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domingo, 27 de janeiro de 2013

Resultado do Passatempo «Especial Cayla Kluver»


Eu sei, eu sei, e, por isso, peço desculpa a todos os participantes que aguardam, com ansiedade, o resultado deste passatempo. Veio tarde, muito atrasado, mas, finalmente, chegou o momento de anunciar o/a vencedor/a!

Esteve a sorteio um exemplar dos livros Alera – A Princesa Herdeira e Alera – Tempos de Vingança, gentilmente cedidos pela Planeta Manuscrito, e que agora vão para:

Carina Raquel (...) Monteiro!

Deixo-vos ainda a resposta escolhida pelo Pedacinho:

«Espada em punho e coração
Erguido na outra mão,
Partiria à conquista do sonho,
Semente sem escolha de semear.
Que a terra é fértil e o povo
É vida que irei plantar
No abraço que se estende
Do sorriso de uma criança.
Que quem ama sacrifica,
Mas não esquece do amor a lembrança

Boas Leituras!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Alera - A Princesa Herdeira, Cayla Kluver [Opinião – Republicação]




Título Original: Legacy
Autoria: Cayla Kluver
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 418
Tradução: Maria José Figueiredo


Sinopse:

Uma  violenta rivalidade entre dois reinos ameaça evoluir para um estado de guerra. No meio deste conflito, uma princesa voluntariosa encontra-se dividida entre o dever e o desejo.
Obrigada a casar com o homem que o pai escolheu para lhe suceder no trono, a jovem princesa Alera de Hytanica vê-se forçada a enveredar pelo pior dos destinos, o casamento com o arrogante e colérico Steldor. Quando o misterioso e sedutor Narian chega a Hytanica, vindo do território inimigo trazendo segredos e noções inconcebíveis acerca do papel das mulheres na sociedade, os desejos de Alera põem em causa o futuro do reino.
A descoberta do terrível passado de Narian mergulha Alera no mundo obscuro de intrigas palacianas e conflitos pretéritos, a ponto de não saber em que acreditar, nem em quem confiar.


Opinião:

Estou verdadeiramente impressionada...
... e irremediavelmente curiosa com o futuro de um reino algo insensato e altivo e de uma Rainha (ou quase) cujas obrigações matrimoniais se encontram longe de serem sinceras e bem recebidas.
Alera – A Princesa Herdeira, ao contrário do que inicialmente por mim julgado, não é, de todo, um romance de fantasia. Ao invés, o leitor vê-se perante um livro incrivelmente bem estruturado, com uma linguagem excepcionalmente cuidada e envolvente – em especial tendo em conta que a autora tinha, somente, dezasseis anos quando o escreveu –, personagens intrigantes e de nomes invulgares e, claro, diante de uma obra com fortes e pronunciadas tendências de romance histórico, ainda que numa vertente mais light, fantasticamente orquestrado em torno de um enredo interessante, eloquente e de potencial bastante elevado.

Alera é a princesa herdeira de Hytanica e diz a tradição que, ao completar os dezoito anos, o ascensor ao trono deverá unir-se em matrimónio e tomar as rédeas do reino. Acontece que Alera, sendo mulher, nunca poderá ser chefe regente, tendo então de escolher um potencial pretendente por forma a torná-lo Rei e, por consequência, o mais alto soberano de Hytanica. O problema é que a pessoa escolhida pelo seu pai para ocupar o papel de pretendente principal – e, por ele, o único –, não suscita qualquer interesse positivo em Alera, tendo ela, inclusive, o considerado como um rapaz arrogante, pretensioso e altamente manipulativo. E é com a captura inesperada de um cokyriano em Hytanica e a curiosidade inevitável que este exercerá em Alera que proporcionará a esta a oportunidade ideal para se distrair da insistência de um Steldor indesejado e de um futuro incerto e sobre o qual não quer sequer pensar. Com inúmeros acontecimentos importantes pelo meio que porão em risco a sobrevivência de Hytanica e dos seus habitantes assim como o controlo do coração e acções de Alera por parte de um pai, por vezes, excessivamente influenciado, paranóico e protector, Alera – A Princesa Herdeira mostra-se assim como um romance atraente, por vezes divertido, com uma protagonista de peso e incrivelmente humana, e recheado de uma acção emotiva em constante mutação, que agarrará o leitor do princípio ao fim.

Pessoalmente, os aspectos que mais se destacaram foram a escrita e as personagens. Gostei, particularmente, de Narian por ter toda uma aura misteriosa em seu redor, mostrando-se ora vulnerável ora extremamente forte, e conseguindo sempre persuadir, surpreender e, principalmente, esconder todas as suas potencialidades. Alera também me despertou relativa curiosidade, provavelmente por ser a narradora e, instantaneamente, me ter identificado com ela. No entanto, penso que por vezes poderia ser mais convicta nas suas decisões, embora a considere uma personagem intelectualmente inteligente e perceptiva. London deixou-me com a pulga atrás da orelha. Sendo, durante grande parte da narrativa, o guarda encarregue de defender Alera, é automática a forma como o leitor se deixa convencer pela forma de agir dele e pelo relacionamento emotivo que desenvolve com a sua protegida. Finalmente, Steldor; estou bastante convicta de que esta personagem ainda tem muito para dar e, sobretudo, para mostrar. Fiquei com a estranha sensação de que ele esconde algo obscuro e inesperado, algo que irá definitivamente deixar o leitor boquiaberto – vamos ver se as suspeitas se confirmam!
Relativamente ao estilo, achei a escrita muito adulta e pensada, inteligente, coisa que não esperava de tão jovem autora. Cayla Kluver mostra conhecer eximiamente as suas personagens, descrevendo-as delicadamente, e apresenta um excelente trabalho em termo descritivo – tanto a nível social da época como sentimental da protagonista. Contudo, e aqui entra um aspecto negativo, achei que por vezes ela se deixava divagar um pouco, talvez demasiadamente embrenhada no psicológico de Alera, não trazendo, nessas vezes, nada de novo à história. Fora este pequeno pormenor, encontrei em Alera – A Princesa Herdeira uma narrativa muitíssimo madura, moderna no seu aspecto socialmente antigo, e, em dúvida, admirável. Admito estar desejosa de ler a continuação, em Fidelidade, visto este volume ter terminado de uma forma distintamente emblemática, deixando uma impressão de profundo mistério e perigo.

Cayla Kluver abre assim o apetite a um leitor emocionalmente arrebatado por deslumbrante e encantador romance. E mesmo com algumas falhas normais de uma obra de estreia, a autora consegue deixar o bichinho bem lá no íntimo do leitor de modo a cativá-lo e a motivá-lo para a continuação que já ansiosamente se espera.
Distinto. Diferente. Curioso. Notável. Alera – A Princesa Herdeira é um romance que o irá agarrar do primeiro capítulo à última frase, quase sem lhe dar hipótese para respirar e repousar por um bocado. Com um toque romântico mas igualmente guerreiro, esta é uma obra que vai querer ler.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Passatempo «Especial Cayla Kluver»


   

Em parceria com a Planeta Manuscrito, o Pedacinho Literário tem o prazer de iniciar mais um passatempo da rubrica Especiais, oferecendo assim, um exemplar de cada um dos títulos actualmente disponíveis em território luso da autora Cayla Kluver – Alera, A Princesa Herdeira e Alera, Tempos de Vingança. Estão, então, a sorteio dois livros que irão para um único vencedor... aquele que melhor conseguir surpreender com a sua inegável criatividade – e aquele que, também, for um ávido seguidor do Pedacinho.

Para se habilitar a ganhar este pack muito especial, basta que resposta, de forma criativa e engenhosa, à questão que se encontra no formulário em baixo. A melhor resposta, a mais emocionante, a mais espectacular e a mais original, ganhará estes dois fantasiosos títulos como prémio.
Mas, por favor, tenha em atenção as regras do passatempo!

Regras do Passatempo:
1) Tem de ser seguidor do Pedacinho Literário
2) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 29 de Dezembro (sexta-feira).
3) Só é válida uma participação por pessoa e/ou e-mail.
4) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
5) O vencedor será sorteado pela administração do blogue, posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado no blogue.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio ou atraso, no correio, de exemplares enviados.


Boa sorte!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quem é Cayla Kluver?



Cayla Kluver nasceu no Wisconsin, a 2 de Outubro de 1992. Desde muito cedo que a sua paixão pela escrita se manifesta, tendo dedicado o seu primeiro livro, com apenas 2 anos de idade, à sua mãe. Oriunda de uma família onde a arte corre nas veias, Kluver sempre ocupou o seu tempo a expressar-se de forma artística, sendo pela escrita ou não, em vez de se sentar com um livro na mão. «A escrita define-me; é quem eu sou.», disse.
Filha de pais advogados que de tudo têm em peculiar – a sua mãe é excêntrica e divertida enquanto o pai é exímio na guitarra – e irmã de uma actriz e de um génio, com uma musa em forma de gato, Cayla viu o seu primeiro romance, Alera – A Princesa Herdeira (no original, Legacy) ser publicado em Abril de 2008. Com a ajuda da mãe, que formou uma empresa editorial exclusivamente para lançar a trilogia de Alera e com o intuito de atrair uma editora maior, Cayla foi contactada, menos de um ano depois, pela Amazon.com, ingressando no leque de autores publicados sob o nome da AmazonEnconre. Quando autora e editora decidiram seguir rumos diferentes, Kluver viu uma terceira edição do primeiro Alera ser lançada, agora em Junho de 2011, pela HarlequinTEEN, de onde igualmente saiu Alera – Tempos de Vingança (no original, Allegiance), em Fevereiro, e irá sair Sacrifice, em Novembro.
Actualmente, Cayla encontra-se a estudar a nível universitário, no curso de Sociologia e Antropologia, com incidência em Justiça Criminal. Visto ter conseguido um contrato para uma nova série, ainda sob a tutela da HarlequinTEEN, Cayla está ainda a trabalhar no primeiro volume que conta já com o título, ainda que provisório, Never Look Back. Editados pela Planeta Manuscrito, podem já ser adquiridos, em Portugal, os primeiros dois volumes da trilogia Alera – Alera – A Princesa Herdeira e Alera – Tempos de Vingança.

   

Não se esqueçam que podem consultar as várias publicações dos «Especiais» no botão com o mesmo nome, na barra informativa superior. E estejam atentos, pois o passatempo assim como a republicação da opinião da primeira obra da autora, assim como a opinião da segunda, estão para breve...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Resultado do Passatempo «Especial Mary Balogh»


Chegou, finalmente, o momento de anunciar o vencedor de mais um Especial, e que irá receber, com o inconfundível apoio da ASA, um exemplar de Uma Noite de Amor e Um Verão Inesquecível, da romântica Mary Balogh.
Após um enorme debate entre quatro possíveis contemplados, decidiu-se que a vencedora deste passatempo é:

Sandra (...) Vidigal

Deixo-vos ainda com a resposta escolhida:

« Um amor inesquecível é...
... um olhar que nos faz perder no tempo;
... um toque que nos cobre o pensamento;
... um afecto que se perpetua pelo nosso ser;
... um sorriso que nos afecta mesmo sem querer.

Um amor inesquecível é...
... uma sensação que nos cobre por inteiro;
... uma palavra que nos incendeia que nem lume num isqueiro;
... uma paixão avassaladora, inebriante;
... um beijo que nos arrebata de rompante;

Um amor inesquecível é...
... uma busca que não prescindo;
... um sentimento pelo qual luto com afinco;
... um galanteio que um dia espero atingir;
... um conforto que não mais me faça fingir.»

Parabéns à feliz contemplada!
E aproveito ainda para agradecer a todos os participantes pelas belas e criativas respostas recepcionadas. Infelizmente, não podem vencer todos mas, em contrapartida, iremos ter outro Especial a iniciar muito, muito em breve! Fiquem atentos.

Boas Leituras!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Passatempo «Especial Mary Balogh»


   

Em parceria com as Edições ASA, o Pedacinho Literário tem o prazer de iniciar mais um passatempo da rubrica Especiais, oferecendo assim, um exemplar de cada um dos títulos de Mary Balogh – Uma Noite de Amor e Um Verão Inesquecível. Assim, estão a sorteio dois livros que irão para um único vencedor... aquele que melhor conseguir surpreender com a sua inegável criatividade – e aquele que, também, for um ávido seguidor do Pedacinho.

Para se habilitar a ganhar este pack muito especial, basta que responda, de forma criativa e engenhosa, à questão que se encontra no formulário em baixo. A melhor resposta, a mais emocionante, a mais espectacular e a mais original, ganhará estes dois românticos títulos como prémio.

Por favor, tenha em atenção as regras do passatempo! 

Regras do Passatempo:
1) Tem de ser seguidor do Pedacinho Literário. 
2) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 10 de Outubro (quarta-feira).
3) Só é válida uma participação por pessoa e/ou e-mail.
4) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
5) O vencedor será sorteado pela administração do blogue, posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado no blogue.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio, no correio, de exemplares enviados.


Boa sorte a todos!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Quem é Mary Balogh?



Mary Jenkins Balogh nasceu em Swansea, no País de Gales, nos finais de Março de 1944. Partiu à aventura para o Canadá, para realizar um programa de ensino durante dois anos, onde acabou por conhecer o seu marido, Robert Balogh, e instalar-se em Saskatchewan, uma pequena cidade agrícola, nos arredores de Kipling.
Trabalhou como professora de Inglês, a nível do ensino secundário, por vários anos até que reconheceu a sua paixão pelo Romance Histórico e, em 1983, escreveu o seu primeiro livro, A Masked Deception, a ser publicado dois anos mais tarde. Autora de mais de 60 romances e de 30 novellas, Mary Balogh é reconhecida pelo pouco típico comportamento e estatuto social que confere às suas personagens femininas. Adoptando os períodos da Regência e da era Georgiana de Inglaterra e do País de Gales como pano de fundo para as suas histórias, Balogh mostra as suas «ladies», muitas vezes como cortesãs, filhas ilegítimas ou mulheres arruinadas. Escritora premiada por diversas vezes e presença assídua nas listas de bestsellers do New York Times, destaca-se, no seu extenso currículo, o prémio Romantic Times Career Achievment Award for Regency Short Stories, ganho em 1993. Uma Noite de Amor (One Night for Love, 1999) e Um Verão Inesquecível (A Summer to Remember, 2002), editados pela ASA, fazem parte de uma das mais apreciadas séries da autora, Bedwyn Family Connected.
Actualmente, Mary e Robert passam os seus verões em Saskatchewan, e os invernos na cidade de Regina, por entre cantigas na Igreja local e cafés quentes do Starbucks.

   

Não se esqueçam que podem consultar as várias publicações dos «Especiais» no botão com o mesmo nome, na barra informativa superior. E estejam atentos, pois o passatempo, assim como as opiniões aos dois romances da autora, estão para breve... 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Resultado do Passatempo «Especial Michael Grant»


Chegou, finalmente, o momento de revelar quem irá receber em casa um exemplar de Desaparecidos, Fome e Mentiras. Neste que foi o primeiro EspecialMichael Grant – posso revelar que, mesmo havendo a possibilidade de a resposta em questão não ser, inteiramente, real, a verdade é que tem um humor muito profundo e característico e, como tal, eu não lhe consegui resistir.
Assim sendo, o Pedacinho, após análise de todas as participações recebidas, e com o inconfundível apoio da Planeta Manuscrito, anuncia que a pessoa vencedora é:

João Paulo (...) Mira

Deixo-vos ainda com a resposta escolhida:

«Desde há algum tempo que tenho duas mulheres, sou casado com uma e vivo em união de facto com outra, nenhuma delas sabe da existência da outra e cada uma vive numa casa diferente em cidades diferentes mas não muito longe entre si. Vou-me dividindo entre as duas e utilizo o meu emprego, sou director numa empresa de investimentos, como desculpa para estar com uma em vez da outra dizendo que fui em viagem de negócios por uns dias. Já inventei que fui para Roma, Paris, Abu Dhabi e até Madagáscar. Tenho no escritório uma caixa cheia de jóias para ir oferecendo às duas nas ocasiões especiais para não correr o risco de oferecer uma jóia igual às duas e até tenho um apelido íntimo diferente para as duas, para que quando falarem de mim com as amigas não haver perigo de alguém descobrir que sou a mesma pessoa, enfim tenho tudo controlado ao milímetro. Recentemente uma amiga de uma das minhas mulheres descobriu o esquema só que como achou uma certa graça não contou nada a ninguém e acabamos por nos envolver, ou seja passei a ter 2 mulheres e uma amante. Passou a ser um pouco mais difícil manter 3 mulheres ao mesmo tempo mas tenho conseguido resolver todos os problemas, uma vez por exemplo apeteceu-me ir ao encontro da minha amante só que, se com uma das mulheres não havia problema pois "supostamente" estava em Nova Iorque, com a outra era mais difícil pois estava em casa, então tive a ideia de dizer que ia a uma reunião de emergência no escritório com um grupo de japoneses e saí mal sabendo que ela ficou desconfiada e seguiu-me de carro. Felizmente reparei a tempo e ainda do interior do meu carro peguei no telemóvel, pedi a um conhecido meu dono de uma agência de figurantes para enviar para o meu escritório uma data de tipos de ascendência asiática vestidos de fato e gravata, pedi ao meu assistente para tratar do resto e fui em direcção da empresa. quando a minha mulher entrou de rompante na sala e viu a suposta reunião a acontecer mesmo, a cara que ela fez foi hilariante e durante uma semana fez-me as vontadinhas todas como pedido de desculpas por ter desconfiado de mim.
É esta a minha mais escandalosa e inimaginável mentira para a qual ainda vou precisar de muita inteligência e muito jogo de cintura para manter, desejem-me sorte ;).»

Boas leituras!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Mentiras, Michael Grant [Opinião]




Título Original: Lies
Autoria: Michael Grant
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 336
Tradução: Victor Antunes


Sinopse:

Sete meses passaram desde que todos os adultos desapareceram da ZRJ (abreviatura de Zona Reactiva Juvenil).
Tudo agora vai acontecer numa só noite.
Uma rapariga que tinha morrido circula agora entre os vivos. Zil e o Bando dos Humanos incendeiam Perdido Beach; entre o fumo e as chamas, Sam entrevê a silhueta da pessoa que mais teme: Drake.
Mas Drake morreu. Sam e Caine venceram-no, assim como à Sombra. Pelo menos assim pensavam.
Enquanto Perdido Beach arde, a batalha também está acesa: Astrid contra o conselho municipal; o Bando dos Humanos contra os mutantes; e Sam contra Drake, regressado do reino dos mortos e desejoso de acabar com aquilo que ele e Sam deixaram por concluir.
Entretanto, e à semelhança do próprio fogo, há boatos que alastram, espalhados pela Profetisa, Orsay, e pela sua companheira, Nerezza. Afirmam que a morte é um meio de fugir da ZRJ.
As condições são piores do que nunca, e os jovens estão desesperados por sair.
Mas estarão suficientemente desesperados para acreditarem que a morte os poderá libertar?


Opinião:

A possibilidade de sobrevivência pode ser uma incerteza constante, mas enquanto a vontade persistir, qualquer problema, qualquer situação inesperada e aparentemente impossível de solucionar será tratada com toda a força, toda a garra essencial à subsistência numa terra que de alegria, de segurança e de amor, pouco tem a oferecer.
O medo é uma sensação certa, recorrente, palpável no ar, mas a união e o desejo de se ser melhor, de se ser mais, de se ajudar e de lutar, será o ponto chave que poderá, ou não, mudar o rumo altamente destrutivo e violento que se aproxima, vindo de um futuro muito, muito próximo.

Mentiras trata-se de um romance do fantástico e da ficção científica que aloja em si a agressiva, a extraordinária capacidade de não só impressionar o seu leitor como, e acima de tudo, surpreender a cada página lida onde um enredo, repleto de potencial, atinge calamidades tais que o fôlego é cortado e a pele fica completamente arrepiada.
Michael Grant pode não ser um escritor de grandes descrições, mas a verdade é que até as pequenas notas, frases soltas aqui e ali, são suficientemente precisas, correctas e exigentes ao ponto de, também elas, se tornarem afectáveis. Quanto aos diálogos, e às emoções, não há como esconder, não há como fugir. Sentindo tudo à mais leve brisa, à flor da pele, o autor consegue o feito de conjugar todas as componentes narrativas de forma exímia e bastante perturbável, o que contribui para o seu enorme sucesso.

Numa obra feita de pequenas grandes personagens, estas permanecem como um dos pontos focais, mais importantes e comoventes, não só deste livro em particular como de toda a série. Cada vez mais torna-se impossível, altamente improvável, eleger somente um ou dois intervenientes como aqueles que sofreram, enfrentaram ou lutaram as maiores e mais compactáveis, complexas batalhas, pois a verdade é que todos eles, no seu conjunto, são especiais, são únicos, são... valorizados. Até aquela presença quase insignificante, quase invisível pode ser o catalisador preciso numa ou noutra dada situação, e é esta reverência, esta atenção dada às personagens, por parte de Grant, que permite ao leitor emocionar-se e arrepiar-se com tudo o que de desumano, de desastroso e desesperante se passa na ZRJ, e no que a rodeia.

O cenário continua inconstante, instável, sofredor. As perseguições mantém-se, o Bando dos Humanos teima na sua demanda de erradicar todos os anormais, todos aqueles que detém, em si, o poder de algo brilhante e incompreensível, os mortos erguem-se das suas sepulturas e vagueiam arduamente pelos sinuosos caminhos da vingança, e até aquelas amizades profundas, extremamente carecidas, exigidas, reclamáveis, sofrem alterações, danos que poderão ser fatais.
Não restam dúvidas de que Grant criou, com esta série, uma história onde os rodeios, os floreados, são prontamente colocados de parte. A escrita é rigorosa, destorcida, provocadora. O leitor não tem outra solução que não a de seguir as inúmeras acções presentes ao longo da trama, insuportavelmente sequioso por uma resposta, por uma réstia de esperança, uma pequena, mesmo ínfima, luz ao fundo do túnel. E é esta impotência, esta fraqueza, esta impossibilidade de nós, enquanto meros espectadores, alterarmos o rumo da história, que torna a leitura viciante.

Uma grande aposta por parte da Planeta Manuscrito, numa série que não só tem todos os ingredientes certos para se transformar num inabalável sucesso, como também possui em si o dom de agradar a um vasto e diversificado leque de leitores. É que o facto de retratar a vivência e os problemas de um grupo de crianças e adolescentes, não é motivo nem razão para que um público mais adulto coloque os livros de lado... aliás, estas são personagens maduras, que se viram obrigadas a crescer quando deveriam de estar a passar os melhores anos das suas vidas. Gostei.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Fome, Michael Grant [Opinião]




Título Original: Hunger
Autoria: Michael Grant
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 480
Tradução: Victor Antunes


Sinopse:

Já se passaram três meses desde que todos os que tinham menos de quinze anos ficaram encurralados na ZRJ.
Três meses desde o desaparecimento de todos os adultos.
A comida esgotou-se há várias semanas.
Todos têm fome, mas ninguém se dispõe a encontrar uma solução. E a cada dia que passa são mais os jovens que sofrem mutações e adquirem capacidades sobrenaturais que os distinguem dos que não têm esses poderes. A tensão cresce e o caos reina na cidade. São os «normais» contra os mutantes. Cada um luta por si, e até os melhores são capazes de matar.
Mas avista-se um problema ainda maior. A Sombra, uma criatura sinistra que vive soterrada no coração das montanhas, começa a chamar alguns dos adolescentes da ZRJ. A chamá-los, a guiá-los, a manipulá-los.
A Sombra despertou.
E tem fome.


Opinião:

Primeiro, todos os adultos desapareceram. Depois, surgiu o medo do futuro, a confusão do que fazer a seguir, de como continuar. Agora, é a fome quem reina, quem instiga responsabilidades acrescidas e quem provoca acções impensáveis, confrontos sobrenaturais e atitudes selvagens. E se antes já era difícil sobreviver, manter o controlo da situação, a postura, e praticar o bem, com este novo assassino, esta recente maldição, continuar íntegro, saudável e inocente é, pura e simplesmente, algo impossível.

Fome trata-se da estrondosa continuação de uma excelente e inigualável obra do fantástico cujo autor soube como pegar num tema aparentemente simples e, através de caminhos conturbados, levar as suas personagens a tomar decisões que há muito não fazem parte do quotidiano do ser humano comum.
Michael Grant distingue-se dos demais pelo seu estilo de escrita despretensioso e até bastante assertivo, intuitivo. Pegando em elementos emocionais de grande calibre, o autor explora todas as suas ramificações e possibilidades, elaborando assim um enredo que não só apela pela questão emotiva que se encontra presente numa constante, como também pelo inesperado, pela surpresa que inevitavelmente despoleta e que deixa o leitor indiscutivelmente arrepiado.

Se as personagens, no seu todo, são uma das componentes mais fortes e importantes desta trama, então a fome rapidamente se transforma no interveniente de eleição, de destaque. Quase como uma personagem por si só, esta sede por alimento, por nutrientes, é um dos grandes catalisadores deste livro, levando a que os seus habitantes, meras crianças inseguras, confusas, destruídas, cometam as maiores atrocidades. Uma «quase» realidade crua, feroz, desprovida de qualquer sentido de sociedade ou sensibilidade, que provoca o leitor e que o leva a pensar no que seria capaz, enquanto pessoa, enquanto jovem, enquanto inocente, de fazer para conseguir aquele pequeno mas tão importante e indispensável bem.

Muitas são as questões abordadas que, de uma maneira ou de outra, nos afectam actualmente. Desde situações como a dependência extrema, passando pela bulimia, pela depressão, insegurança, medo do desconhecido, inúmeros são os momentos que despertam o leitor para uma narrativa imensamente criativa e bem construída, para uma verdade que acarreta consequências e que se transmite, a um leque vasto de personagens, da forma mais cruel possível.
Também os confrontos entre os ditos «normais» e «anormais», ou seja, entre aqueles que transportam dentro de si poderes altamente destrutivos – e não só – e aqueles que são comuns, são uma constante e, como tal, o leitor vê-se imutavelmente inundado por toda uma série de sentimentos e sensações contraditórias e revoltantes, muito estimulantes.

Sumariamente, Fome é uma obra que agradará a um vasto público dentro da fantasia mais juvenil e da ficção científica. Grant é fantástico na sua arte e tendo em conta as suas personagens intrigantes e decididamente atractivas, o enredo que se encontra pontuado pela constante surpresa e a história que dá largas à imaginação e que ainda está muito longe de se ver terminada, este é, sem sombra de dúvida, um livro que deixará marcas e vontade de prosseguir, rapidamente, para o volume seguinte.
Uma fantástica aposta por parte da Planeta Manuscrito, que tem vindo a dar ênfase a um género, por mim, muito apreciado e que, mesmo sendo já conhecido do mercado editorial, continua a marcar diferença.

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