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Autora do mês de Setembro:


Autora do mês de Julho:

Autora do mês de Junho:

Sarah Addison Allen nasceu e cresceu em Asheville, na Carolina do Norte. Desde cedo que, pelo lado do seu pai, desenvolveu o gosto pelos livros, formando-se, mais tarde, em Literatura. Segundo Sarah: ‹‹Achei maravilhoso ter a oportunidade de receber um diploma por ler livros. Era como se me tivesse graduado em comer chocolate.››
Kate Pearce nasceu numa grande família em que todas eram raparigas, em Inglaterra, onde passou grande parte da sua infância feliz num mundo de sonhos. Sempre lhe disseram que tinha de «fazer o correcto», e por isso, ingressou no curso de História e formou-se com distinção pela University College of Wales. Após a universidade, entrou na vida real e trabalhou em finanças, carreira que, claramente, não era a melhor opção para uma futura escritora.
Finalmente, mudou-se para os Estados Unidos, o que lhe permitiu realizar o seu sonho de escrever um romance. Para além de uma leitora voraz, Kate gosta de fazer caminhadas com a família pelos parques regionais da Califórnia.
Embora já tenha um reportório literário bastante alargado e interessante, é com Escravos do Amor (Simply Sexual) que a autora se estreia em terras lusas – sendo este o primeiro volume da sensual série «A Casa do Prazer». –, e claro, nas românticas mãos da nossa já adorada Quinta Essência. Aguardem com ansiedade, pois a paixão não se comemora somente no 14 de Fevereiro. Novembro será, decididamente, quente, muito quente.
A capa internacional:
A capa nacional:
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Autora do mês de Outubro:
Após formar-se na Universidade de Harvard, Eloisa James prosseguiu estudos num Mestrado na Universidade de Oxford e um Doutoramento em Yale. Eventualmente, e a par com a escrita, James tornou-se professora de Literatura Inglesa em Nova Iorque.
Deve de ter escrito todos os seus incontáveis romances enquanto dormia porque ocupa os dias a tomar conta dos dois filhos especialistas em lamúrias, de um porquinho-da-índia muito exigente, de uma rã malcheirosa e de uma casa em ruínas. E numa ironia deliciosa para uma escritora de romances, Eloisa James é casada com um genuíno cavaleiro italiano.
Em Portugal, a autora conta com um romance publicado, Paixão Numa Noite de Inverno (An Affair Before Christmas), pela Quinta Essência e com um segundo a caminho – O Beijo Encantado (A Kiss at Midnight), que poderá ser encontrado nas livrarias a partir do dia 17 de Outubro!
Sobre O Beijo Encantado, o Chicago Tribune escreve: «Um encantador enredo de conto de fadas proporciona o cenário perfeito para o mais recente romance de Eloisa James, e os leitores vão rapidamente ficar sob o feitiço de deliciosas personagens originais e de uma escrita cheia de humor.»
As capas internacionais:

As capas nacionais:

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Autora do mês de Setembro:
Menna Van Praag é formada em Oxford, escritora freelance, jornalista e aficionada por chocolate. Actualmente reside no Reino Unido com o seu marido, Artur, que é também um gastrónomo exímio e o proprietário de um restaurante vegetariano móvel.
Há sete anos atrás, Menna era uma simples empregada de mesa em constante luta pelo seu trabalho e pelo excesso de peso que a acompanhava; entretanto, foi inspirada por Vicky que a levou numa aventura de introspecção por três dias de onde nasceu Homens, Dinheiro e Chocolate (Men, Money and Chocolate).
Actualmente, Meena e Artur encontram-se a lutar pela realização de um sonho que acalentam há muito, a abertura de uma livraria/café. Fama, Amor e Dinheiro (Happier Than She’s Ever Been...) é o seu segundo livro publicado em território nacional, pelas mãos da Quinta Essência, e está presentemente a trabalhar no seu terceiro projecto, The House at the End of Hope Street.
As capas internacionais:

As capas nacionais:

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Título Original: Men, Money and Chocolate
Autoria: Menna Van Praag
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 211
Tradução: Carla Morais Pires
Sinopse:
Maya é uma mulher como tantas outras, que passa os dias a sonhar com uma vida perfeita, plena de amor, sucesso e prazer. Tenta encontrar o homem ideal e a tão desejada realização profissional, e afoga as desilusões comendo chocolate. Mas isto apenas faz com que se sinta vazia e perdida.
É então que Maya conhece alguém misterioso e é levada a embarcar numa viagem espiritual para descobrir o que tem andado a perder durante toda a sua vida...
Uma fábula doce e comovente sobre o amor, a coragem e a revelação, Homens, Dinheiro e Chocolate desvenda o que pode acontecer quando se abre o coração aos segredos espirituais que o mundo material encerra. Esta história mostra-lhe que é possível amar um homem sem se perder a si própria, encontrar um trabalho que preencha o seu espírito e apreciar chocolates como uma fonte de prazer e não de sofrimento.
Opinião:
Existem livros inspiradores, histórias que nos roubam o fôlego e nos emocionam a cada página percorrida. Pequenas pérolas de texto capazes de fazer um leitor reflectir ao ponto de ele mesmo querer, efectivamente, gerar umas quantas alterações na sua vida. São estes livros que verdadeiramente carregam a essência da escrita e do poder que esta manifesta nos outros, criando ligações profundas e modificações futuras nos seus leitores.
Menna Van Praag, sem dúvida de que faz parte de um raro grupo de autores, escritores que escrevem com o coração e com o intuito de transmitir uma clara e importante mensagem a quem os lê. Homens, Dinheiro e Chocolate trata-se de um livro sábio, com um enredo peculiar e que atravessa toda uma carga sentimental intensa muitas vezes e facilmente ignorada por quem se julga estar a “viver a vida”. A verdade é que quando se tenta procurar a felicidade é esquecido o factor mais importante de toda a experiência – olhar-se para si mesmo e começar-se por aí. Ao invés, desejamos uma maior estabilidade financeira e/ou profissional, um namorado/marido, mais amigos, viagens paradisíacas... Mas nunca é lembrado que, para se ser realmente feliz tem de se começar por se amar a si mesmo e só depois aos outros. E é neste ponto que o livro se centra – na incapacidade inicial de o ser humano se aperceber, aceitar e compreender os seus erros.
Maya não é feliz na vida que leva. Sozinha, proprietária de um pequeno café que outrora pertencera à sua falecida mãe e desmotivada por ter sido forçada a abandonar o seu sonho de um dia se tornar escritora, Maya faz os possíveis por subsistir num mar de amargura. Viciada em filmes, apaixonada por chocolate, deslumbrada com um cliente e afogada em dívidas, torna-se difícil encontrar aquele pedacinho de felicidade necessária a todo o ser humano. Assim, e até se deparar com uma oportunidade única e que a levará numa estrondosa viagem espiritual, Maya continuará a sentir-se desagradada com o seu aspecto exterior e insatisfeita com o seu lado interior. Mas as coisas irão mudar...
Adorei este livro tanto pela sua simplicidade como pela incontornável veracidade que apresenta. É um facto que muitas vezes, se não sempre, nos esquecemos de cuidar de nós mesmos antes de procurar felicidade no que nos rodeia e este romance é perfeito no modo como tem a capacidade de abrir um pouco os olhos daquele que realmente o desfruta. O leitor sofre com a protagonista, sente os seus dramas, as suas indecisões, os seus medos e recuos naturais e não consegue evitar não torcer por ela, pela sua felicidade, pelo seu sucesso no amor, no trabalho, na escrita e na concretização dos seus mais desejados e cobiçados sonhos.
A autora tem uma escrita maravilhosa, quente e harmoniosa, que toca de forma única o interior de toda e qualquer mulher. O contraste presente entre as descrições de deliciosas iguarias gastronómicas e as narrações íntimas e espirituais tanto transmitidas a Maya como por ela pensadas é impressionante, inclusive provocando e aliciando o leitor a continuar a ler sem parar, ansioso por encontrar um desfecho positivo na vida de Maya, devorando página atrás de página e finalmente sentindo-se cada vez melhor consigo mesmo. Embora seja um livro com uma história pequena, é uma verdadeira lição de vida e um apoio que deveria de ser prestado a todas as mulheres que alguma vez se sentiram ou sentem descontentes com os vazios existentes nas suas vidas.
Menna Van Praag conquistou-me com Homens, Dinheiro e Chocolate deixando-me mortinha por pegar em Fama, Amor e Dinheiro, a sua continuação. Foi um prazer ficar a conhecer tão actual e impressionante personagem, uma mulher que não só detém em si uma coragem invejável como é, de igual forma, uma verdadeira força da natureza.
Mais uma espectacular aposta da Quinta Essência que recomendo sem reservas. Já disse que, juntamente com uma capa chamativa e um conteúdo incrível vem também um separador com cheirinho a chocolate? Perfeito!
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Título Original: Happier than she’s ever been
Autoria: Menna Van Praag
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 157
Tradução: Dina Antunes
Sinopse:
May Fitzgerald tem, de repente, tudo o que sempre quis. Depois de anos a sentir-se gorda e pouco atraente e a procurar o amor nos sítios errados, tem finalmente a vida e o homem dos seus sonhos. Tudo devia ser tão perfeito – seguira a sua voz interior e ela conduzira-a à vida mágica com que sonhara.
Mas quando a sua nova vida como escritora de sucesso tem início, os velhos demónios de May surgem para a atormentar. As antigas inseguranças reaparecem e ela deixa-se fascinar pela lisonja e pelo brilho da fama. O seu comportamento começa a afectar o namorado e ameaça destruir a relação de ambos. Conseguirá ela dar a volta à situação e provar que realmente é possível ter tudo?
Opinião:
Menna Van Praag é fantástica na sua habilidade em deixar as mulheres deslumbradas com deliciosas passagens comoventes e espirituais sobre o amor, a felicidade e a beleza tanto interior como exterior, cuja magnitude e significado se encontram bem dentro de cada uma de nós em detrimento de nos outros. Depois de um Homens, Dinheiro e Chocolate extremamente feminino, divertido e sensível, Van Praag volta à carga com Fama, Amor e Dinheiro, um romance que continua a história de Maya (May) Fitzgerald no seu eterno percurso em busca de paz, criatividade e afecto.
Agora que está nos Estados Unidos a viver o verdadeiro sonho, com um namorado apaixonado e um livro que serve de inspiração a muitas outras mulheres, May julga ser impossível voltar a sentir-se insegura, melancólica e infeliz. No entanto, o percurso da vida nem sempre é regular e quando interferências inesperadas surgem no caminho, será preciso muito mais que a mera vontade ou desejo de ultrapassar algo para superar as adversidades na íntegra e de forma positiva. E, no final de contas, ninguém saberá melhor isso que a própria May...
A essência da autora continua fortemente presente neste segundo romance através de uma escrita magnetizante e melodiosa. O tom agradável e suave com que apresenta o seu enredo, pontuando as dúvidas e receios de May com pequenos diálogos repletos de sabedoria e oferecendo autênticos cenários paradisíacos – para quem respire livros – com as alegrias e sucessos da protagonista, aprisiona o leitor às suas palavras, mantendo-o constantemente alerta e curioso com o que poderá ainda advir.
May é instável na sua inocência perdendo, por vezes, o rumo e optando, ocasionalmente, por trilhos menos acertados arriscando, em consequência, tanto a felicidade como a segurança até então captadas. Contudo, é a sua vulnerabilidade e lado frágil que atrai o leitor até si, fazendo-o querer saber tudo sobre quem é e o que faz May Fitzgerald tão apelativa. O seu namorado, Ben, foi outra das personagens de relevo visto adquirir um destaque muito próprio e natural por representar o apoio e amor incondicional na vida de May. Porém, também as suas dúvidas e momentos mais dúbios serão um dos pontos altos de todo o livro.
Penso que, essencialmente, Fama, Amor e Dinheiro trata-se de um livro inspirador no sentido em que apela ao bom senso de quem o lê, inserindo-se bem no interior do seu leitor de modo a deixá-lo receptivo a uma mudança para melhor. Para além disso, retrata uma história sobre o real propósito e encontro de dois dos sentimentos mais importantes na vida do ser humano – o amor e a felicidade –, mostrando que na grande maioria das vezes, a pessoa comum acaba por procurar o que tanto anseia e deseja no local errado.
Tanto este como o romance anterior de Van Praag, Homens, Dinheiro e Chocolate, são obras que recomendo pela singeleza que as compõe. Sem dúvida uma muito boa aposta da Quinta Essência e, no final, volto a perguntar-me: quanto destes dois livros não terá sido baseado num caso verídico? Talvez até na vida da pessoa que lhe dá voz...
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Autora do mês de Julho:
Desde muito jovem que Lara Adrian se tem deixado influenciar por uma imaginação extremamente fértil e dominadora. Em criança, tinha por hábito esconder-se debaixo dos cobertores com medo de que algum ser sobrenatural vampírico a atacasse e, consequentemente, a mordesse. Mais tarde, foi levada a questionar-se sobre a possibilidade de esse medo não passar de um profundo desejo de descoberta mística e fantasiosa. Hoje em dia, Lara Adrian faz pleno uso das suas exímias capacidades de contadora de histórias e, explorando precisamente o medo e o desejo, dedica-se à construção de uma série fenomenal, editada em Portugal sob o nome de ‹‹Raça da Noite››, um bestseller do New York Times que foi já vendido a mais de 16 países.
Actualmente, a autora vive com o marido em Nova Inglaterra, rodeada daquilo que mais a inspira: cemitérios seculares, conforto urbano e o infinito do oceano (Atlântico).
Midnight Breed conta já com nove volumes editados nos Estados Unidos, três em Portugal, e aguarda-se com severa ansiedade a publicação de um décimo livro com data ainda a ser anunciada.
Segundo a ordem da série, em Portugal podem ser encontrados os seguintes romances: O Beijo da Meia-Noite (Kiss of Midnight), que se centra na história de Lucan Thorne, o líder da sua Raça; O Beijo Carmesim (Kiss of Crimson), cujo protagonista é Dante, um dos guerreiros mais arrogantes e independentes; e, finalmente, O Despertar da Meia-Noite (Midnight Awakening), em que Tegan toma as rédeas da narrativa. Este último foi lançado pela Quinta Essência no passado dia 6 de Julho.
As capas nacionais:

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Título Original: Kiss of Midnight
Autoria: Lara Adrian
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 372
Tradução: Filipa Aguiar
Sinopse:
A Raça vive entre a humanidade há milhares de anos, mantendo uma paz provisória baseada no sigilo, no poder e na justiça feita pelos formidáveis guerreiros da Ordem.
Mas agora está prestes a começar uma guerra de sangue dentro da Raça. Os vampiros estão a tornar-se Renegados em cada vez maior número, alimentando-se indiscriminadamente, matando humanos nas ruas. Cabe à Ordem parar a propagação da ameaça de dominação dos Renegados – e, ao fazê-lo, cada um dos guerreiros será forçado a enfrentar os seus demónios, os seus segredos mais obscuros, os seus medos mais profundos. Alguns conhecerão o triunfo, outros a perda, mas cada guerreiro pode contar com uma coisa: o amor, quando o encontra, vem muitas vezes no pior momento possível, com a mulher menos provável... e fará ajoelhar cada um desses poderosos machos.
Opinião:
Com uma inteligência soberba, Lara Adrian apresenta-nos, com o primeiro volume de uma série que promete surpreender e viciar, uma história de vampiros guerreiros com um toque muito próprio e especial. Ainda que não seja uma temática totalmente nova para o leitor mais atento, O Beijo da Meia-Noite é, no mínimo, um livro generosamente cativante, de ávida leitura e deliciosos pormenores.
Gabrielle Maxwell é uma fotógrafa dedicada que, apesar de encontrar o verdadeiro reconhecimento um pouco tarde, não consegue entender o porquê de somente fotografar locais desertos, algo degradados, e desprovidos de vida humana. E é quando conhece Lucan Thorne, um homem alto e incrivelmente atraente que a faz sentir coisas impossíveis de descrição, que Gabrielle encontra uma explicação para algumas das suas peculiaridades excêntricas e incompreendidas. Por seu lado, Lucan Thorne, um homem acostumado a sarificar toda a sua existência à matança de Renegados e à solidão, dedicando assim a sua vida à Raça e à coordenação e liderança da Ordem dos Guerreiros, vê em Gabrielle um fruto proibido que, por muito que tente esconder, evitar ou se auto-repreender, simplesmente não consegue largar, viciando-se por completo tanto no corpo dela como na sua mente, destreza e personalidade vincada. Numa terceira perspectiva, encontramos um vampiro poderoso, inteiramente misterioso, e cujos planos vão muito para além do controlo dos Renegados, alastrando-se à destruição de toda a Ordem e ao controlo do Mundo. Com personagens tão cativantes, imprevisíveis, apaixonantes e fortes, é impossível resistir a um romance sobrenatural recheado de acção, sangue, erotismo e companheirismo. Fazendo uso de uma escrita sensual, inteligente, expressiva e atenta aos detalhes, Lara Adrian dá-nos um Beijo da Meia-Noite capaz de fazer devorar página atrás de página e no final chorar por mais. Os Guerreiros são esplêndidos, com personalidades variadas e distintas. A mulher em cena é fantástica, forte, convicta das suas ideias e daquilo que verdadeiramente quer. E o romance descrito entre os dois personagens é magnificamente perfeito, deleitando o leitor e superando, inclusive, as expectativas.
Adorei ler este livro. Uma excelente aposta por parte da Quinta Essência que, uma vez mais, não desilude na escolha dos romances femininos, deixando nós, suas leitoras, sequiosas por mais. Com lançamento agendado para 26 de Janeiro, O Beijo da Meia-Noite é um livro a não perder e Lara Adrian uma escritora a seguir bem de perto. Diverti-me imenso com a história, nos momentos alegres, nos tristes, nos de intenso suspense e, até mesmo, nos de eterno terror. As características que Lara adiciona aos vampiros, para além das que já conhecemos, a forma como explica o seu aparecimento na comunidade humana, passando pelos seus mecanismos de alimentação, acasalamento, defesa, etc., e a designação e comportamento esperados das Companheiras de Raça, mulheres marcadas à nascença e cuja função é unirem-se a um macho por forma a gerar vampirinhos, são de uma categoria extrema.
Um livro sedutor, intenso e viciante. Uma leitura poderosamente estonteante.
Gostei muito e, por isso, recomendo.
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Título Original: Kiss of Crimson
Autoria: Lara Adrian
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 355
Tradução: Filipa Aguiar
Sinopse:
Parte humana, parte extraterrestre, a raça vive entre a humanidade há milhares de anos, mantendo uma paz provisória baseada no sigilo, no poder e na justiça feita pelos formidáveis guerreiros da Ordem.
Ele chega até ela mais morto que vivo, um enorme estranho vestido de preto, crivado de balas e a perder muito sangue. Enquanto luta para salvá-lo, a médica veterinária Tess Culver não faz ideia de que o homem que se chama Dante não é totalmente humano, mas um membro da Raça, guerreiros vampiros envolvidos numa batalha desesperada. Num momento único e carregado de erotismo, Tess é lançada no mundo dele – um lugar perigoso e sombrio onde vampiros Renegados vagueiam na noite trazendo o terror.
Assombrado por visões de um futuro obscuro, Dante vive e luta como se não houvesse amanhã. Tess é uma complicação de que ele não precisa – mas agora, com os seus irmãos sob ataque, ele deve protegê-la de uma ameaça crescente, que o inclui a ele próprio. Por causa de um beijo rápido e irresistível, ela tornou-se parte do seu reino subterrâneo... e o toque dele desperta-a para dons escondidos, desejos e fomes que ela nem sonhava possuir. Ligados pelo sangue, Dante e Tess devem trabalhar juntos para acabar com os inimigos mortais, ao mesmo tempo que descobrem uma paixão que transcende os próprios limites da vida...
Opinião:
O primeiro contacto que o leitor tem com uma nova série e uma autora desconhecida é sempre marcante e especial, principalmente se sair dessa leitura com um sorriso nos lábios e uma vontade imensa em descobrir mais sobre os personagens encontrados e sobres os temíveis perigos que se aproximam. Assim, quando, na sua inocência, o leitor se deixa afogar na profunda responsabilidade e peso acrescido de Lucan, guerreiro de Primeira Geração e Chefe da Ordem, face a uma humanidade eternamente em risco e cujo amor por uma mulher rapidamente se transforma numa fonte de força e vida, fica bastante claro que dificilmente será possível encontrar-se um melhor protagonista e um ainda mais fantástico enredo. Bem... a verdade é que aconteceu. O Beijo Carmesim é tudo e um pouco mais que o anterior volume, O Beijo da Meia-Noite foi. Uma leitura de extrema partilha, onde as sensações e os sentimentos estão constantemente à flor da pele, preparados para serem preenchidos, surpreendidos, acometidos. Um romance sensual de uma violência aprazível magnífica, que não só deleita o leitor como o torna completa e totalmente dependente desta série que não deixa ninguém indiferente. Lara Adrian usou com mestria todo o seu talento de contadora de histórias e é com grande ansiedade que o leitor abandona um espectacular segundo volume de uma série, desejoso de poder desfrutar de mais uma história, de mais um guerreiro, de mais um amor loucamente proibido e provocante.
Dante é um guerreiro da Ordem há mais tempo do que aquele alguma vez possível de contar pelos dedos da mão. Toda a existência de que tem memória pertence à partilha de companheirismo e pensamento de uma família que o acolheu de braços abertos. Intimamente agradecido a todos eles, Dante faz do seu dia-a-dia um rejubilar de violência e uma acrescida tomada de atenção e potência na aniquilação de renegados. Destemido, arrogante e eficazmente perspicaz, Dante deixa-se levar por uma existência preenchida de solidão, individualismo e desprezo – as únicas coisas que verdadeiramente lhe interessam são a sobrevivência dos seus irmãos de armas, a alimentação com o auxílio de uma boa Anfitriã e a diária descarga de adrenalina na provocação da morte para com aqueles cujo Desejo de Sangue se mostra impossível de controlar.
Tess Culver é uma jovem veterinária que nada mais vê à frente que não o trabalho. Embora deseje ter mais amizades, ser mais social, procurar o amor, encontrar a felicidade... o problema é que, sendo perseguida por horríveis memórias do seu passado, ela simplesmente não se sente apta a dar aquele primeiro passado essencial. Consequentemente, cinge-se às preocupações de sustentar uma clínica veterinária sozinha, ao carinho que recebe dos seus pacientes e à muito apreciada companhia de Nora, sua ajudante, e Ben, um ex-namorado ainda perdido de amores por ela. No entanto, toda a sua vida sofre uma reviravolta acentuada quando, de um momento para o outro, numa noite de trabalho extra, dá de caras com um homem volumoso deitado no chão do seu armazém, completamente ensanguentado e profundamente ferido. Incapaz de raciocinar direito, Tess decide ajudar o homem de uma beleza extrema sem sequer se aperceber de que o que o homem (ou vampiro) realmente precisa é do sangue que ferozmente lhe pulsa nas veias. E é neste encontro improvável e inesperado que Dante e Tess primeiramente partilham o laço que não os deixará em paz enquanto não totalmente consumado. Por entre ameaças constantes, caças frequentes e um desenrolar de uma relação fervorosamente escaldante e impetuosa, O Beijo Carmesim é o livro perfeito para o desfecho de um protagonista tão marcante como Dante.
Ainda que este guerreiro não tenha sido dos que, à primeira impressão, me chamaram mais a atenção e despertaram maior interesse, a verdade é que após esta leitura toda a minha opinião sofreu uma lavagem cerebral. É simplesmente fabulosa a forma como se pode presenciar o lento descascar de todas aquelas camadas que Dante tão cuidadosamente foi esculpindo em seu redor ao longo dos séculos, transformando-o num impiedoso e temível guerreiro. E embora Tess seja igualmente uma alma solitária, é ainda mais impressionante a maneira como as duas personagens tecem ligações entre si, aprendendo um com o outro, abrindo-se um para o outro, deixando os medos e os receios de lado e embarcando numa viagem eterna de amor e total devoção. Pessoalmente, o crescimento e gradual desabrochar de cada um destes protagonistas foi o ponto alto do livro. Contudo, e ainda bem, podem ser encontrados muitos outros aspectos positivos, nomeadamente, as personagens secundárias. Os guerreiros continuam a aparecer em força por forma a que o leitor não se esqueça deles, assim como as suas respectivas Companheiras de Raça. Por exemplo, Sterling Chase, apesar de aparecer aqui pela primeira vez, exerce uma tal atracção no leitor que este se vê impossibilitado de não querer descobrir mais e mais sobre ele, o mesmo recai sobre Elise (ainda que esta apareça no volume seguinte). Outro ponto favorável recai tanto no dom de Tess, que suscita bastante empatia no leitor, como os inúmeros assombros de uma visão fatal que assaltam Dante de momentos em momentos, criando todo um clima curioso em seu redor. Finalmente, embora os pontos bons não se fiquem por aqui, toda a história em torno do Carmesim, transparecendo um ambiente perigoso e incrivelmente arrepiante e que, em conjunto com tudo o que este livro tem de bom, ajuda a conferir a dose certa de humor e sensualidade, adrenalina e suspense, emoção e acção a um romance já de si bastante bem escrito e ainda melhor traduzido.
Dotado de uma escrita atraente e fácil, O Beijo Carmesim é um daqueles romances de leitura corrente, muito rápida e emotiva, que o leitor não quer largar até à última página. Com protagonistas como Dante e Tess, Lara Adrian volta a elevar a fasquia. Segue-se Tegan, o impassível Tegan, que surpresas terá Lara escondidas dentro da manga?
Um romance incrível, que persuade e puxa o leitor até ao último segundo. Uma trama envolvente e vibrante, que causa impacto, que dá real prazer ler. Lara Adrian foi uma bela e inesperada aposta da Quinta Essência, deixando-se agora levar pela sensualidade do romance de fantasia.
Adorei.
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Título Original: Midnight Awakening
Autoria: Lara Adrian
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 339
Tradução: Filipa Aguiar
Sinopse:
Parte humana, parte extraterrestre, a raça vive entre a humanidade há milhares de anos, mantendo uma paz provisória baseada no sigilo, no poder e na justiça feita pelos formidáveis guerreiros da Ordem.
Com uma adaga na mão e a vingança na mente, a bela Elise Chase percorre as ruas de Boston em busca de vingança contra os Renegados que lhe arrebataram tudo o que amava. Fazendo uso de um extraordinário dom psíquico, ela localiza as presas, consciente de que o poder que possui pode destruí-la. Tem de aprender a dominar o seu dom, e para isso pode apenas pedir ajuda a um homem: Tegan, o mais letal dos guerreiros da Raça.
Tegan, que não é alheio à perda, conhece a dor de Elise. Sabe o que é a fúria, mas quando mata os inimigos só há gelo nas suas veias. É perfeito no seu autodomínio até que Elise lhe pede ajuda para a sua guerra pessoal. Forja-se entre eles uma aliança – um vínculo que os unirá pelo sangue e que os mergulhará numa tempestade de perigo, de desejo e das mais sombrias paixões do coração.
Opinião:
Uma capa bonita; um nome sonante; um título curiosamente dark e um enredo de ler e chorar por mais... com toda uma combinação e primeira impressão visual como esta quem será capaz de lhe resistir?
Lara Adrian tornou-se uma das minhas autoras favoritas não só por escrever com clara paixão e empenho mas, também, por abordar de forma inteligente uma temática de que gosto (bastante!) – vampiros – e transformá-los nas armas mortíferas que verdadeiramente o são, em detrimento dos eternos adolescentes atormentados por uma existência mundana que por aí andam... Com um toque adulto e irreverente, Adrian selecciona, logo à partida, o seu público alvo e atinge-os com uma força selvagem ao transportá-lo para um novo e real mundo repleto de perigo, sedução e muito, muito sangue.
O Despertar da Meia-Noite começa da melhor forma possível, apresentando uma justificação bastante plausível dos sentimentos e pensamentos que penetram o íntimo de Elise Chase, através das suas acções fatais. Sem medos ou constrangimentos, Elise coloca-se diariamente em risco ao perseguir Renegados em busca de um pouco de vingança – e paz de espírito – e do cumprimento de uma “velha” promessa. Destroçada com a morte do seu companheiro e, mais recentemente, do seu único filho, Cam, Elise abandona a segurança do Refúgio e procura um outro tipo de aconchego em qualquer morte merecida e por si executada. Todas as suas decisões e determinações servem para mostrar ao leitor uma faceta mais forte e resistente da sua personalidade em contradição de uma certa (e natural) fragilidade encontrada no volume anterior desta fabulosa série, O Beijo Carmesim.
Sendo uma personagem já conhecida do leitor e, acima de tudo, estando de igual modo dentro do universo nocturno e vampírico que rege as vidas daqueles que foram agraciados com um dom único e especial, o grande maioria dos clichés inevitavelmente descobertos ao termos uma protagonista que se apaixona por um impiedoso sugador de sangue e que, por isso, decide fugir colocando-se em perigo mas que depois, milagrosamente, é salva por ele e, assim, toma consciência de que o seu amor persiste são imediatamente colocados de lado e, consequentemente, o leitor sente-se mais facilmente ligado à própria trama visto ser instantaneamente absorvido para o interior misterioso desta. Desse modo, o drama romântico é submetido para segundo plano e, em evidência, surge uma narrativa intensa, intricada e imensamente recheada de reviravoltas e momentos inesperados. Dado a acção ser constante, assim como as surpresas, torna-se complicado, para o leitor, colocar o romance de lado. A verdade é que Lara Adrian volta a superar todas as expectativas ao presentear o leitor com uma obra ainda mais completa, persuasiva e sedutora que as duas anteriores. E o melhor de tudo é que Adrian oferece informação sobre os imprescindíveis acontecimentos dos romances passados para a total compreensão do actual permitindo assim ao leitor desfrutar de uma leitura agradável sem ter, necessariamente, de ler a série pela sua ordem normal.
Quanto a Tegan, a atracção é inegável. Um dos motivos pelos quais gostei tanto deste livro cinge-se a isso mesmo – Tegan. Sendo este um dos meus guerreiros de eleição foi um gigantesco prazer folheá-lo. Ele é arrogante, insensível e simplesmente fatal e, no entanto, com Elise consegue mostrar um lado mais calmo e acometido, um lado pouco usual mas inexoravelmente apreciado num guerreiro tão solitário e flagelado como ele. A construção do romance em si, entre as duas personagens, é espantoso e, em última instância, incrivelmente intenso e credível. O tormentoso passado que envolve a existência de ambos e o início de um caminho face a sobriedade e a felicidade do amor açoita-os ao ponto de nenhum querer dar o primeiro passo. No entanto, sendo ambos viúvos à sua maneira, torna-se inevitável (e provavelmente esperado desde O Beijo Carmesim) o ajuntamento e apoio que acabam por exercer um no outro. Ainda assim, não deixa de ser uma relação complicada, com os seus altos e baixos, inicialmente fomentada num vínculo forçado mas que, progressivamente, caminha a passos largos em direcção ao verdadeiro amor e solidariedade.
A apresentação de novos personagens é mais um dos trunfos deste livro. Aparecem dois novos guerreiros da Ordem, Kade e Brock que, embora não desempenhem um papel muito activo neste livro, deixam a porta aberta para futuras (e presumivelmente muito boas) intervenções. O leitor é também agraciado com um, ainda que algo superficial, ajustamento de Stearling Chase ao grupo de guerreiros e com a brutalidade e indiferença emocional com que este enfrenta as diversas situações dirigidas à morte de Renegados (e esbirros). Ainda a referir fica o nome de um outro ser nocturno que muitas promessas deixou no ar... Andreas Reichen. Sem dúvida uma personagem a lembrar futuramente. Quanto a personagens já nossas conhecidas, fiquei siderada com o reaparecer de Rio. O seu desenvolvimento pessoal e mudança de perspectiva inicia-se precisamente neste livro, seguindo caminho para o volume seguinte em que lhe tomará as rédeas como protagonista masculino principal.
Outro dos pontos de relevo em O Despertar da Meia-Noite refere-se ao envolvimento e intervenção (mais ou menos explícita) de todas as Companheiras de Raça ligadas aos guerreiros da Ordem – e também de Elise – não só na percepção da peça chave para o problema maioritário especificamente deste volume como de igual modo para a identificação de novos esconderijos de Renegados. Resumidamente, todas as quatro mulheres desempenham um papel importante na conclusão de um dos elementos fulcrais e mais emblemáticos e misteriosos deste romance. O que me leva à descoberta final e posterior surpresa no que diz respeito às histórias que estão ainda por contar. Com a eliminação de um componente crucial no crescimento numérico do perigo, Adrian não deixa a sensação de “e tudo vai ficar bem” durar muito tempo, inserindo rapidamente, e mesmo na recta conclusiva da obra, um factor assustador e, ao mesmo tempo, intrigante e do qual o leitor não estava à espera.
Em suma, O Despertar da Meia-Noite é, claramente, a melhor e mais perspicaz das três obras até então publicadas em Portugal. Dotado de uma ambiência obscura e envolvente, embriagando o leitor não só de sensualidade (e sexualidade) como também de adrenalina, suspense e um número incontável de quebras de fôlego. Tegan faz jus à sua reputação mas Elise não se deixa ficar atrás, concluindo assim mais uma união perfeita e harmoniosa. Com muita acção e muito, muito sangue, O Despertar da Meia-Noite é a continuação que qualquer amante da fantasia sensual não quererá perder.
Perigosamente delicioso!
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Autora do mês de Junho:

Sarah Addison Allen nasceu e cresceu em Asheville, na Carolina do Norte. Desde cedo que, pelo lado do seu pai, desenvolveu o gosto pelos livros, formando-se, mais tarde, em Literatura. Segundo Sarah: ‹‹Achei maravilhoso ter a oportunidade de receber um diploma por ler livros. Era como se me tivesse graduado em comer chocolate.››
Autora de quatro mágicos romances, Allen é conhecida pela forma encantadora como conjuga um ambiente ao estilo dos contos de fadas, com uma sensibilidade natural e um romance de aquecer o coração. O Jardim Encantado (Garden Spells, 2007) foi a sua obra de estreia, arrecadando o prémio SIBA Novel of the Year, atribuido pela Associação de Livreiros Independentes do Sul para melhor romance de 2008. O Quarto Mágico (The Sugar Queen, 2008), romance que se seguiu, foi eleito, em 2009, Romance Feminino do Ano, referente a 2008, pela revista Romantic Times. Também publicado em Portugal, pela Quinta Essência, está a terceira obra da autora — O Feitiço da Lua (The Girl Who Chased the Moon, 2010). A Árvore dos Segredos (The Peach Keeper, 2011), o mais recente trabalho de Allen, será lançado, igualmente pela Quinta Essência, precisamente neste mês de Junho, no dia 6.
As capas internacionais:

As capas nacionais:

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Título Original: Garden Spells
Autoria: Sarah Addison Allen
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 267
Tradução: Eugénia Antunes
Sinopse:
Num jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam dão conta de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam...
As mulheres da família Waverle são herdeiras de um legado mágico – o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as coma.
Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas – desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São elas os últimos membros da família Waverley – com excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protectora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflecte sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar as feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.
Opinião:
Sarah Addison Allen é das autoras com a escrita mais doce, mais ternurenta e encantadora que tive o prazer de folhear. Retratando sempre romances deliciosamente mágicos, com uma componente mística forte e bastante presente, a autora tem a extraordinária capacidade de transportar o leitor exactamente para o mundo onde as suas personagens vivem, sofrem e amam, tornando-o assim parte integrante da história. Ler Addison Allen é uma experiência única, que fica profundamente enraizada e marcada no coração do leitor, deixando-o com uma sensação inevitável de saudade aquando terminada a obra, e que somente se sente saciada após cada novo romance devorado.
O Jardim Encantado centra-se, essencialmente, na história das quatro mulheres Waverley e da macieira que faz parte da família há mais gerações do que aquelas possíveis de contar. Segundo os rumores locais, quem se atrever a provar o fruto de tão especial macieira será assombrado com a visão da sua morte. A pessoa não saberá o onde nem o quando tal acontecerá, somente o como. E é por isso que o dever das Waverley se cinge em guardar a árvore das garras de possíveis curiosos e interessados, de modo a permanecer intacto o mistério que é viver a vida em pleno. Assim, seguimos as passadas de Claire Waverley, a protagonista do livro, que com o seu dom para confeccionar saborosas refeições temperadas com plantas comestíveis criadas também no seu jardim, faz circular por toda a cidade de Bascom os mais deliciosos pratos com a ajuda da sua conhecidíssima empresa de catering. Sendo apaixonada por comida, Claire nunca teve a oportunidade de conhecer o verdadeiro prazer do amor, deixando esse assunto para a sua irmã rebelde, Sydney que, desde muito jovem, se deixou aventurar em viagens extraordinárias por locais infindáveis em busca da liberdade e do esquecimento familiar pelo qual tanto ansiava. Porém, dez anos depois, Sydney regressa a Bascom com uma menina pequena, Bay, a sua filha, com o intuito de se esforçar em refazer uma vida perdida e recheada de violência e de más decisões, procurando assim refúgio onde sabe ter a possibilidade de oferecer um melhor futuro à sua preciosidade, também ela abençoada com o dom de saber com exactidão o local a que as coisas e as pessoas pertencem. Quanto a Sydney, não existem melhores mãos para tratar de cabelos que as dela e para Evanelle, a prima já de certa idade e restante membro vivo dos Waverley, não há nada como abençoar as pessoas ao oferecer-lhes objectos estranhos que, mais cedo ou mais tarde, acabarão por lhes encontrar o uso.
Recheado de pequenas grandes riquezas, O Jardim Encantado é um romance enternecedor que fará aquecer o coração de qualquer um que o leia. Um livro que ficará eternamente no interior do seu leitor pelo simples facto de retratar o conhecimento de um símbolo – o amor – ao qual todos deveriam de ter acesso e sem o qual é impossível viver. Uma história divertida sobre uma macieira com vontade própria, uma família excentricamente dotada, um amor por descobrir e uma rivalidade transmitida em inúmeras desavenças entre duas irmãs que, aparentemente não tem nada a ver uma com a outra mas que, no fundo, não poderiam ser mais semelhantes.
Amoroso, romântico e, ao mesmo tempo, com uma carga de suspense e perigo iminente, Sarah Addison Allen presenteia o leitor com uma obra diferente, especial e, sem dúvida, excepcionalmente singular. Um livro que terá vontade de reler mais tarde e no qual conseguirá sempre encontrar um pormenor que lhe passou despercebido.
Se acredita no poder da amizade e do amor, em ambientes mágicos, em personagens fantásticas e lugares onde desejaria viver, então este é o romance perfeito para si. Não o deixe escapar, prometo que não se arrependerá.
Título Original: The Peach Keeper
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Título Original: The Sugar Queen
Autoria: Sarah Addison Allen
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 275
Tradução: Eugénia Antunes
Sinopse:
Josey Cirrini tem a certeza de apenas três coisas na vida: o Inverno é a sua estação preferida; está perdidamente apaixonada; e um doce sabe muito melhor quando degustado na privacidade do seu esconderijo secreto. Enfrentando uma vida triste, o seu único consolo é a pilha de doces e romances a que se entrega todas as noites... até que descobre que no roupeiro se esconde Della Lee Baker. Fugindo a uma vida de má sorte, Della Lee decide ajudar Josey a mudar de vida. E, em breve, a jovem renunciará às guloseimas e descobrirá que, mesmo sem elas, a vida pode ser doce.
Influenciada por Della Lee, Josey trava amizade com Chloe Finley, uma jovem que é perseguida por livros que surgem inexplicavelmente nos mais variados lugares e com uma resposta para quase tudo.
À medida que Josey se atreve a sair da sua casca, descobre um mundo onde a cor vermelha tem um poder surpreendente e o amor pode surgir em qualquer altura. E isso é só o início...
Opinião:
Sarah Addison Allen é extraordinária na sua escrita e na forma como conjuga histórias reais, com personagens altamente credíveis e comuns, com um magnifico toque de magia que, automaticamente, confere todo um novo ambiente encantador aos seus romances. Depois de um O Jardim Encantado completamente adorável e marcante, a autora apresenta o seu segundo trabalho, O Quarto Mágico, mostrando mais uma obra profundamente assinalada por conceitos como esperança, mistério, amor e amizade. Narrativas independentes entre si mas com uma mensagem em comum, Addison Allen mostra, neste romance – tal como fez no anterior – que, por vezes, é bom lutarmos por aquilo que realmente queremos, por mais impossível que possa parecer concretizar esse sonho ou por mais conselhos negativos e contraditórios que possamos ouvir, Addison Allen demonstra que vale sempre a pena fazermos algo por nós mesmos.
Josey Cirrini sofre de uma paixão avassaladora pelo seu carteiro. Sem coragem para lhe confessar um amor tão profundo, ela esconde-se no seu armário onde, secretamente, guarda uma quantidade louca de doces e guloseimas. Refugiando-se assim de um amor complicado e de uma mãe que faz os possíveis por refazer um passado que não consegue largar, Josey passa grande parte do seu tempo rodeada de iguarias e muita, muita literatura romântica... até ao dia em que dá de caras com Della Lee Baker, uma mulher no mínimo intrigante que tomou o armário de Josey como a sua nova casa. Será com Della Lee que Josey irá verdadeiramente aprender a apreciar a dádiva de oportunidades e escolhas que a vida lhe oferece todos os dias, levando-a assim a travar amizade com Chloe Finley, uma jovem adorável que é perseguida por livros que lhe aparecem nos momentos e locais menos oportunos, e a descobrir o genuíno poder da amizade e do amor.
O Quarto Mágico é, sem sombra de dúvida, um livro inteligente que combina, na perfeição, toda uma série de elementos essenciais para o tornar um excelente romance. Tendo de tudo um pouco, alegria e tristeza, gula e mistério, Sarah Addison Allen transporta o leitor para mais um mundo encantado onde o impossível pode, com muito esforço, tornar-se algo real e palpável. Novamente conferindo um toque algo pitoresco e sulista, a autora faz as delicias do autor ao apresentar personagens elevadamente credíveis, simpáticas e dotadas, num cenário divertido e acolhedor, com uma história de arrebatar e devorar página atrás de página. Embora, a nível pessoal, tenha gostado mais do romance anterior da autora, O Jardim Encantado, este, O Quarto Mágico, não lhe fica nada atrás.
Sendo já uma das minhas escritoras de eleição, com um estilo muito próprio e que simplesmente fascina o leitor do princípio ao fim, Sarah Addison Allen excede todas e quaisquer expectativas ao oferecer romances como estes. Ansiosa por desfrutar de O Feitiço da Lua, esta é uma autora que simplesmente recomendo. Sem reversas ou preconceitos. E com muita magia e encanto à mistura.
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Título Original: The Girl Who Chased the Moon
Autoria: Sarah Addison Allen
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 241
Tradução: Eugénia Antunes
Sinopse:
Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de resolver pelo menos alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite, e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todas as relações de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mais perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.
Opinião:
Que romance mágico!
Com tanto talento misturado com uma imensa sabedoria e uma irrepreensível sensibilidade literária fica complicado elogiar ainda mais o excelente trabalho escrito que tem caracterizado Sarah Addison Allen até ao momento. Altamente recomendado e emocionalmente enternecedor, O Feitiço da Lua é a terceira obra, editada em Portugal, de tão magnífica autora. Voltando a presentear os seus leitores com uma narrativa profundamente doce e rica em pequenas particularidades mágicas, Sarah Addison Allen faz jus às suas promessas de duplamente deslumbrar a cada novo romance publicado. Cada vez mais se torna difícil e exigente acalentar o vício e a sofreguidão que esta autora deixa no leitor sempre que uma leitura sua termina, e não fosse a possibilidade e desejo de releitura de todas as suas anteriores obras, sem dúvida que seria extremamente complexo aguentar todo o passar de um processo imaginativo aguçado e, de certo, criativamente rigoroso.
Emily muda-se para Mullaby, onde vive o avô, após ficar órfã e sem outro parente a quem recorrer. Na esperança de desvendar alguns dos muitos segredos que envolvem a história da mãe, a nossa protagonista depara-se com toda uma comunidade misteriosa e algo bizarra que não só se recusa a falar sobre o assunto como, claramente, esconde algo que desperta ainda mais a curiosidade de Emily. Julia, gulosamente dotada, faz bolos que são uma delícia! Contudo, atrás desses simplesmente extraordinários e divinais bolos está Sawyer, uma lembrança antiga, que fará o possível – e o impossível – por remediar alguns dos erros cometidos no passado. Automaticamente simpatizando uma com a outra, e acompanhada de um papel de parede que muda sozinho consoante o humor presente e luzes que assombram o quintal durante a noite, Emily aprenderá uma grande lição sobre amor, amizade e auto-descoberta.
Com uma inteligência impecável e uma delicadeza exuberante, Sarah Addison Allen desperta a curiosidade para mais uma cidade atormentada por questões mágicas e inexplicáveis que conserva toda uma ambiência encantadoramente envolvente e dominante. Sempre com uma pitada de mistério e suspense, os romances de Allen mostram um leque vasto e único e possibilidades e esperança que, actualmente, são como uma lufada de ar fresco perante uma rotina diária que pouco oferece de entusiasmo ou diferença.
O ponto forte de romances como O Feitiço da Lua são os pequenos mas notórios detalhes. As peculiaridades enfeitiçadas por uma magia sedutoramente inebriante; o toque comestível que a autora especificamente confere às suas narrativa e que, pelas descrições e receitas, acresce um aguçar de uma gula poderosa e irremediável; a conquista de confiança e afinidade entre as suas personagens, seja a nível principal ou secundário, e que concede um certo grau de realidade e naturalidade facilmente presente no dia a dia do seu leitor e, claro, a não esquecer, o próprio mistério que tece uma teia envolvente e chamativa, que serve não só como fio condutor durante toda a história como também quebra um pouco todo o encantamento sobrenatural encontrado. De leitura compulsiva e grandemente cobiçada, O Feitiço da Lua é um romance extremamente absorvente, fascinante, ambicionado. O único aspecto menos positivo vai, efectivamente, para a recta final do enredo. Confesso que fiquei surpreendida, pois desagrada não seria o sinónimo mais adequado uma vez que apreciei bastante esta leitura, ao deparar-me com um final um pouco em aberto, sem definição concreta, e que permite à imaginação de cada um esvoaçar por campos indeterminados. Penso que, de certa forma, deixa aquela esperança de posteriormente se voltar a Mullaby mas, por outro lado, fica uma sensação algo agridoce pelo meio. Ainda assim, embora tenha gostado particularmente desta história, O Jardim Encantado continua a presidir o topo dos livros lidos de Sarah Addison Allen... a ver vamos o que acontece com A Árvore dos Segredos!
Mais um fantástico romance de Allen, mais uma história especialmente adorável e luminosa. Não tenho quaisquer dúvidas de que quem lê Sarah Addison Allen uma vez, não mais consegue sobreviver, literariamente, sem ela. A autora é simplesmente magnífica. Genial. Brilhante!
Gostei muito.
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Título Original: The Peach Keeper
Autoria: Sarah Addison Allen
Editora: Quinta Essência
Nº. Páginas: 273
Tradução: Lídia Geer
Sinopse:
Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época áurea de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. E a própria Willa há muito se esforçou para construir uma vida para lá da sombra da família Jackson.
Mas Willa soube há pouco que Paxton, uma antiga e elegante colega de escola, da abastada família Osgood, restaurou a mansão e a devolveu à sua antiga glória, tencionando transformá-la numa elegante pousada. Talvez, por fim, o passado possa ser deixado para trás enquanto algo novo e maravilhoso se ergue das suas cinzas. Mas o que se ergue, afinal, é mais um segredo que gira à volta de algo encontrado sob o solitário pessegueiro da propriedade.
Por que motivo estão de repente a acontecer coisas estranhas em toda a cidade?
Agora, unidas numa improvável amizade e por um enorme mistério, Willa e Paxton têm de confrontar as paixões perigosas e as trágicas traições que outrora uniram as suas famílias e descobrir a verdade acerca dos antepassados que transcenderam o tempo e desafiaram a sepultura para tocar os corações e as almas dos vivos.
A Árvore dos Segredos é uma história sobre o poder profundo e duradouro da amizade, do amor e da tradição, e um retrato dos laços inquebráveis que – nos bons e nos maus momentos, de geração em geração – duram para sempre.
Opinião:
Uma autora fabulosa...
... Sarah Addison Allen passou a ser uma constante na minha estante pessoal, seja com a publicação de novas histórias e cidades encantadas da Carolina do Norte que inegavelmente me invocam a folheá-las ou pela simples releitura das suas obras, histórias que atingem o ponto exacto no meu íntimo e que me fazem sonhar e divagar por mundos mágicos e cientificamente inalcançáveis.
A forma como a autora conjuga todo um leque imprescindível de características certas e que, em conjunto, formam um romance belíssimo é evidente e unicamente maravilhosa. Apelando ao consumo interior de uma chama que não se extingue após leitura terminada, Sarah Addison Allen mostra que a esperança e o sonho podem – e devem – ser componentes activas e importantes da vida de qualquer pessoa, que não é necessário desistir-se daquilo que nos dizem ou que nos levam a acreditar ser complicadíssimo de atingir. Sobretudo, Sarah Addison Allen ensina que nunca devemos de renunciar, de abdicar ou persistir, de continuar... pois, a qualquer momento, as coisas podem mudar e os anseios sentidos podem, finalmente, tornar-se uma realidade do dia-a-dia.
Como já reza o hábito, Addison Allen apresenta ao leitor Walls of Water, uma cidade algo escondida no meio de imensas e magníficas quedas d’água que, em grande parte, se rege pela oferta turística mas que também, de igual forma, se caracteriza pela classe alta de grandes posses financeiras e por uma mansão bélica e decrépita que guarda um segredo capaz de agitar a mais calma das comunidades.
Os pontos fortes das narrativas de Addison Allen mantém-se inalterados; as personagens, intrigantes, comoventes e sinceras, unidas por laços enraizados num passado nebuloso e temerário, continuam a surpreender e enternecer o leitor. O mistério, sempre presente, embora de certa forma duvidoso e curioso, ao ser suave e abrangente, possibilita a um desenrolar crescente de suspense que vai culminar num impacto profundo e levemente admirável. As relações, de amizade e de parentesco, superficiais e extremamente reais, assumidas e escondidas... relações comuns que, ao mesmo tempo, se tornam especiais e únicas, como uma visão pormenorizada de uma vasta gama de sentimentos e emoções que, durante toda a obra, abarcam o leitor numa teia romântica de sensações deliciosamente quentes e acolhedoras. Sem esquecer as pequenas magias... momentos ansiados que, embora não tão assíduos como em obras anteriores, continuam a conferir um certo charme e toque particular à história. Aliás, quase que o próprio leitor se sente pessoalmente assombrado e irrequieto com detalhes incompreendidos mas que rapidamente assomem a recordações lendárias de um passado de infância – mitos e ditados assustadores e, no entanto, inegavelmente certeiros. E finalmente, claro, a escrita; os diálogos são incríveis, ora divertidos ora intrigantes mas sempre cheios de significado e as descrições paisagísticas e emocionais de tirar o fôlego. Nada que já não nos seja familiar, vindo das mãos de Sarah Addison Allen.
Outro pequeno pormenor de que gostei particularmente foi o aparecimento repentino de Claire Waverly, personagem principal de O Jardim Encantado, de uma adoração e fascínio imediatos. Revê-la, juntamente com Bay, foi uma sensação memorável de conforto e saudade. Uma surpresa totalmente inesperada!
Adorei igualmente o imprevisto, completamente fora do normal e intenso cheiro a algo doce, aquando da leitura – talvez... pêssegos? – ... uma agradável e carinhosa fragrância que me permitiu uma conexão ainda mais profunda e concisa com a história. Por fim, e ainda a referir, o ênfase criado em torno de conceitos como amor, amizade e aceitação, fixados e belissimamente representados ao longo da obra. Os erros, os enganos e as provocações, os medos, as dúvidas e, em última instância, a compreensão. Ligações emocionais estabelecidas de forma cativante e minuciosamente credíveis, que acompanham o leitor por toda uma viagem intelectualmente estimulante e atraente.
A Árvore dos Segredos é um romance obrigatório para todos os apaixonados pela escrita e pelo imaginário de Sarah Addison Allen. Uma quarta obra requintadamente elaborada, que se foca nos relacionamentos e na compreensão não só de si mesmo mas também do outro. Delicado, de uma ternura extrema e irremediavelmente viciante, A Árvore dos Segredos é um livro que não vai querer largar.
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