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domingo, 27 de janeiro de 2013

Resultado do Passatempo «Especial Cayla Kluver»


Eu sei, eu sei, e, por isso, peço desculpa a todos os participantes que aguardam, com ansiedade, o resultado deste passatempo. Veio tarde, muito atrasado, mas, finalmente, chegou o momento de anunciar o/a vencedor/a!

Esteve a sorteio um exemplar dos livros Alera – A Princesa Herdeira e Alera – Tempos de Vingança, gentilmente cedidos pela Planeta Manuscrito, e que agora vão para:

Carina Raquel (...) Monteiro!

Deixo-vos ainda a resposta escolhida pelo Pedacinho:

«Espada em punho e coração
Erguido na outra mão,
Partiria à conquista do sonho,
Semente sem escolha de semear.
Que a terra é fértil e o povo
É vida que irei plantar
No abraço que se estende
Do sorriso de uma criança.
Que quem ama sacrifica,
Mas não esquece do amor a lembrança

Boas Leituras!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Alera - Tempos de Vingança, Cayla Kluver [Opinião]





Título Original: Allegiance
Autoria: Cayla Kluver
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 424
Tradução: Maria José Figueiredo


Sinopse:

A princesa do reino de Hytanica, Alera, volta muito mais forte. Já não luta apenas pelo amor, mas pela liberdade que o pai lhe retirou ao nascer. Casada com um homem que não ama, a rainha Alera de Hytanica tem de esquecer Narian, o jovem que lhe prendeu o coração, porque Narian está destinado a conquistar Hytanica ao comando dos exércitos do seu senhor, o poderoso Soberano. Alera não acredita que Narian se disponha a combater Hytanica - até ao momento em que as tropas de Cokyri atacam a sua pátria, chefiadas por Narian. Confrontada com a mais terrível traição que um coração pode conhecer, Alera será forçada a esquecer os seus sentimentos e a conduzir o seu reino nesta hora de tremenda provação. Quando parece que a esperança, a vontade e a coragem estão perdidas, terá de encontrar a força que lhe permita manter-se de pé, recordando que nem a mais negra das noites impede o nascimento de um novo dia.


Opinião:

Se antes a guerra era um prenúncio mortífero e malévolo suspenso nos frágeis alicerces de um reino em mutação, agora, com a subida ao trono de novos dirigentes, de novos rostos com novas ideais, essa batalha, esse confronto com Cokyri que há muito pressagiava horrores, passou a ser uma certeza em absoluto.
Um rapto, um amor não esquecido e um rei que tudo fará para defender a sua honra e a do seu povo serão, somente, o começo de um fim que não se deixará desvendar sem a presença de asfixiantes e inesperadas surpresas.

Alera – Tempos de Vingança trata-se de uma continuação há muito aguardada, e que vem dar uma renovada consistência, visão, a uma trama que, desde o seu intricado início, se mostrou tanto forte quanto inteligente. Kluver adensa assim a intriga, instigando também, e como nunca antes, a lealdade do leitor que, pela primeira vez, se vê dividido quanto às suas empatias, quanto ao lado por que deve torcer, quanto às personagens pelas quais nutre carinho ou raiva.
Cayla Kluver volta a evidenciar a sua mestria, o seu talento numa prosa que tanto possui de belo e pessoal, de introspectivo, quanto de veloz. Por entre pensamentos confusos e acções dúbias, esta é uma trama que se salienta pelas suas descrições e diálogos, ainda que, por vezes, essas mesmas descrições sejam excessivamente elaboradas e longas, mas, e principalmente, é de notar o crescimento da própria autora, que se transpõe no amadurecimento das suas palavras narrativas.

Embora este seja um livro com um enredo pronunciado, que se vai desenrolando misteriosamente, surpreendendo o leitor ao seu máximo, são as personagens o elemento que se volta a destacar, seja pela singularidade das mesmas, seja pela maturidade ou retrocesso que uma ou outra sofre ao longo da história. Ainda assim, a que mais me maravilhou – e, admito, não estava à espera de que assim fosse – foi Steldor, não pela atitude correcta e até algo gananciosa de um rapaz que deseja mais do que deveria de possuir, mas pela persistência e, até, paciência que entrega a todos os assuntos que envolvam Alera. Esta, por sua vez, encontra-se mais inteirada do que verdadeiramente é exigido de si enquanto rainha de Hytanica mas, nem por isso, menos apaixonada pelo príncipe que outrora povoou os seus sonhos e os seus desejos. E é por essa devoção, essa crença no melhor, na esperança, que Alera se transformou, com rapidez, numa das minhas personagens favoritas. Contudo, ocasionalmente nota-se uma certa imaturidade, uma certa incapacidade de decisão, um certo egoísmo que choca com a perseverança e graça que tem vindo a transmitir mas, nem mesmo assim, Alera se torna uma figura menos inteligente ou acarinhada. Na outra ponta do «triângulo» amoroso está Narian, aquele que sobreviveu, aquele que tem por destino destruir o reino que o viu nascer. Forte, destemida e inabalável, esta é uma personagem sem igual e que encontra aqui, neste segundo volume, um destaque e uma profundidade de sentimentos, acções e palavras que lhe dão uma beleza por demais.

Quanto à trama em si, esta é simplesmente arrebatadora. Desde as inúmeras intrigas aos planos de guerra, passando pelas pequenas traições que atingem proporções inimagináveis, por um rapto de cortar o fôlego e por acontecimentos inteiramente marcantes, seja de que lado da «fronteira» for, seja dentro ou fora do palácio, a segurança é forçosamente um sentimento que se vê destituído, por completo, de qualquer significado. O perigo está à espreita e tudo pode, poderá e irá acontecer.
A nível pessoal, esta foi uma leitura bem mais agradável que a sua anterior. Gostei de toda a mistura, quase explosão, de sentimentos que o enredo originou em mim enquanto leitora, e fiquei bastante admirada por, a certa altura, dar por mim a compadecer-me por Steldor e a desejar-lhe um pouco mais de sorte, um pouco mais de amor e afecto. Em contrapartida, detestei o antigo rei de Hytanica pela sua mente fechada e pela soberania que persistia em espalhar mesmo quando o poder já havia sido retirado da sua mão.

Uma aposta diferente, numa vertente histórica aligeirada por uma certa sobrenaturalidade algo estranha, por parte da Planeta Manuscrito, num estilo jovem que começa já a ser uma imagem de marca. Agora, é esperar pelo tão prometido desfecho. Gostei.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Passatempo «Especial Cayla Kluver»


   

Em parceria com a Planeta Manuscrito, o Pedacinho Literário tem o prazer de iniciar mais um passatempo da rubrica Especiais, oferecendo assim, um exemplar de cada um dos títulos actualmente disponíveis em território luso da autora Cayla Kluver – Alera, A Princesa Herdeira e Alera, Tempos de Vingança. Estão, então, a sorteio dois livros que irão para um único vencedor... aquele que melhor conseguir surpreender com a sua inegável criatividade – e aquele que, também, for um ávido seguidor do Pedacinho.

Para se habilitar a ganhar este pack muito especial, basta que resposta, de forma criativa e engenhosa, à questão que se encontra no formulário em baixo. A melhor resposta, a mais emocionante, a mais espectacular e a mais original, ganhará estes dois fantasiosos títulos como prémio.
Mas, por favor, tenha em atenção as regras do passatempo!

Regras do Passatempo:
1) Tem de ser seguidor do Pedacinho Literário
2) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 29 de Dezembro (sexta-feira).
3) Só é válida uma participação por pessoa e/ou e-mail.
4) Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
5) O vencedor será sorteado pela administração do blogue, posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado no blogue.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio ou atraso, no correio, de exemplares enviados.


Boa sorte!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quem é Cayla Kluver?



Cayla Kluver nasceu no Wisconsin, a 2 de Outubro de 1992. Desde muito cedo que a sua paixão pela escrita se manifesta, tendo dedicado o seu primeiro livro, com apenas 2 anos de idade, à sua mãe. Oriunda de uma família onde a arte corre nas veias, Kluver sempre ocupou o seu tempo a expressar-se de forma artística, sendo pela escrita ou não, em vez de se sentar com um livro na mão. «A escrita define-me; é quem eu sou.», disse.
Filha de pais advogados que de tudo têm em peculiar – a sua mãe é excêntrica e divertida enquanto o pai é exímio na guitarra – e irmã de uma actriz e de um génio, com uma musa em forma de gato, Cayla viu o seu primeiro romance, Alera – A Princesa Herdeira (no original, Legacy) ser publicado em Abril de 2008. Com a ajuda da mãe, que formou uma empresa editorial exclusivamente para lançar a trilogia de Alera e com o intuito de atrair uma editora maior, Cayla foi contactada, menos de um ano depois, pela Amazon.com, ingressando no leque de autores publicados sob o nome da AmazonEnconre. Quando autora e editora decidiram seguir rumos diferentes, Kluver viu uma terceira edição do primeiro Alera ser lançada, agora em Junho de 2011, pela HarlequinTEEN, de onde igualmente saiu Alera – Tempos de Vingança (no original, Allegiance), em Fevereiro, e irá sair Sacrifice, em Novembro.
Actualmente, Cayla encontra-se a estudar a nível universitário, no curso de Sociologia e Antropologia, com incidência em Justiça Criminal. Visto ter conseguido um contrato para uma nova série, ainda sob a tutela da HarlequinTEEN, Cayla está ainda a trabalhar no primeiro volume que conta já com o título, ainda que provisório, Never Look Back. Editados pela Planeta Manuscrito, podem já ser adquiridos, em Portugal, os primeiros dois volumes da trilogia Alera – Alera – A Princesa Herdeira e Alera – Tempos de Vingança.

   

Não se esqueçam que podem consultar as várias publicações dos «Especiais» no botão com o mesmo nome, na barra informativa superior. E estejam atentos, pois o passatempo assim como a republicação da opinião da primeira obra da autora, assim como a opinião da segunda, estão para breve...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Alera - A Princesa Herdeira, Cayla Kluver



Título Original: Legacy
Autoria: Cayla Kluver
Editora: Planeta Manuscrito
Nº. Páginas: 418
Tradução: Maria José Figueiredo


Sinopse:

Uma  violenta rivalidade entre dois reinos ameaça evoluir para um estado de guerra. No meio deste conflito, uma princesa voluntariosa encontra-se dividida entre o dever e o desejo.
Obrigada a casar com o homem que o pai escolheu para lhe suceder no trono, a jovem princesa Alera de Hytanica vê-se forçada a enveredar pelo pior dos destinos, o casamento com o arrogante e colérico Steldor. Quando o misterioso e sedutor Narian chega a Hytanica, vindo do território inimigo trazendo segredos e noções inconcebíveis acerca do papel das mulheres na sociedade, os desejos de Alera põem em causa o futuro do reino.
A descoberta do terrível passado de Narian mergulha Alera no mundo obscuro de intrigas palacianas e conflitos pretéritos, a ponto de não saber em que acreditar, nem em quem confiar.


Opinião:

Estou verdadeiramente impressionada...
... e irremediavelmente curiosa com o futuro de um reino algo insensato e altivo e de uma Rainha (ou quase) cujas obrigações matrimoniais se encontram longe de serem sinceras e bem recebidas.
Alera – A Princesa Herdeira, ao contrário do que inicialmente por mim julgado, não é, de todo, um romance de fantasia. Ao invés, o leitor vê-se perante um livro incrivelmente bem estruturado, com uma linguagem excepcionalmente cuidada e envolvente – em especial tendo em conta que a autora tinha, somente, dezasseis anos quando o escreveu –, personagens intrigantes e de nomes invulgares e, claro, diante de uma obra com fortes e pronunciadas tendências de romance histórico, ainda que numa vertente mais light, fantasticamente orquestrado em torno de um enredo interessante, eloquente e de potencial bastante elevado.

Alera é a princesa herdeira de Hytanica e diz a tradição que, ao completar os dezoito anos, o ascensor ao trono deverá unir-se em matrimónio e tomar as rédeas do reino. Acontece que Alera, sendo mulher, nunca poderá ser chefe regente, tendo então de escolher um potencial pretendente por forma a torná-lo Rei e, por consequência, o mais alto soberano de Hytanica. O problema é que a pessoa escolhida pelo seu pai para ocupar o papel de pretendente principal – e, por ele, o único –, não suscita qualquer interesse positivo em Alera, tendo ela, inclusive, o considerado como um rapaz arrogante, pretensioso e altamente manipulativo. E é com a captura inesperada de um cokyriano em Hytanica e a curiosidade inevitável que este exercerá em Alera que proporcionará a esta a oportunidade ideal para se distrair da insistência de um Steldor indesejado e de um futuro incerto e sobre o qual não quer sequer pensar. Com inúmeros acontecimentos importantes pelo meio que porão em risco a sobrevivência de Hytanica e dos seus habitantes assim como o controlo do coração e acções de Alera por parte de um pai, por vezes, excessivamente influenciado, paranóico e protector, Alera – A Princesa Herdeira mostra-se assim como um romance atraente, por vezes divertido, com uma protagonista de peso e incrivelmente humana, e recheado de uma acção emotiva em constante mutação, que agarrará o leitor do princípio ao fim.

Pessoalmente, os aspectos que mais se destacaram foram a escrita e as personagens. Gostei, particularmente, de Narian por ter toda uma aura misteriosa em seu redor, mostrando-se ora vulnerável ora extremamente forte, e conseguindo sempre persuadir, surpreender e, principalmente, esconder todas as suas potencialidades. Alera também me despertou relativa curiosidade, provavelmente por ser a narradora e, instantaneamente, me ter identificado com ela. No entanto, penso que por vezes poderia ser mais convicta nas suas decisões, embora a considere uma personagem intelectualmente inteligente e perceptiva. London deixou-me com a pulga atrás da orelha. Sendo, durante grande parte da narrativa, o guarda encarregue de defender Alera, é automática a forma como o leitor se deixa convencer pela forma de agir dele e pelo relacionamento emotivo que desenvolve com a sua protegida. Finalmente, Steldor; estou bastante convicta de que esta personagem ainda tem muito para dar e, sobretudo, para mostrar. Fiquei com a estranha sensação de que ele esconde algo obscuro e inesperado, algo que irá definitivamente deixar o leitor boquiaberto – vamos ver se as suspeitas se confirmam!
Relativamente ao estilo, achei a escrita muito adulta e pensada, inteligente, coisa que não esperava de tão jovem autora. Cayla Kluver mostra conhecer eximiamente as suas personagens, descrevendo-as delicadamente, e apresenta um excelente trabalho em termo descritivo – tanto a nível social da época como sentimental da protagonista. Contudo, e aqui entra um aspecto negativo, achei que por vezes ela se deixava divagar um pouco, talvez demasiadamente embrenhada no psicológico de Alera, não trazendo, nessas vezes, nada de novo à história. Fora este pequeno pormenor, encontrei em Alera – A Princesa Herdeira uma narrativa muitíssimo madura, moderna no seu aspecto socialmente antigo, e, em dúvida, admirável. Admito estar desejosa de ler a continuação, em Fidelidade, visto este volume ter terminado de uma forma distintamente emblemática, deixando uma impressão de profundo mistério e perigo.

Cayla Kluver abre assim o apetite a um leitor emocionalmente arrebatado por deslumbrante e encantador romance. E mesmo com algumas falhas normais de uma obra de estreia, a autora consegue deixar o bichinho bem lá no íntimo do leitor de modo a cativá-lo e a motivá-lo para a continuação que já ansiosamente se espera.
Distinto. Diferente. Curioso. Notável. Alera – A Princesa Herdeira é um romance que o irá agarrar do primeiro capítulo à última frase, quase sem lhe dar hipótese para respirar e repousar por um bocado. Com um toque romântico mas igualmente guerreiro, esta é uma obra que vai querer ler.  
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