidade (estágio!) telefónica onde podem não só passar o tempo morto como, também, servir de pilar condutor para todos os adolescentes desgraçados e com problemas. O que me leva a Maddy, uma nova personagem criada por Hurley, que veio conferir uma certa novidade ao enredo. O seu lado matreiro e manipulador, mostrado logo desde o início, sem medos ou rodeios, é simplesmente maravilhoso e, embora tenha gostado particularmente da personagem, senti falta de uma certa profundidade que, a meu ver, não teria caído mal.
No outro lado, com Scarlet e Petula, os humores continua muito idênticos. Ainda que Scarlet esteja mais adulta e perspicaz, continua presente um certo laivo de egoísmo inevitável quando o verdadeiro momento de salvar a sua irmã se aproxima. E são essas dúvidas egoístas, entre o agregado familiar e o amor da sua vida, que tornam a sua personagem extremamente interessante. O mesmo acontece com Petula, que, numa nova faceta nunca antes demonstrada, transmite ao leitor a sensação de ser muito mais do que aquilo que deixa transparecer cá para fora.
O cuidado com o design da capa e com o embelezamento interno de todo o livro continua a ser outro dos pontos fortes encontrados. É praticamente impossível, para o leitor, não se sentir atraído por tamanha beleza e perfeição. São detalhes que enaltecem ainda mais a qualidade do próprio livro, e que, indiscutivelmente, fazem as delícias de quem o ler.
Finalmente, a história em si. Dando abrangência a um terreno mais propício ao desastre e às surpresas, confesso que fiquei bastante agradada com o rumo que a autora conferiu à narrativa. O novo local de trabalho de Charlotte e da sua turma, a aventura para lá da vedação, até então “proibida”, todos os acontecimentos no Hospital (sejam eles no campo dos vivos como no dos mortos/meio-mortos) e, finalmente, o fatídico Baile Anual do Liceu, que, para mim, foi um dos pontos altos de toda a trama.

Com um tom descontraído, suave e simpático, Tonya Hurley apresenta uma história delicada e emotiva. Gostei muito do primeiro livro mas este segundo volume veio arrebatar-me por completo. De fácil e rápida leitura, Ghostgirl – O Regresso é um livro divertido e assustador, alegre e taciturno, com uma toda panóplia de emoções que, de certeza, irão agradar ao leitor. Eu adorei... e quem gostou de Ghostgirl – A Rapariga Invisível, de certo que encontrará nesta nova aventura de Charlotte um entusiasmo e uma saudade que não tardará a matar. 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ghostgirl - A Rapariga Invisível, Tonya Hurley






Título Original: Ghostgirl
Autoria: Tonya Hurley
Editora: Contraponto
Nº. Páginas: 335
Tradução: Rosa Amorim


Sinopse:

Quando a popularidade é uma questão de vida ou de morte

“Eu era apenas mais uma pessoa no mundo, mas o meu sonho era ser o mundo de uma pessoa.”

Charlotte Usher sente-se praticamente invisível na escola, até que um dia fica mesmo. Pior ainda, descobre que está morta... e tudo por causa de um rapaz e de um urso de goma. No entanto, a morte não impede Charlotte de seguir com os seus planos. Bem pelo contrário! Torna-se mais criativa e capaz de fazer qualquer coisa para atingir os seus objectivos: ser popular e conquistar Damen, o rapaz por quem se apaixonou.


Opinião:

Após tanto tempo ausente lá consegui encontrar um buraquinho no meu horário para vir aqui. E que contente fiquei ao descobrir que, ainda para mais, tinha selinhos!! Obrigado a todos. x)

Hoje venho falar de Ghostgirl, o último livro que li. Confesso que fui logo atraída pela capa e pelo fantástico trabalho gráfico que incluíram neste livro. Maravilhoso! Quanto à história... Posso dizer que apesar de abordar um tema com uma premissa bastante comum “rapariga invisível apaixona-se por rapaz popular”, Tonya Hurley conseguiu trazer algo de inovador e humorístico a toda a narrativa, além de que o fim acaba por ser ligeiramente diferente do que aquilo que inicialmente se está à espera.
Gostei particularmente da personagem principal, Charlotte, uma rapariga normal que morre engasgada com uma goma (quão mais peculiar podia ser?) e que daí a adiante se vê confrontada com um universo totalmente novo e desconhecido, mundo esse que demora a aceitar por ainda se encontrar fortemente ligada à vida. Porém, o que mais me deliciou em todo o livro, ainda mais que o aspecto gráfico e a história em si, foram os pequenos textos presentes no início de cada capítulo. Achei fantástica a forma como a autora consegue resumir o essencial da história em meia dúzia de textos soltos e que, ao mesmo tempo, conseguem ser tão acertados e tão orientados para a vida comum dos seus leitores. Por diversas vezes me vi estupefacta a pensar o quão vital e inesperadamente semelhante aquelas palavras se interligavam à minha personalidade e às minhas experiências de vida. Simplesmente magnífico!

É um livro que recomendo, dirigido a todas as idades, principalmente porque nos faz pensar naquilo que é verdadeiramente importante e no factor tempo que a nossa estada aqui pode suportar. Deixo ainda dois dos textos que mais gostei.


Não podes ter tudo.
 O amor é demasiado poderoso para poder ser escondido por muito tempo. Nega-o e sofrerás as consequências. Reconhece-o e sofrerás as consequências. Revelá-lo pode ser embaraçante ou libertador. Cabe aos outros decidir qual dos dois será. 

Eu amo-te, mas não estou apaixonada por ti.
 Esta distinção é falsa. É, aliás, bastante enganosa, se pensarmos bem. O amor é o amor. O que realmente se quer dizer com “estar apaixonado”é obsessão, vício, paixão, mas não amor. Estar apaixonado é mais uma declaração das necessidades e dos desejos do que uma tentativa de satisfazer o outro. Em contrapartida, o amor verdadeiro é uma ponte entre duas pessoas. Charlotte precisara da maior parte da sua vida, e de toda a sua pós-vida, para chegar a esta conclusão.”
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