Mostrar mensagens com a etiqueta Jennifer Armintrout. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jennifer Armintrout. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cinzas, Jennifer Armintrout



Título Original: Blood Ties – Book Three: Ashes to Ashes
Autoria: Jennifer Armintrout
Editora: Gailivro
Colecção: Mil e Um Mundos
Nº. Páginas: 309
Tradução: Leonor Bizarro Marques


Sinopse:

Ser vampiro é uma questão de vida ou de morte.
Quando fui iniciada tinha apenas de me preocupar com a minha sobrevivência, mas agora estou envolvida numa batalha pela sobrevivência da raça humana — e tudo parece estar definitivamente contra mim.
A sede do Movimento Voluntário de Extinção de Vampiros foi destruída e o seu medonho animal de estimação, o Oráculo, anda à solta. Nada o poderá impedir de transformar o mundo num paraíso de vampiros, mesmo que isso signifique ajudar o Devorador de Almas a tornar-se num deus, aproveitando o poder para os seus propósitos malignos.
Um vampiro antigo, um semi-deus bebedor de sangue. Ah, é verdade, o meu anterior progenitor, agora humano, também está envolvido. Eles que venham! E que vença o melhor monstro.


Opinião:
  
Jennifer Armintrout é, sem sombra de dúvidas, uma escritora inteligente e muito dotada. Com o seu mais recente trabalho publicado em Portugal, Cinzas, a autora conseguiu elevar o grau de exigência envolvente de tudo o que é histórias de vampiros, a um outro nível. Encaminhando o leitor numa aventura de sangue, violência, dúvidas e muito, muito mistério e suspense, Armintrout deixa qualquer fã e seguidor da sua série sequioso por mais. Para mim, Cinzas foi o livro que me despertou mais interesse de toda a série até agora. Completa e inteiramente viciada neste mundo, estou desejosa pela publicação da continuação, com o quarto volume, em inglês, All Souls’ Night.

O decorrer da história em si é alucinante. O Devorador de Almas continua a tentar transformar-se num deus mas, agora com a fuga do Oráculo do Movimento Voluntário de Extinção de Vampiros, o perigo acresce pois o combate a favor do bem e da continuação da espécie deixa de ser somente contra um elemento para passar a ser contra dois, sendo um deles um poderoso vampiro ancestral sobrenaturalmente dotado. Nathan e Carrie continuam um pouco na corda bamba. Sem saberem exactamente o que sentem um pelo outro, para além da ligação já de si forte por parte do laço de sangue, ficam ainda mais confusos e irritadiços com a presença de Cyrus, agora num estado completamente novo. Dividida entre os dois homens, Carrie quase entra em loucura ao ver-se forçada a lutar sozinha em prol da sua sobrevivência e da dos seus amigos. Quanto a Max e Bella, continuam juntos na demanda do Oráculo, em busca desta tenebrosa figura, por forma a tentar desvendar o que realmente se passa. Com regressos inesperados, surpresas desmedidas e um suspense de fazer arrancar os cabelos, Jennifer Armintrout apresenta ao seu público um livro de se ler e chorar por mais. Se antes tinha dúvidas em relação a esta série, agora posso dizer que todas elas se evaporaram. Embora não tenha grandes certezas em relação ao final deste volume, e quem o ler vai facilmente perceber sobre o que falo, continuo a achar que o esforço está lá, assim como a novidade. Num estilo muito mais hardcore e cru, não só a nível sexual como também de violência física, Cinzas veio destacar-se num mundo recheado de vampiros jovens e amorosos. Ainda que não se comparem (por enquanto) a Drácula nem a fantásticas personagens criadas por Anne Rice, os vampiros de Jennifer Armintrout não deixam de ser adultos, fortes e maus.

Adorei esta leitura e mal posso esperar por me debruçar no próximo volume desta série. De uma forma intensa, revoltante e insaciável, Cinzas é um livro a não perder. Para todos aqueles que procuram um lado mais cruel e puro do vampirismo actual e moderno, Laços de Sangue é, sem dúvida, uma série em que se apostar.
Deixo ainda um comentário em relação aos títulos dos vários livros. Todos eles estão perfeitamente enquadrados na história retratada em cada volume, o que se torna bastante interessante chegar ao final e pensar: sim, de facto, não poderiam ter escolhido melhor título.  
Gostei muito. 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Possessão, Jennifer Armintrout


Título Original: Blood Ties – Book Two: Possession
Autoria: Jennifer Armintrout
Editora: Gailivro
Colecção: Mil e Um Mundos
Nº. Páginas: 343
Tradução: Leonor Bizarro Marques


Sinopse:

O meu pai sempre me disse que o medo é uma fraqueza. Ora, isso é fácil de dizer quando não temos de nos preocupar com caçadores de vampiros e água benta. Detesto o medo, mas a vida, ou melhor, a morte continua.
Nos dois meses que passaram desde que fui atacada, na morgue do hospital, e transformada em vampiro, já matei o meu amo malévolo, Cyrus, apaixonei-me pelo meu novo amo, Nathan, e até me acostumei a beber sangue. E quando as coisas estavam a regressar ao normal — o mais normal possível quando a luz do sol nos pode matar — Nathan é possuído. E massacra um humano inocente.
Agora tenho de encontrar Nathan antes que o Movimento Voluntário para a Extinção dos Vampiros o localize, porque estão apenas à espera de uma desculpa para o matar — a ele e a qualquer outro que seja suficientemente parvo para o ajudar. Mas isso não é o pior. Nathan está possuído pelo espírito de um dos vampiros mais malévolos de sempre, o Devorador de Almas. E quem pode imaginar quais serão os seus planos?
Com o Devorador de Almas e o meu amo possuído à solta, sinto muito medo, incluindo ser morta, outra vez.


Opinião:

A Iniciação (primeiro volume desta série, opinião aqui) veio trazer à superfície um completo e fascinante novo mundo vampírico onde o centro da questão não se foca nem no aspecto erótico que a própria essência do vampiro involuntariamente emana, nem na vertente adolescente onde o amor proibido entre dois personagens de espécies diferentes é o que faz a acção desenrolar-se. Com A Possessão, Jennifer Armintrout veio reforçar essa ideia e distinção ainda mais e, numa opinião meramente pessoal, ainda bem que o fez.

Adoptando um estratagema mais activo, com uma maior fluidez narrativa e personagens que cativam ao primeiro assombro, mostrando ainda um leque mais vasto de personalidades distintas e únicas, umas mais importantes que outras, Jennifer Armintrout deixa bastante claro para quem escreve e sobre o que escreve: direccionado para um público alvo mais adulto, a autora desenrola uma trama envolvente e, neste segundo volume, descritiva e incrivelmente intima onde as personagens principais do livro anterior não tomam, necessariamente, as rédeas. No entanto, e como seria de esperar, continuam a deter um papel importante na solução do problema apresentado de modo a que o leitor não se esqueça delas. A meu ver, isso permite ao leitor obter um conhecimento mais profundo acerca das restantes entidades um pouco mais secundárias de modo a melhor perceber tanto a forma como pensam como o que os motiva a agir, o que por si só desencadeia um afastar de monotonia e repetição referente aos possíveis sentimentos que, neste caso, Carrie e Nathan possam ao não nutrir um pelo outro e o que esse afastar ou chegar mais perto pode desencadear. Para mim, esse foi o aspecto mais forte e atractivo do livro – adorei conhecer melhor Max e ser apresentada a Bella, uma personagem que, confesso, não estava de todo à espera de encontrar. Também tive prazer em reencontrar uma personalidade que sinceramente acreditei não mais ler nesta saga e, acima de tudo, fiquei extasiada com duas outras novas na narrativa: o Rato e, claro, o Oráculo. Deixando um enigma gigantesco no ar, e tendo conhecimento da sinopse do volume que se segue, Cinzas, dificilmente o leitor conseguirá escapar aos encantamentos deste último ser sobrenaturalmente dotado.

Em termos de narrativa, não me foi tão fácil entrar profundamente na história de A Possessão como foi em A Iniciação. Por ter mais descrições sentimentais e desenvolver os personagens a um nível que o primeiro livro não mostrou, o leitor acaba por se sentir algo encafuado e sedento por mais movimento, mais adrenalina e mais acção. Contudo, penso que esta vertente mais pessoal acaba por ser importante para, tal como anteriormente referido, possibilitar ao leitor um conhecimento mais aprofundado de todos aqueles vampiros (e não só) que o acompanham por horas infinitas de puro prazer literário. Fora essa opção criativa, penso que a estrutura em si está muito bem delineada e que, com o avançar dos acontecimentos, a história acaba por naturalmente sobressair em relação ao volume anterior por albergar um conjunto mais emotivo e elevado de situações inesperadas e por, inevitavelmente, deixar no leitor um impulso curioso em descobrir mais acerca dos reais planos do Devorador de Almas, de como Bella e Max vão resolver o enorme problema que têm em mãos, que vai Carrie fazer agora que sabe não ser capaz de aguentar e, principalmente, aceitar ser colocada em segundo plano e, quem sabe, descobrir um pouco mais acerca daquela personagem incrivelmente sedutora e amistosa que surpreendentemente voltou a surgir.

Embora tenha alguns aspectos negativos, como qualquer livro, A Possessão foi uma história que, após o entorpecimento inicial, me deu um verdadeiro gosto folhear. Como esperado e sendo já habitual neste género literário, é um livro que sujeita o leitor a uma leitura rápida e carenciada, com um toque muito moderno e uma fluidez profunda e, em última análise, necessária. Deixo ainda uma referência importante e bastante divertida no livro – não é que chegamos a conhecer Lord Byron?
Conquistou-me!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Iniciação, Jennifer Armintrout





Título Original: Blood Ties – Book One: The Turning
Autoria: Jennifer Armintrout
Editora: Gailivro
Colecção: Mil e Um Mundos
Nº. Páginas: 333
Tradução: Leonor Bizano Marques


Sinopse:

Eu não sou cobarde. Quero deixar isso bem claro. Mas, depois de a minha vida se transformar num filme de terror, passei a levar o medo muito mais a sério. Tinha-me tornado na Dra. Carrie Ames apenas há oito meses, quando fui atacada na morgue do hospital por um vampiro. Haja sorte.
Por isso agora sou uma vampira e descobri que tenho um laço de sangue com o monstro que me criou. Este funciona como uma trela invisível, pelo que estou ligada a ele, independentemente daquilo que faça. E, claro, ele tinha de ser um dos vampiros mais malévolos à face da Terra. Com o meu Amo decidido a transformar-me numa assassina sem escrúpulos e o seu maior inimigo empenhado em exterminar-me, as coisas não podiam ser piores – só que me sinto atraída pelos dois.
Beber sangue, viver como um demónio imortal e ser um peão entre duas facções de vampiros não é exactamente o que tinha imaginado para o meu futuro. Mas, como o meu pai costumava dizer, a única forma de vencer o medo é enfrentá-lo. E é isso que irei fazer. com as garras de fora.


Opinião:

Quando li acerca do lançamento deste livro por parte da editora Gailivro, reconheci-o de imediato. Blood Ties não é somente parte integrante da literatura sobrenatural como foi também, há coisa de três, quatro anos atrás, uma série de vampiros baseada no romance. Contudo, e após a leitura do livro, constato que de semelhante pouco tinham estas duas vertentes – literária e televisiva.
A Iniciação é, acima de tudo, um livro de vampiros e sobre vampiros. No entanto, e este é o ponto que mais me agradou, nada tem a ver com o actual vampirismo adolescente que se vê a transbordar nas bancas. Tudo bem que temos autoras no mercado como Anne Rice, Charlaine Harris, Sherrilyn Kenyon, J. R. Ward e Cassandra Clare que abordam, umas mais outras menos, a mesma temática mas o impulso adolescente actualmente extremamente ligado ao vampirismo é de levar um adulto ao esgotamento. Ainda assim, e dou graças por isso, de vez em quando lá aparece um achado como este que vem trazer consigo uma lufada de ar fresco e um pouco de “novidade” ao que se vai lendo por aí.

Quando à narrativa, contada na primeira pessoa pela voz da Dra. Carrie Ames, conta a história da protagonista que, ao fim de quase dez anos de estudo em Medicina, se muda para o Michigan por forma a dar prática ao seu ofício. Com isso, e poucos meses depois de iniciar o trabalho, dá-se um fenómeno estranho: um Zé-ninguém entra na ala hospital com sérios ferimentos graves e com um olho a menos. Impaciente por colocar um ponto final aos seus medos, Carrie decide ir à morgue enfrentar o corpo do homem moribundo, sendo depois surpreendida e, acima de tudo, iniciada no mundo dos vampiros. Quase logo de seguida, Carrie vê-se entalada entre dois mundos totalmente opostos: o do seu progenitor que lhe jura amor e poder mas que, sendo um assassino malévolo, vai contra as regras de um dito movimento de extinção dos vampiros, e o de um vampiro simpático mas fechado, de nome Nathan, que lhe ensina o básico para a sobrevivência no mundo exterior e totalmente novo.
Entre estes dois homens vampiro, venha o diabo e escolha. Cyrus, o mau, é um daqueles personagens que cativa logo no primeiro instante. A sua personalidade fria é fascinante e o seu passado sombrio um mistério que o leitor anseia por descobrir. Enquanto isso, Nathan é aquele tipo de personagem que irradia uma força estranha mas atractiva e que acaba por, aos poucos e poucos, ir ganhando um espacinho no coração. Carrie é a força em pleno duma personagem feminina na liderança. Simplesmente fantástica.

Basicamente, penso que este livro tem personagens muito bem construídos, tanto os que se mantém na liderança como aqueles que acabam por cair em segundo plano. É uma narrativa que atrai mas que a mim, a nível pessoal, soube a pouco. Com uma sinopse destas estava à espera de mais acção, mais adrenalina, mais suspense, e não foi bem isso que obtive. Porém, não deixa de ser um livro extraordinariamente divertido e interessante. Adorei lê-lo e ainda soltei uma ou duas gargalhadas valentes mas que não sei por quando tempo o conseguirei manter vivo na memória. De resto, é uma leitura algo frenética e curiosa. Recomendo.  
2009 Pedacinho Literário. All Rights Reserved.